Alderico Sena

A falta de liderança em todo segmento da sociedade, inclusive dentro da família é um dos principais fatores da violência no País. A palavra autoridade não existe mais, já existiu. As pessoas perderam a noção de direitos e deveres, ninguém respeita mais ninguém. “O meu direito termina, quando começa o do próximo”.

O líder político estadista Nelson Mandela, deixou uma lição de exemplos e atitudes de como deve agir um político na defesa da humanidade para a construção de um mundo melhor para todos. “Eu lutei contra a dominação branca e lutei contra a dominação negra. Eu cultivei o ideal de uma sociedade democrática e livre”, palavras do nosso líder.

A escassez de líderes no Brasil é comprovada no meio dos segmentos da sociedade organizada e principalmente no meio político com a dificuldade de escolha de nomes para candidatos a cargos eletivos nos Estados da Federação. Só para relembrar a sociedade o  time de lideres,  cabeças pensantes,  candidatos a Presidente em 1989: Ulisses Guimarães, Leonel Brizola, Mario Covas, Lula, Fernando Collor, Aureliano Chaves, Afif Domingos, dentre outros, onde o eleitor não foi bem sucedido na escolha para os novos rumos do Brasil.

 O jovem estudante  nos anos 60 a 80,  tinha nos Grêmios e Diretórios como instrumento de reflexão e idealismo para defender os interesses coletivos. A omissão e a não participação da juventude na política é um grave erro para assegurar um Brasil melhor para as próximas gerações,  considerando que toda e qualquer decisão é política.

O nascimento de  líderes políticos no Brasil foi dificultado pelo regime militar, quando nos anos 80 se procedeu a reforma do ensino.  Uma das estratégias da reforma foi a de impedir reuniões, encontros e concentrações de estudantes para discussão das questões econômica, social, política e cultural, e assim evitou-se o surgimento de novas lideranças, seja de direita, esquerda e de centro. Essa medida foi um TIRO NO PÉ para a morte de diretório e de grêmio nos estabelecimentos de ensino com o objetivo especifico de evitar o surgimento de novos líderes políticos no País.

Outros fatores que impediram o surgimento de novos líderes políticos, foi a falta de politização da sociedade, o Sistema Eleitoral  arcaico e ultrapassado e a não aprovação da reforma política com financiamento público de campanha. Na Bahia uma das últimas lideranças política que orgulhava os baianos e que só deixou bons exemplos e saudades, se chamava Paulo Jackson, Deputado Estadual,vítima fatal de acidente no ano de 2000. Na época o líder da situação na Bahia, era o Governador Antonio Carlos Magalhães, que o admirava e respeitava pela sua autenticidade, ética, liderança, isenção, caráter e imparcialidade.

O desinteresse da sociedade pela política foi provocado também pela mudança na forma de se conduzir as gestões de alguns Partidos Políticos que nem convenções são mais realizadas, de acordo o que estabelece o ESTATUTO SOCIAL, o que sem sombra de dúvida, causou o afastamento de militâncias, aposentados, estudantes e filiados, em especial o jovem na participação efetiva em Partido Político, um dos fatores para o crescimento de votos nulos e em brancos, o que não é bom para a sociedade e nem para o Brasil.

Recordar é preciso, transcrevemos algumas palavras do ex-presidente Itamar Franco na sua entrevista na Revista ÉPOCA de 11 de abril de 2011, onde ele respondeu ao Repórter: “Os Senadores votam sem saber”. O que mudou no Senado desde seu último mandato como senador há mais de 20 anos?. Itamar Franco – respondeu: “Eu vou diminuir os adjetivos, senão eles me expulsam (risos). Quando eu cheguei aqui em 1974, bem moço, o senador Franco Motoro, senador paulista dizia: “Quem for para o plenário, quem for para as comissões tem de estudar”. Então, a gente tinha de estudar a matéria que estava na ordem do dia. Hoje, ninguém estuda”. É uma pena que os bons políticos da geração 60 a 80, estão levando consigo o legado da experiência e do dever cumprido pela conquista da democracia, direito ao voto, eleição direta, ficando apenas sem aprovação a Reforma Política que, pela sua importância básica, deveria ser a primeira das reformas, porque é na área do governo que se decidem os destinos do país e as condições de vida da população.

Considerando que as pessoas não são iguais, o eleitor precisa acabar com esta história de generalizar que todos os políticos são iguais, lembrando que a responsabilidade de escolha do caráter do político, a opção é do eleitor, desde a promulgação da Constituição de 1988.

Devido a falta de lideranças no Brasil, o brasileiro está convivendo cada dia mais com a violência, a corrupção, a impunidade e o medo, predominante no País,  por esta razão é necessário uma REFORMA MORAL, CULTURAL E ESTRUTURAL na consciência da cidadania, principalmente na consciência dos Membros dos Três Poderes Constituídos, antes do governo proceder qualquer reforma de que o Brasil necessita.

Encerro este artigo com a frase do Filme GETULIO “EU DEFENDO O ESTADO E ELES DEFENDEM OS SEUS INTERESSES”. ELEITOR O MOMENTO É DE REFLEXÃO E AÇÃO.  CPI DO ELEITOR É O VOTO CONSCIENTE.

 

ALDERICO SENA, Bacharel em Teologia, Sociedade e Política e Especialista em Gestão de Pessoas – Salvador – Bahia - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.



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