É de conhecimento geral que nenhum povo do mundo antigo contribuiu em tão alto grau para a riqueza e a compreensão da Política, no seu sentido mais amplo, como o fizeram os Gregos. Personagens como: Sócrates, Platão e Aristóteles, no campo da teoria, de Péricles e de Demóstenes na arte da oratória, estão presentes em qualquer estudo ilustrado que se faça a respeito do assunto Política.

A democracia foi criada na cidade de Atenas, em 508 a. C., conta-nos também a história que no ano 430 a. C. a cidade, de Atenas, superpovoada, foi assolada por uma endemia, Péricles que na época era o chefe indisputado de Atenas, teve abalada a confiança junto ao povo, sendo deposto, julgado e multado por uso impróprio dos fundos públicos. Em 429 a. C., no entanto, foi reeleito, vindo há falecer pouco tempo depois.

Seria Péricles petista? Ironia à parte, o que devemos observar é que desde os primórdios do que seria o regime aceitável nos países livres, até a atual conjuntura, existem os “Péricles” julgados e condenados. Hoje o tal uso impróprio dos fundos públicos, seria perfeitamente adaptado à improbidade administrativa por malversação do erário público.

Os filósofos Platão e Sócrates tinham uma crítica ao sistema democrático onde eles diziam que: “se exigisse que mesmo as tarefas comuns fossem assumidas por profissionais, hoje diríamos técnicos; o estado só poderia ser dirigido por especialistas, pelos filósofos ou pelo rei-filósofo”. Na atualidade o partido que governa o nosso país, desconstitui este pensamento dos citados antigos filósofos, pois, para os petistas cargos têm que ser alinhavados, costurados, com os “companheiros”, para que assim possam os mandatários, manter-se nos cargos.

A essência política em toda a sua plenitude é como dizia Platão: “todo ato é um ato político”, remete-nos a pensarmos que quando acordamos respiramos política, ou seja, o ato de você saudar o seu companheiro (a) ao levantar é um ato político, pois a depender desta primeira relação, certamente terás noção de como vai ser seu dia. Refiro-me, no entanto a cometer o ato com sinceridade, buscando o que realmente você acredita, e não apenas cortejar o próximo pelo simples fato de ser politicamente correto.

Em certa feita, ainda bem jovem, estava na nossa casa legislativa conversando com um velho político, considerado nos meios como uma “velha raposa”, quando inusitadamente ele disse-me para nunca mais eu esquecer que política era igual àquelas nuvens que nós víamos lá fora da janela, um pouco sem entender perguntei: - Como assim? Ai ele me disse, apontando para uma nuvem longínqua no espaço: Aquela nuvem lá parece com o quê? E mesmo antes de eu ter respondido, quase que instantaneamente respondemos juntos: - Com um coelho (não é que parecia mesmo), pois bem, disse a “velha raposa”, continue olhando e quando você menos esperar ela vai mudar e já vai parecer com outra coisa. Nunca mais esqueci aquela sábia lição...

Luiz Ferreira 

Bacharel em Direito, Pós Graduado em Política e Estratégia.

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Skype - lcfs_ferreira

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