Que os filhos sejam corretos, honestos, respeitosos, estudiosos e trabalhadores, esses são os desejos de todas as famílias tradicionais brasileiras. Tais palavras que corroboram para que essas vontades aconteçam de fato são as mais utilizadas quando são apresentados os fundamentos da vida para crianças e jovens na etapa da educação de valores morais e éticos da vida.

Diversos fatores contribuem para que as pessoas sofram influência externas à sua educação familiar, a saber, entre as causas mais prováveis seria a falta da própria família no que diz respeito à presença eminente deste principal aglomerado humano. O homem sofre interferência do meio em que vive, sim, mas os fatores internos podem ‘corromper’ a sua índole. Com base nesta realidade e de acordo o decorrer da sua trajetória de vida é possível entender o comportamento e preferências sobre determinados assuntos de um indivíduo? Não necessariamente.

A busca pelo politicamente correto é uma constante na sociedade moderna, mesmo não sendo algo natural, fruto da criação familiar e de ensinamentos cristãos. Seguir as normas e leis estabelecidas evita preconceitos e discriminações, e consequentemente algum tipo de problema policial e judicial. Talvez por esse motivo reine a hipocrisia.

O ódio capitaneado pelas classes dominadoras através de uma irresponsável mídia capitalista e egoísta tem contribuído para o aumento de uma série de situações negativas em todo o mundo, provocando verdadeiras ‘catástrofes’ sociais. A ânsia desenfreada pelo poder e o dinheiro destruiu, destrói e destruirá o que vinha sendo construído há milhares de anos, como a dignidade e a paz humana.

Os valores estão ameaçados inclusive pelos que ‘pregam a palavra’. Por tudo que tem acontecido e se prenuncia, viver, literalmente na essência da palavra, será algo difícil e atormentador, mas não se deve se entregar. Ao lutar com esperança e fé, realizando boas ações, não será preciso culpar o ‘mundo’ pela vida que leva.

Conforme as concepções do filósofo, teórico político e escritor suíço, Jean-Jacques Rousseau, “a natureza humana é boa, logo, é o meio em que o homem está inserido que definiria quais as suas possibilidades”. Ou seja, ele seria o produto do meio. Levando em consideração esses pontos, seria a sociedade então que o corromperia.

 

“... Meu som te cega, careta, quem é você?
Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não e nem disse que não...” – Reconvexo – Caetano Veloso

 

Por Gervásio Lima

Jornalista e historiador


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