Resultado de imagem para gervasio lima

Foi no século XIX (1801 – 1900), a partir da sua segunda metade, que a sociedade brasileira passou por mudanças fundamentais nos campos políticos e sociais. Nesse período se mudou a forma de governo, foi feita a Constituição, se iniciou a substituição do trabalho escravo pelo trabalho assalariado e as fazendas de café e outras lavouras se modernizaram. As cidades cresceram e nelas as primeiras indústrias se instalaram.

A década de 1880 foi marcada por diversos e importantes fatos históricos no Brasil. Entre os de maior relevância estão a independência do Brasil (1822), abolição da escravatura (1888), a e proclamação da república (1889). Neste espaço de tempo, mas precisamente em 28 de julho de 1880, foi elevada à categoria de cidade por uma Lei Provincial, a “Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina”. Um reconhecimento que aconteceu somente 160 anos depois da localidade ser promovida a distrito (1720); 158 anos após ter se tornado município (1722) e 128 anos depois de ser pronunciada como ‘freguesia’ (1752).

A cidade do Ouro, nome carinhoso dado por conta das minas de ouro que atraíram os portugueses e bandeirantes paulistas no início do século XVII, chega aos seus 139 anos de emancipação política com os mesmos problemas de uma localidade que não possui ‘vida própria’. Famosa por suas belezas naturais, culturais e arquitetônicas, Jacobina vem sendo devassada há mais de 250 anos. Sua capacidade de se transformar em um dos principais municípios do Estado da Bahia, do ponto de vista econômico, através da oferta dos mais diversos tipos de serviços, é barrada na incapacidade daqueles que a população ao longo das últimas décadas vem acreditando. Urge a necessidade da discussão e elaboração de um plano de desenvolvimento por toda a sociedade jacobinense. Identificar, de forma coletiva, os gargalos que têm limitado o desempenho e a capacidade de o município avançar se faz necessário.

Possuir atrativos turísticos e não saber usar é como ter a chuteira e a bola e não ter um local para jogar, ter igrejas, festas religiosas e não saber rezar ou orar, ter o ouro e não possuir a jóia e ser hospitaleiro e não receber visitas.

Esperar que as soluções para tornar-se auto-sustentável apareçam apenas com a ajuda externa é uma aposta arriscada. Explorar o potencial que possui com políticas sérias é uma estratégia inteligente e beneficiará todo o conjunto. O bom gestor não é sinônimo de administrador e sim aquele que ousa, encoraja, intenciona e age.

A certeza de dias melhores só existe quando as obrigações são realmente cumpridas e a maior festa de aniversário de uma cidade é a comemoração por este cumprimento.

Coragem e força Jacobina. Feliz aniversário!

Por Gervásio Lima

Jornalista e historiador

Jolivaldo Freitas

A lua estava cheia e sua atração gravitacional fazia com que a maré, parecendo até nestes dias de hoje em que vários balneários baianos estão sendo devastados pelas ondas, subisse tanto que dava para pegar jacaré na praia do Mont Serrat, que acho o melhor, mais bonito e telúrico lugar da Cidade da Bahia. Claro, paramos para ver e ouvir a chegada dos astronautas, pisando no solo lunar.

Como esquecer a imagem na TV em preto e branco. Imagem cuspida, chovida, cheias de pingos, ampla de chuviscos que pareciam uma máscara, uma gaze sobre a imagem que vinha do espaço e que causava certo receio, suspense, dramatização. Eu, meus amigos Marçal Miranda, Mário Cabé, Zal do Carmo, Marivaldo (Sansão), Joselito Bispo (Jerrim) João Maia (João-nariz-de-quibe), Maria da Conceição (Tete Maria), Zafira Miranda e mais que não me vem à cabeça olhando fissurados a tela da TV  Colorado. Havia uma certa apreensão:

Surgiriam seres espaciais? Estávamos influenciados pela série Jornada nas Estrelas e Os Invasores. Essa era a grande espera. Haveria alguma surpresa na lua? E dentre todos nossos questionamentos vinham as garantias científicas de leituras que hoje seriam consideradas fakes como aquela que garantia que as emissões de raios do sol e outros desconhecidos vindos do espaço profundo afetariam a saúde dos astronautas.

Era certo que eles ficariam loucos, pois ninguém permaneceria sã depois de pisar na lua e voltar para a mesmice no planeta Terra. E os olhos fixos na Colorado procuravam descobrir como era a lua de verdade e a imagem teimava em sumir por segundos, virar borrões tudo ao vivo e até hoje ouço os ruídos, as estáticas dos astronautas falando, como se estivessem com a cabeça dentro de uma lata ou estivessem brincando de telefone sem fio. Sansão sabia imitar certinho o inglês falado na lata pelos astronautas. E lá se vão 50 anos e ainda olho a lua ouvindo o som que vem de lá. Ruído de moribundo.

E nesse clima todo a Bahia pegava fogo, mas éramos muito jovens para entender, dar bola ou saber direito o que estava acontecendo politicamente por aqui. Excetuando-se uma ameaça ou outra da polícia por causa dos nossos cabelos longos ou Black Power, roupas diferentes, sandálias e atitudes dissonantes com a sociedade careta, o resto passava longe e foi quando Caetano e Gil se preparavam para ir embora, para o exílio na Inglaterra, que decidiram fazer o show Barra 69 no Teatro Castro Alves. A barra referia-se a uma gíria que queria dizer situação. E a barra era pesada com o temível secretário de Segurança Púbica Luiz Arthur de Carvalho (que vim entrevistar já quando repórter anos depois) mandando prender e arrebentar. Cabeludo não podia. Cabeludo com guitarra então era o Cão comendo manga em sua visão.

E perguntei, ontem, ao meu velho amigo Marçal Miranda (que não liga, não manda sinais de fumaça e sempre tem uma boa desculpa na ponta da língua, por ser inteligente e esperto) porque não fomos assistir aos shows no TCA, pois o centro da cidade estava em polvorosa com centenas de hippies que chegaram de Arembepe, da Ilha de Itaparica e de outros estados para ver o show e o teatro lotado. Com a PM pronta para soltar o cassetete ou a fanta no lombo dos cabeludos. Marçal acha que foi por não termos grana para o ingresso e também porque a música de Caetano e Gil eram boas, mas não eram nenhum Rolling Stones, Black Sabbath, Iron Maiden, Joelho de Porco, Mutantes ou Emmerson, Lake e Palmer. Só ficamos sabendo depois que teve até hino do Bahia cantado no palco como despedida. E que os caras estavam indo embora com receio da violência da ditadura militar. Mas, aí já era tarde para conseguir os ingressos ou entrar de penetra pu entender o que se passava. Mas, depois sacamos tudo. E fomos ouvir o LP Barra 69. E continuamos a olhar a lua e escutar seu silencia e ver que tiraram sua paz.

Escritor e jornalista. Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Resultado de imagem para alderico sena

Depois do leite derramado com as “declarações do presidente Jair Bolsonaro” é que governadores do Norte Nordeste se unem?

Na edição de 4 de abril de 2013, foi publicado no Noticia Livre artigo de minha autoria “FRENPNOR – FRENTE PARLAMENTAR DO NORTE E NORDESTE” e propôs também a criação da FEGOV – FRENTE DE GOVERNADORES DO NORTE E NORDESTE, conforme transcrevo parte do artigo com propostas aos Parlamentares e Governadores do Norte e Nordeste, face ao desrespeito predominante em pleno Século XXI por alguns “cidadãos do Sul e Sudeste” para com os Nortistas e Nordestinos. Exemplo claro são as declarações do presidente Jair Bolsonaro”, imagine queridos irmãos Nordestinos e Nortistas como somos desrespeitados.

A falta de unidade e de entendimento dos parlamentares dos 16 (dezesseis) estados que representam as regiões Norte e Nordeste tem levado estas Regiões a um caos social como o problema da seca que predomina há Séculos no Nordeste.  Só poderemos superar os desafios e o sofrimento da população, quando Deputados Federais e Senadores se unirem pela defesa dos interesses coletivos destas duas Regiões.

Sena propõe como alternativa para quebrar o paradigma de domínio e controle do PODER E CAPITAL predominante pela oligarquia política do “CAFÉ COM LEITE” é a criação da FRENPNOR – Frente parlamentar do Norte e Nordeste, envolvendo todas as parlamentares com o objetivo de discutirem os problemas comuns e as conseqüentes soluções, principalmente no que concerne à seca, divisão dos royalties, estiagem, saneamento básico, dentre outras questões graves que afligem estas regiões.

A FRENPNOR com 9 (nove) estados do Nordeste e 7 (sete) do Norte, num total de 16, terá de fato e de direito uma representação política forte e respeitada na defesa dos interesses coletivos e assim obterão maiores volumes de recursos para o crescimento e o desenvolvimento das Regiões com o povo, sem fome e sem miséria, evitando assim o aumento do êxodo rural e a redução da violência nas grandes cidades.

Sena disse ainda que pelo fato das Regiões Norte e Nordeste serem uma maioria em termos de voz e voto para as decisões políticas na aprovação do Orçamento, projeto, investimento e de captação de recursos, todos juntos aplicando a cultura cooperativa buscarão as alternativas para combater o problema da seca.   

Sena se lembra dos políticos Celso Furtado e Rômulo Almeida, que tinham olhar com a visão do futuro para as Regiões Norte e Nordeste e criou a SUDENE, infelizmente não temos mais cabeças pensantes e líder na política e com a desunião e a cultura individualista de políticos destas Regiões, o que difere da cultura de parlamentares das Regiões Sul, Sudeste e até do Centro Oeste.

Sena argumenta que a dimensão geográfica do Brasil e as riquezas naturais do País estão concentradas nas Regiões Norte e Nordeste, é preciso mudança comportamental e de atitude cultural dos Deputados e Senadores quanto à aplicação da cooperação, ajuda mútua e solidariedade, afim de que o Norte e Nordeste venham conquistar recursos, crescimento e o desenvolvimento regional sustentável dos municípios, sem fome, miséria e desigualdades sociais.

Propomos também a criação da FRENGOVE - Frente de Governadores do Norte e Nordeste, com o objetivo de discutirem os problemas econômicos, culturais, sociais e políticos concernentes as ações executivas das Regiões para buscarem as conseqüentes soluções com PODER maior de força e a cooperação da FRENPNOR – Frente Parlamentar do Norte e Nordeste no Congresso Nacional.

 Senhores Deputados Federais e Senadores poderemos sim combater a SECA aplicando a palavra: COOPERAR que, significa agir simultânea ou coletivamente com outros para um mesmo fim, ou seja, trabalhar em comum para o êxito de um mesmo propósito, em prol das Regiões Norte e Nordeste.  É a filosofia dos “Três Mosqueteiros – Um por todos, todos por um”.

Neste epilogo, sugerimos que cada cidadão exercite a seguinte frase: Não pergunte o que o seu País pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu País. Assim poderemos garantir o que preceitua o Artigo 3º. da C.F “constituem objetivos fundamentais da Republica Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

Senhor Presidente Jair Bolsonaro, o povo Nordestino é um povo trabalhador e cumpridor dos seus deveres para com o nosso País e tem muito orgulho de ser Nordestino. Uma retratação pública ao povo seria digna de um cidadão. Quem Quer Respeito Se Respeita.

 Alderico Sena – Bacharel em Teologia Sociedade e Política, Ex-Vice-Presidente do PDT de Salvador e Ex-Presidente do Movimento dos Aposentados, Pensionistas e Idosos do PDT – Partido Democrático Trabalhista – www.aldericosena.com

Resultado de imagem para gervasio lima

Aprovações para uso de agrotóxicos no país atingem um número preocupante. Do mês de janeiro deste ano até o momento já são 290 liberações de substâncias venenosas. Só neste mês de julho foram 51. Conforme os especialistas, nunca houve um ritmo tão frenético de aprovação de agrotóxicos como agora.  .

No Brasil, em seis meses, 239 venenos tiveram a comercialização autorizada, contra 229 da União Europeia em oito anos. Entre as substâncias novas liberadas está o sulfoxaflor, princípio ativo que controla insetos que atacam frutas e grãos e estaria relacionado à redução de abelhas polinizadoras, segundo estudos em andamento no exterior. Nos primeiros meses deste ano cerca de 500 milhões dessas abelhas teriam morrido no Brasil, vitimas dos venenos nas lavouras, segundo reportagem da Agência Pública e do Repórter Brasil, com base em relatos de apicultores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

De acordo a André Burigo, pesquisador e professor da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), no Rio de Janeiro, a profusão de relatos e pesquisas apontando para casos de contaminação no ser humano e meio ambiente serve para mostrar que é um mito o uso seguro de agrotóxicos. Ele lembra o fato ocorrido em 2007, quando um piloto se esqueceu de fechar o bico do avião e a cidade de Lucas do Rio Verde, em Goiás, foi contaminada. Na época as empresas culparam apenas o piloto. Como consequência, foram relatados casos de infecção de pele e má formação congênita em anfíbios. O lençol freático foi contaminado, resíduos foram encontrados no leite materno, na água da chuva e no ar.

Problemas de saúde podem ocorrer meses, anos ou até décadas após a exposição, manifestando-se em várias doenças, como cânceres, malformação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais. Está cientificamente comprovado que a utilização continuada de agrotóxicos na produção agrícola aumenta as chances de camponeses desenvolverem quadro depressivo e, com o desenvolvimento da doença, cometerem suicídio. Estudos dão conta que o número de suicídios muito elevado, atingindo especialmente trabalhadores rurais, está ligado ao uso de agrotóxicos. Nos últimos dez anos, mais de 12 mil pessoas tentaram suicídio com agrotóxicos em todo o Brasil. Dessas tentativas, 1.582 resultaram em mortes. Outras 231 tiveram cura, mas com sequelas.

Os efeitos do uso de agrotóxicos são refletidos também na qualidade dos alimentos. Lá em 2011, já se discutia o problema da contaminação dos alimentos com pesquisas específicas sobre o assunto. Naquele ano, quando substâncias venenosas de auto poder de intoxicação não eram utilizadas na lavoura, o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pesquisou 1.628 amostras de alimentos; destes, 36% foram consideradas insatisfatórias. Alimentos como arroz, feijão e cenoura apresentaram amostras insatisfatórias em todos os produtos analisados.

Segundo um levantamento realizado em 2018, com base nos dados do Ministério da Saúde, cerca de 40 mil pessoas foram atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS) após serem expostas a agrotóxicos nos últimos dez anos. Desse total, 26 mil pacientes (destes 1.484 foram crianças de até 9 anos) tiveram intoxicação confirmada por médicos, com sinais clínicos como náuseas, diarreias ou problemas respiratórios, ou mesmo alterações bioquímicas no sangue e urina detectadas por exames laboratoriais. A média equivale a sete pessoas intoxicadas por dia.

Por Gervásio Lima

Jornalista e historiador

Você sabia que é possível realizar audiências através de videoconferências? O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) possui um sistema que permite às pessoas que estão em lugares diferentes participarem da mesma audiência e ao mesmo tempo!

Desde 2009, a Lei n° 11.900 permite a utilização da tecnologia de videoconferência nos processos penais. Em 2010, o CNJ regulamentou a maneira como audiências desse modo aconteceriam através da Resolução 105.

Contudo, apesar da lei e da resolução dizerem respeito aos casos de processo penal, as audiências por videoconferência também podem acontecer em processos civis, como os de guarda, por exemplo.

Foi o que aconteceu na Comarca de Jauru, uma vez que os pais do adolescente cuja guarda estava sendo discutida se encontravam fora do país.

Medidas como esta agilizam processos e diminuem gastos, tanto na área cível quanto na criminal.

Quando pensamos em processos de guarda, especialmente quando a ação é oriunda de um processo de divórcio, os benefícios também podem ser sentidos pelos menores envolvidos.

Afinal, quanto mais rápido for resolvido qual o modelo de guarda aplicado, com quem o menor irá morar, o regime de visitação, e até questões relacionadas ao pagamento ou não de pensão alimentícia, menos dor e sofrimento serão causados à criança.

Quando o processo de divórcio envolvendo ação de guarda é litigioso, os ganhos podem ser ainda maiores. O motivo? Bem, você e o ex-cônjuge não conseguem chegar a um acordo e ainda estão geograficamente distantes. Esse processo pode acabar levando mais tempo ainda que o necessário.

Assim, com as audiências por videoconferência, a barreira da distância é eliminada e a resolução do conflito pode acontecer de maneira mais rápida!

VLV Advogados - Escritório de Advocacia Valença, Lopes e Vasconcelos

Obs.: Ao postar, pedimos que preserve o link para nosso site, para caso algum leitor que tenha interesse a respeito do assunto nos encontre. https://www.vlvadvogados.com/ .


Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player



banner adv