Não é necessário possuir conhecimentos excepcionais nas áreas das ciências que estudam o comportamento humano para saber que atitudes positivas geram bons fluídos e interferem de forma bastante incisiva na vida das pessoas. Transmitir energia positiva através de atos como o de gentileza, educação, temperança e altruísmo é uma simples, mas valorosa, forma de contribuir para a construção de um mundo menos injusto e sem conflitos. A energia positiva transforma as pessoas e os ambientes, é componente da felicidade e promove o bem-estar

É preocupante e desolador presenciar, em pleno século XXI, atitudes e comportamentos idênticos aos dos Bárbaros, na Idade Média, período da história da Europa entre os séculos V e XV (entre os anos de 476 e 1453), conhecido como os “Anos Escuros” ou “A Idade das Trevas”, conforme perspectiva de vários intelectuais do Renascimento, que viam o mundo feudal como um grande sinônimo do atraso, do primitivismo, do abandono do pensamento racional e das ciências. Os bárbaros utilizavam a guerra e a pilhagem (saques e roubos) como forma de adquirir bens.

Bárbaro é um termo utilizado para se referir a uma pessoa tida como não-civilizada O termo também pode se referir individualmente a uma pessoa bruta, cruel, belicosa e insensível. Qualquer semelhança com alguém que se conhece, é pura coincidência. É tolice não saber que as boas atitudes no dia a dia, construirão um patrimônio moral que, acumulado por anos, será de grande valor.

Citada no primeiro parágrafo, a ‘temperança’, qualidade de quem é moderado e comedido, é uma virtude em extinção, principalmente entre aqueles que se confiou através do voto o poder de representar nas esferas federal, estadual e municipal. Desequilíbrios emocionais e comportamentais constantes são exemplos de que alguns políticos não estão assegurando o domínio da vontade sobre os instintos, não medindo as consequências de seus atos.

Já o ‘altruísmo’, comportamento de generosidade com outrem, também está em desuso na atualidade, onde o individualismo predomina numa sociedade que procura em todo o tempo tirar apenas vantagem. Criada pelo filósofo francês Auguste Comte, a palavra altruísmo é definida como “o grupo de disposições que inclinam os seres humanos a se dedicar aos outros. É a atitude de abdicar de interesses pessoais em benefício de outra pessoa ou do interesse coletivo”. Pessoas altruístas conquistam a admiração e o respeito por seus atos.

Eu só quero é ser feliz

Andar tranqüilamente na favela onde eu nasci, é

E poder me orgulhar

E ter a consciência que o pobre tem o seu lugar – Rap da Felicidade  -  Cidinho e Doca

 

Por Gervásio Lima

Jornalista e historiador

Hoje eu parei um pouco para me assistir e me reconheci diferente; sinto-me esquisito. Observei que coisas estranhas afetavam o meu metabolismo. Despertei e notei que minha respiração estava lenta. O meu corpo parecia pertencer à família dos Bradypodidae, comumente conhecidos como bichos-preguiça; o meu hálito não estava bom, até eu escovar gengivas e dentes. Assustei-me com uma substância gelatinosa levemente amarelada que apareceu nos cantos internos dos meus olhos. Minha bexiga parecia querer explodir, inchada, pressionando o meu baixo ventre. Enquanto expelia a urina, senti arrepios pelo corpo, e, o mais assustador, depois da última gota um tremor incrível com um calafrio pela espinha dorsal. Parece que esse processo desencadeou outros no meu abdômen, pois a pressão agora era maior e mais densa, rasgando-me por dentro. Era preciso evacuar, cobrir os pés, como designa o texto bíblico. Que sensação incrível. Algum tempo depois o meu estômago se revirou e começou a apertar, a se comprimir e se estender; era fome, uma espécie de sofrimento crescente. Tão impressionante quanto a dor pedinte foi a cessação da ânsia de querer comer. Comi e acabou a vontade de comer...  Que estranho. Minutos depois, senti a garganta gritar com secura; degluti repetidamente. Tomei água fria e uma sensação anestésica se derramou goela abaixo, refrigerando acho que o corpo e a alma; e uma transposição térmica se evidenciou na epiderme: gotículas salgadas fluíram pelos poros, iluminando a minha pele na testa e nas costas das mãos...  Acho que não estou bem. Testando-me, pressionei a ponta do dedo indicador na carne do braço...  Ao redor do vinco que se formou pela ponta da unha senti a pele queimar, num expandir-se progressivo. Apliquei no mesmo lugar um beliscão agudo e não segurei o gemido, pois senti o local arder como por uma chama, e se espalhou pela epiderme em volta. Pela fresta da porta entreaberta soprou veloz um vento frio, congelante...  Minha pele surtou, se contraiu, se eriçou como uma terra revolvida; os pelos todos apontaram para o céu; músculos e carne tremelicaram involuntariamente; meus dentes martelaram uns nos outros em ritmo de samba...  O que é isso? O que está acontecendo comigo? Intrigado e assustado, resolvi voltar ao leito e me agasalhar. Aos poucos a pele foi se acalmando e o corpo se aquecendo; tudo o mais se aquietou. Notei, no entanto, que o meu cérebro estava descontrolado, sei lá...  Grande angústia me assolou...  Percebi, com medo, que não conseguia coordenar ou controlar meus pensamentos; eles vinham e iam como que manipulados por uma mente avulsa...  Eu tentava me concentrar em um único pensamento, mas imagens, cenas e sentimentos, sem pedir licença, invadiam soberana e ousadamente o que eu tentava construir no meu universo. Com a inquietação da mente, o coração sobressaltou: Angústia, ansiedade, impaciência, um turbilhão de sensações me visitou. Será que sou normal? Estranho, muito estranho.

Itamar Bezerra

Teólogo, escritor e poeta

Jolivaldo Freitas

Pesquisas científicas feitas ao longo dos anos demonstram que os animais são criaturas sencientes. O que significa dizer que assim como os seres humanos – nas suas devidas proporções – possuem ampla capacidade emocional. Os bichos sentem dor, prazer, alegria, estresse, medo e dor. Alguns até parecem entender claramente o que vai acontecer a seguir ao movimento ou ação de algo ou alguém.

Dito isso pare e fique a imaginar um sacerdote, um assistente, um filho, uma filha, seja lá quem for que pega uma faca, um facão, uma navalha e degola o animal à frio. O bicho senciente se debate até perder o brilho dos olhos. O sangue é recolhido. A carne terá também sua destinação ritualística. Tanto faz se é uma galinha, um bode, um bezerro, uma pomba.

Porque será que os orixás fazem tanta questão de ver os animais sacrificados? Em pleno século XXI quando se sabe muito acerca dos animais, como pode ser válido tal atitude, levando-se principalmente em conta que as pessoas da religião afro estão cada vez mais esclarecidas? Tem de respeitar os preceitos de cada religião. Tem de manter a tradição, os hábitos, as homilias, mas quem disse que isso não pode ser compactuado com os deuses de outra forma?

Tenho certeza que Iansã, Exu, Ogum e todos os outros deuses da religião de matriz africana não se importariam se a ialorixá ou o babalorixá chegasse com toda humildade e explicasse que estava trocando os animais por frutas, por exemplo. Que estava evitando o sacrifício dos bichos por uma questão de amor. E de amor todos os orixás, deuses e santos entendem. Quem é da religião entende todo o conceito por trás do sacrifício – na verdade oferenda. Mas, como agradar com o sofrimento dos outros? Assim questiona quem não é da área e vê tudo como barbárie, ainda mais neste tempo de política de defesa dos animais.

Tenho certeza que uma nova atitude deixaria a todos satisfeitos. E os animais vivos, e quem sabe, felizes.  Todo este lero-lero é que me incomoda ver os animais sendo sacrificados em nome de se fazer uma média, um agrado para um ente superior. E me choca quando sei que no Candomblé, por exemplo, a natureza deve ser respeitada acima de tudo. E onde entram os animais nesta naturaleza?

E também porque esta semana o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a constitucionalidade do sacrifício de animais na realização de cultos de religiões de matrizes africanas. Segundo foi divulgado e que lí no site da EBC (considere as aspas), a questão foi definida por meio de um recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra uma decisão do judiciário local que definiu que o sacrifício dos animais não viola do Código Estadual de Proteção aos animais. A norma local definiu que os rituais de sacrifício nas religiões africanas não são inconstitucionais, “desde que sem excessos ou crueldade".

O julgamento começou no ano passado. Na conclusão, os ministros entenderam que a crueldade contra os animais não faz parte do ritual de culto das religiões de origem africana. Além disso, a Constituição garante a liberdade de culto religioso a todos os cidadãos. Um dos ministros entendeu que a lei local deu proteção especial às religiões de matriz africana em razão do histórico de discriminação. "A liberdade religiosa é um direito fundamental das pessoas, é um direito que está associado às escolhas mais essenciais e mais íntimas que uma pessoa pode fazer na vida", disse.

Também foi destacado que todas as religiões devem ter suas liturgias. Durante o julgamento, entidades defenderam a liberdade de culto e afirmaram que as religiões de matriz africana são alvo de preconceitos, que abrem caminho para a intolerância religiosa. Mas, o Fórum Nacional de Proteção de Defesa Animal sustentou que nenhum dogma pode se legitimar pela crueldade.

Mas como aceitar que um momento mágico de congregação entre homens e deuses se transforme num ato de extrema violência? Não canso de perguntar. Veja o exemplo da umbanda, que gradualmente deixou de matar bichos. Respeito todas as religiões, todas as culturas, todas as idolatrias, mas não posso achar que tirar vida, de qualquer ser (não, não sou budista) seja algo de agrado por exemplo de Exu. Tentem o diálogo. Ele vai entender. E os animais que sentem prazer, saudade, estresse, lembram e sentem medo e dor irão agradecer. Ao longo do tempo os deuses sempre evoluíram. Ficaram mais compreensivos. Veja que não tem mais sacrifícios humanos. É a vez da alforria para os bichos, nossos irmãos. Sei que você está me entendo caro orixá.

Escritor e jornalista: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Gramaticalmente, imposto se encontra definido no dicionário de Houaiss como adjetivo: “que se impõe; colocado; posto; que se obrigou a aceitar ou a realizar”, ou substantivo: “contribuição monetária devida por pessoas físicas ou jurídicas ao Estado; tributo, ônus.” E, como se falou em tributo, no mesmo dicionário, tal expressão encontra-se definida como substantivo masculino: “imposto exigido de uma província ou Estado dependente por aquele que o subjuga; contribuição monetária imposta pelo Estado ao povo, sobre mercadorias etc.; aquilo que se concede, ou que se sofre, por razões morais, dever, necessidades etc.; expressão ou ato público como mostra de admiração e respeito por alguém.”.

     Em relação ao tributo, as definições parecem soar irônicas, particularmente quando aplicadas à realidade brasileira, haja vista, o fato de que, para o que se impõe de maneira extorsiva, o Estado nada concede ao cidadão seja por admiração, respeito, dever ou necessidade de sobrevivência com dignidade.

     Tributar é ato tão antigo, que na Bíblia já se encontra descrição sobre o seu princípio, em Gênesis (C. 47; V. 24):

     “Há de ser, porém, que no tempo das colheitas a quinta parte ao Faraó, e quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o vosso mantimento e dos que estão nas vossas casas, e para o mantimento de vossos filhinhos.”

     Vê-se, pois, que os antigos governantes, ainda que absolutistas, demonstravam ter mais respeito e consciência humana do que os atuais, mesmo entre os nacionalistas de direita ou os populistas, ditos socialistas que se autoproclamam democráticos.

     No Brasil dos nossos dias, os governantes, ao prometerem não aumentar a carga dos impostos diretos, jamais se prontificaram em diminuir a já tão violenta e extorsiva tributação indireta, incidentes nos bens e serviços consumidos, que continua a assolar a sociedade brasileira, principalmente as camadas mais baixas da pirâmide social. O cidadão comum, assalariado, atualmente, paga em média 33,58% de tributação em tudo o que consome. Ou seja, o imposto corrói algo em torno de R$ 335,12 (trezentos e trinta e cinco reais e doze centavos) do minguado salário mínimo de R$998,00 (novecentos e noventa e oito reais).

     Governos passados vinham tentando implantar a Reforma da Previdência, sob a alegação de reduzir as desigualdades e garantir a aposentadoria das futuras gerações. Interessante que passaram décadas dilapidando as reservas previdenciárias, como, aliás, continuam a fazer.  O maquiavelismo dos governantes não tem limites. Poucos ainda se recordam da CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, criada com o objetivo precípuo de custear a Saúde Pública, a Previdência Social e o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. A CPMF começou retirando das aplicações financeiras uma alíquota de 0,28% em 1997, e foi extinta em 2007, quando alcançou o percentual de 0,38%. Para onde foi o dinheiro, ninguém sabe, ninguém viu! De lá para cá, a saúde pública, a previdência, a fome e a pobreza só pioraram.

     O atual governo pegou um “abacaxi”, verdadeiro “angu de caroço”. Alardeia que, para não aumentar impostos é imprescindível fazer a reforma da previdência. Entretanto, a tal Reforma não prevê a retirada dos privilégios de maneira equânime. Isto é, as regalias dos que ganham mais, continuarão. As velhas castas serão preservadas nas suas zonas de conforto. Os que menos ganham terão quais privilégios?

     Baseado no histórico dos governos da Pátria Tupiniquim, não há garantias de melhorias a serem comemoradas pela sociedade, caso a reforma venha a ser aprovada. Entretanto, apesar do clima de desconfiança, nutre-se tênue fio de esperança de que o governo seja realmente capaz de oferecer serviços de saúde, educação e segurança de qualidade, e que novos empregos sejam gerados.

     Nos países sérios, diferentemente do nosso, os bois vêm adiante dos carros. Aqui, se espolia o povo, prometendo mundos e fundos e o resultado que sempre vimos foi o de que: os fundos acabam sendo transferidos para as contas dos mesmos privados mundinhos, da velha pandilha, e ao povo, as batatas!

      Fatos não faltam para demonstrar esta triste realidade. Eles se encontram presentes em todas as esferas de governo; mesmo naquelas que se encontram mais próximas do dia a dia do cidadão. Podemos citar como exemplo; a primeira capital do Brasil, que no dia 29 de março, completou 470 de fundação. Para comemorar, os munícipes foram presenteados com três dias de festas, e, de quebra, ainda “ganharam” um aumento de 8,10% na passagem do transporte coletivo; o equivalente a R$0,30 (trinta centavos de real). Assim sendo, trabalhadores e estudantes que necessitam pegar apenas dois ônibus por dia, terão que, a partir do dia 1º de abril, desembolsar R$200,00 por mês. Salvador passa, então, a ser a cidade com passagens de ônibus mais cara do Nordeste, e a terceira do Brasil.

     Nos noticiários, para o aumento das passagens, o prefeito deu a seguinte justificativa:

     “... os empresários do setor de transporte acataram a proposta do município para colocar em circulação mil novos ônibus, todos com ar-condicionado, até 2022. Desse total, 250 serão integrados à frota ainda este ano, na seguinte forma: 125 até 20 de julho e 125 até 20 de setembro. Em 2020, 2021 e 2022, a renovação deve ocorrer até 30 de junho (250 veículos por ano).”.

     Ou seja, o povo começa a pagar caro bem antes de receber os benefícios. Em outras palavras: retiram do povo os recursos de investimento para a renovação da frota, que deveria ser obrigação dos empresários, a partir dos seus lucros.

     No século XVIII, diante da abusiva cobrança dos quintos, imposto cobrado pelos nossos colonizadores, a elite mineira rebelou-se dando origem ao episódio que ficou historicamente conhecido como Inconfidência Mineira, ou Conjuração Mineira, na tentativa de abortar a sangria a que a colônia se encontrava submetida. Fato histórico esse, sempre lembrado na data de 21 de abril.

     Fato é que, infelizmente, a mentalidade da nossa gente mudou. Mesmo diante de tanta enganação e de tamanho confisco, o povo comemora. Para tanto, basta colocar um trio elétrico nas ruas e tudo se transforma num verdadeiro bacanal.

     O estado de alienação da sociedade é tamanho que corremos o risco de que as condições de vida, principalmente dos menos favorecidos, venham, com tais medidas e reformas, a piorar.   

     Cabe-nos, contudo, continuar lutando e torcendo para que, na pior das hipóteses, tais condições possam, pelo menos, serem preservadas como se encontram.

        Jair Araújo - escritor

Membro Correspondente da ALACIB - Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil, Mariana/MG.

Membro efetivo da SBPA - Sociedade Brasileira de Poetas Aldravianistas. 

Ser empresário de seus conhecimentos. Ao atuar como autônomo e/ou dono de uma pequena empresa, coloca suas virtudes a serviço do novo, do diferente, oferecendo uma contribuição significativa àqueles a quem deve servir. Esta é a tendência do futuro.

O papel da Cooperativa – É própria da natureza humana a tendência ao associativismo. À reunião de forças mediante a qual o Grupo ou Equipe receba a contribuição de cada indivíduo e este receba, em troca, a sinergia que só a Equipe pode criar. Para que a pessoa de conhecimento se sinta amparada, assistida e apoiada, ela precisa do estimulo de seus pares; daqueles aos quais se ligue em igualdade de condições, sem qualquer vínculo de “subordinação”, tendo como proposito a realização de um objetivo nobre superior, comum a todos. Sob este aspecto, a Cooperativa é o instrumento ideal, desde que tenha uma estrutura leve, ágil, e enxuta, a qual –em vez de “ser servida” – contribua para que seus Associados sirvam melhor a seus Clientes.

O negócio da Cooperativa não é “Beneficiar” o Associado. O negócio da Cooperativa é contribuir para que o Cliente do Associado seja melhor satisfeito. Esse é um alerta importante, em face ao “corporativismo” que ainda grassa entre nós. Sob este aspecto, é preciso ter bem presente a palavra de ordem: SIM AO COOPERATIVISMO. NÃO AO “CORPORATIVISMO”. Para tanto, a Cooperativa deve estar estruturada para que seus Associados não “percam” tempo com questões de natureza burocrática, legal e tributária. Deve ainda a Cooperativa desempenhar decisivo papel para prover seus Associados, dos indispensáveis meios de trabalho, por intermédio de aluguel ou leasing. “Sedes suntuosas”, “brilhantes Assessores”, “festas” w “recepções” só aumentam custos. Tornam a Cooperativa onerosa para os Associados; um “peso morto” cada vez mais difícil de carregar.

A História nos mostra o exemplo de diversas Cooperativas, antes sólidas, que desapareceram devido a “gastos suntuários” e a “lutas internas” pelo “poder”.

O verdadeiro poder é indissociável do dever de servir. É o cliente satisfeito que, ao retribuir de maneira justa um ser bem feito, assegura o sucesso DA Pessoa de Conhecimento e de sua Cooperativa. Se a Cooperativa se afasta da missão de apoiar seu Associado a melhor servir e se este vê sua força criativa consumida por “lutas internas”, o fracasso do Associado e a “ruina” da Cooperativa serão inevitáveis.

Na medida em que a Cooperativa cumprir seu papel, o Associado poderá concentrar seu tempo, suas energias e sua criatividade na identificação, conquista e satisfação do Cliente e, dessa forma, assegurar seu sucesso e o sucesso da Cooperativa.

Um marco no desenvolvimento das novas relações de trabalho foi a inclusão, no Artigo 442 da CLT, do seguinte parágrafo único: “Qualquer que seja o ramo de atividade da Sociedade Cooperativa, não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados, em entre estes e os tomadores de serviços daquela”. Isso significa que o Cooperado pode e deve buscar sua Liberdade, assim como exercer a Igualdade e a Fraternidade. Este é o marco jurídico sobre o qual as Pessoas, as Cooperativas e as Empresas deverão trabalhar. Este instrumento legal que permitirá ao Brasil tornar-se mais produtivo, proporciona a inclusão social e redução das desigualdades sociais, menos injusto e promovendo, uma melhor distribuição dos frutos que o Capital e o Trabalho podem gerar. O Emprego acabou! Cooperativismo não. O futuro nos reserva oportunidades de trabalho produtivo as quais deveremos criar. O grande desafio é mudar valores, comportamentos e atitudes, de tal sorte que, em vez do EU, predomine o NÓS. É PRECISO SER, PARA TER.

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas, Ex-Superintendente da OCEB-Organização das Cooperativas do Estado da Bahia e Membro Fundador e Superintendente do SESCOOP - Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado da Bahia –  www.aldericosena.com


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