Imagem relacionada

Felipe Lucas
Vereador de Salvador

E u tinha sete anos quando Collor foi eleito, em 1989. Lembro que, dois anos depois, via na TV jovens com rostos pintados de verde e amarelo, pedindo o impeachment. Naquela época, nem sabia o que aquela palavra significava, mas recordo bem que aqueles protestos eram ordeiros.

Lembro também da campanha acirrada de 2002, entre presidenciáveis como José Serra, Ciro Gomes (mais cabeludo e menos raivoso) e Luiz Inácio Lula da Silva, que ganhou naquele ano, dando ao Brasil um fôlego de esperança e mudança, só comparável à promulgação da Constituição Cidadã.

Minha memória é bem fresca com relação às conversas que eu ouvia. Os argumentos eram diversos, iam de: "Lula veio de baixo, vai governar pra o povo”, até: “Serra tem experiência, entende de administração, vai fazer um bom governo”. Mas nada que chegasse nem perto das agressões, dos desrespeitos e da intolerância que inundam as redes sociais, desfazem amizades, separam famílias e causam desavenças em ambientes de trabalho, como agora. Para falar a verdade, discussões até existiam, mas nada tão destruidor como o que vemos hoje.

Muita coisa mudou de 1989 para cá. Muita mesmo, e em vários aspectos. O avanço da tecnologia alterou comportamentos, porque tornou mais fácil a propagação de informações que são acatadas e reproduzidas. E o problema está justamente aí: acatadas, muitas vezes, sem serem, nem ao menos, questionadas.

Mesmo saudoso de minha infância, sei que os novos tempos trouxeram coisas boas também: hoje não toleramos mais as brincadeiras com tons racistas e preconceituosos que permeavam os vários programas de humor de décadas atrás. Algumas músicas que antes nos pareciam inocentes, como: “...comprei açúcar, comprei canela, comprei um chicote pra bater nela...” jamais encontrariam vez na atual sociedade.

Por outro lado, as eleições de 2018 certamente negam essa suposta consciência cidadã e traz à tona o pior de muitas pessoas. Não sabemos mais dialogar, expor argumentos, debater. Hoje, defeca-se em fotos, joga-se carro contra quem tem opiniões diferentes, põe-se crucifixo em genitália, esfaqueia-se, xinga-se e se desdenha do conhecimento alheio, como forma de expor opiniões; sem falar que palavras como: corrupto, fascismo, golpismo, extremismo, viraram clichês maçantes.

 Bem, diante de tanta coisa, uma é certa: progresso é mudança, mas, para ser bom, a ordem e o respeito são absolutamente necessários.

Sinto falta de minha infância, ver meu pai discutindo com meu tio sobre quem deveria ganhar as eleições. Eles falavam entre um gole e outro, alteravam a voz e até davam palavrões, que soavam entre risadas altas, e acabavam na mesa do jantar, falando sobre quem iria ganhar o campeonato, sem inimizades.

Quando criança, eu tinha medo de mula sem cabeça, almas penadas, caipora. Nunca vi nenhum desses seres. Penso que as pessoas que, nas noites de lua cheia, nos contavam tais histórias sobre estes enigmáticos seres, também nunca os viram. Mas, ainda assim, tinham medo.

     Ainda carrego comigo algumas fantasias e até certo medo por alguma dessas criaturas. Guardo em mim um pouco de sabedoria de criança. É bom ter fantasias, o que não é bom é ter medo. Crianças são repletas de fantasias e gostam de sentir medo, porque são curiosas e desafiadoras – crianças são corajosas.

     Não, não consegui vencer todos os medos, mas nunca me furtei em desafiar os fantasmas dos contos da Carochinha. Crianças gostam de correr riscos, de experimentar o perigo, ainda que saiam machucadas. Adultos têm medo de se machucar, crianças não. A vida das crianças possui o significado da aprendizagem. O que as crianças temem, verdadeiramente, são os adultos.

     Adultos, quando contaminados pelo medo social, tornam-se homens estressados, tristes, cegos e vazios de afeto. Assustados, protegem-se de tudo, isolando-se no egoísmo das suas conquistas materiais. Adultos vivem no mundo da competição e dos receios; crianças, no mundo dos desafios e das descobertas.

     Os adultos estão vivendo reclusos em suas casas, com medo de sair, de conversar com estranhos, de fazer amigos, de passear no campo, de ver estrelas à beira-mar. Os adultos sentem-se ameaçados pela violência, pelo trânsito, pelo desemprego, pelas drogas, pelos dias de chuva, pelo sol, pela poluição. Adultos sentem medo de amar!

     Nós, os humanos, diferentemente dos demais animais, conseguimos ter medo do que nunca vimos, até do que nunca existiu.  Somos os únicos, entre os seres vivos, a manifestar medo das criaturas que nossa imaginação produz. Nos ambientes naturais onde a presença do homem ainda não se fez ameaçadora, os animais permitem a sua aproximação sem qualquer receio. Os animais em seu estado selvagem possuem o instinto da preservação. Mas medo? Não, medo eles não o possuem. Eles não temem aquilo que desconhecem. São apenas desconfiados por precaução e possuem a mesma curiosidade das crianças. A curiosidade é cria da ingenuidade e da pureza. A maldade é que as aprisiona dentro do medo.

     O medo surge a partir do contato com o humano. Medo é sentimento forjado pela civilização, incutido nas relações, pelas maldades do homem, pelas atitudes e pelos comportamentos de dominação e ódio da raça “superior”.

     Medo é, pois, um recurso de dominação. É um instrumento da imposição de controle e de estabelecimento de limites sociais, é um sentimento tipicamente humano. Talvez seja esse o mecanismo mais fácil de manter o domínio sobre os outros, de fazer valer as leis e a autoridade.

     Nunca vimos o inferno, nem mesmo sabemos se, de fato, existe. Mas, inferno é dogma em todas as religiões e, encontra-se perfeitamente concebido em nossa imaginação. Isso é o bastante para não termos dúvida de que existe e, por consequência, o tememos.

     Quando criança, eu não deixava chinelos nem sapatos com os solados voltados para cima; tinha medo de que os meus pais morressem antes de mim – assim diziam os antigos. Entretanto, vivo presenciando a morte de muitos pais de meninos que nunca deixaram os seus calçados com os solados virados para cima. A maioria dos pais parte mesmo antes dos seus filhos. Esta é a ordem natural da vida. Educava-se pela imposição do medo.

     Quando adolescente, pensava que iria ficar tuberculoso ou que nasceriam verrugas e pelos nas palmas das minhas mãos. Desafiei a falsa crença e o medo que me tentavam impor e saciei-me de fantasias e de prazer, entregando-me sem pudores às minhas coleguinhas mais doces, mais tímidas, mais delicadas e às professoras mais sedutoras, acreditando que de lá, estariam elas fazendo o mesmo, quiçá com os seus pensamentos cravados em mim – minhas mãos sobreviveram incólumes, e eu aprendi que sofrer de amor é prazeroso ainda que na solidão!

     Vivemos a ditadura do medo. E assim, vamos sendo condicionados e acondicionados pelos sistemas de poder criados pelos adultos que se encontram no topo das instituições sociais. O medo é, pois, o método mais prático utilizado pela inteligência, para manter pacificada a ordem social e os interesses do poder.

     Os pássaros não têm medo de voar. Ainda semicapazes, atiram-se dos seus ninhos, arriscam o voo. Ao contrário dos pássaros, temos receio de arriscar os nossos voos. Trancafiamos as nossas vontades e os nossos desejos. O medo de perder é maior do que o de aprender, é bem maior do que o de satisfazer o nosso desejo e sentir a sensação do que é andar pelas alturas. Adultos, somos seres chão!

     Quando nos encontramos no alto, temos medo de cair. Não é o cair que nos dá tanto medo. É da altura a que o voo poderá nos conduzir que tememos. É o tamanho da queda que nos assusta. Os pássaros não temem. Se temessem fariam os seus ninhos no chão. Mas então, dificilmente aprenderiam voar. Mesmo as espécies que constroem os seus ninhos no solo  atiram-se das falésias e dos penhascos para conquistar o espaço.

      É necessário subir, subir e subir, para podermos ter a sensação plena do prazer do voo. É necessário entregar-se ao voo despreocupado, isento de qualquer questionamento. Permitir-se sentir com a alma, livre dos pensamentos do cair em pecados, para nutrir os nossos desejos e experimentar o que sonhamos de fato realizar. Não existe pecado quando a entrega é pela vontade do ato de voar como um livre amar.

     Questionamos tudo, fazemos mil e uma considerações, e assim alimentamos frustrações. Tornamo-nos reféns das imposições sociais, muito mais do que dos nossos verdadeiros sentimentos, ainda que eles nos conduzam ao prazer e à realização de um sonho de voo de final indescritível.

     Pelo medo que nos corrói, abrimos mão da oportunidade de experimentar, de sentir, de viver os mais simples desejos. Sentimos medo por antecipação e, por isso, deixamos de realizar o que poderia nos fazer feliz.

     Preferimos experimentar os desejos, na virtualidade da imaginação, acreditando que as almas penadas, as caiporas e as mulas sem cabeça, vêm nos assombrar se realizarmos algumas das nossas fantasias. Acreditamos que os nossos dias se transformarão em noites de absoluta escuridão e que demônios emergirão das fendas para nos consumir em brasas. Nesse instante nos damos conta de que deixamos de ser criança.

     Com o receio de arder no fogo eterno, há os que preferem adormecer o desejo das travessuras ou fingir crer que não vale à pena entregar-se como fazem, inconsequentes, as crianças inocentes em suas brincadeiras de aprender e de amar. Abrem mão dos prazeres e das alegrias. Consolam-se com suas crenças. Optam pelo sofrimento de viverem amargurados, andejando como as próprias almas penadas que lhes atormentam em pensamentos. Transformam os sentimentos em fantasmas ameaçadores e a vida num purgatório estéril.

      Vale à pena arriscar a queda pela sensação da liberdade que o voo proporciona. Liberdade para as crianças que teimamos enclausurar dentro de nós, na ilusão de que, em vida de gente grande não cabem historinhas infantis, loucuras e brincadeiras. Sejamos pássaros, sejamos livres para realizar os nossos sonhos e festejar cada momento de felicidade e prazer. Sejamos destemidos para brincar e amar. Brinquemos!

Jair Araújo - escritor

Membro Correspondente da Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil -ALACIB– Mariana/MG

e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Poetas Aldravianistas – SBPA

Um dia o olho cansou de olhar, enfadou-se de ser lâmpada e guia para conduzir o corpo pelas trilhas e vias que a vida oferece, chorou e cerrou as portas. Isso foi anunciado à comunidade organizada que gerencia o corpo. Causou estranheza a alguns órgãos, surpresa a outros, revolta em muitos, curiosidade em tantos, mas despertou igual interesse em vários. O nariz, ali juntinho, achou demais a iniciativa e julgou oportuna a reflexão. Sentiu-se cansado de cheirar. Segundo ele, o mundo inteiro e seus múltiplos aromas tornaram-se enfadonhos, além do fato de que, pela ação nefasta do ser humano, ele sentia muito mais mau cheiros que perfumes, e como isso cansa. Tendo ouvido sobre o novo, o ouvido alegrou-se; não tinha parado para pensar nisso. Deu ouvidos e obstou suas trompas. A boca, sempre falante, mastigante, sorridente, bocejante, aderiu. Julgou-se injustiçada, sobrecarregada, estivadora de tantas funções para um órgão só. Falar, sorrir, cuspir, morder, sugar, soprar, ufa... Está na hora de dar um tempo e calar. Ei! Gritaram em uníssono dissonante os pés. Sobrecarregados estamos nós, que carregamos fardos pés ados todo o tempo. Verdade seja dita, todo o corpo depende de nós para se locomover a qualquer lugar; somos os executores do plano do comando central; sem nós tudo para; e é o que vai acontecer; não podemos mais es pé rar. As mãos aplaudiram a douta iniciativa, reclamando para si o posto e primazia na ordem de indispensabilidade. Quem mais exercia tamanha multiplicidade de quefazeres? Dos trabalhos mais minuciosos e delicados, às empreitadas de força e grandeza, eram elas as intimadas para a linha de frente. Pernas e braços tremeram em rija reverberação de ira sobre palmas solas e dedos, bafejando sua indignação por tamanha presunção... O que seria das mãos e dos pés sem o vigor e o molejo articulados dos seus condutores? A esse tempo, o corpo inteiro começava a se contorcer e manifestar atonias graves. Formigamentos, coceiras, pontadas, fluxos e refluxos, comichões tomaram a epiderme; juntas e medulas esbraseavam, numa feira de sensações aniquilantes. Grande, grande revolta na imensa sala que abriga os sistemas: juntaram-se todos em tremenda consternação, ao ver tão elevada ingratidão daqueles que, do lado de fora, ignoravam o poder e o valor das usinas geradoras de tudo o mais... Os sistemas nervoso, circulatório, digestório, urinário, em solene orquestração, propuseram greve sistemática e didática. O sangue, submisso, aquiesceu. Se riu de todos o coração, o rei, altivo e determinado, pelo mundo inteiro decantado, temido, reverenciado, cônscio de que guardava consigo a chave, o poder do sim e do não. Resistiu, galante, estoico, segurou a corda, propôs reverter o quadro e viver, bateu acelerado, gritou, gemeu compadecido, amante, zeloso, enquanto pôde. O cérebro, universo de tantas galáxias, de repente viu os seus mil sóis, aos poucos, se apagando, como uma candeia rasa sem azeite, e as suas fronteiras intermináveis foram trazendo os seus marcos para um ponto comum. Num átimo de tempo, uma última luz, um último som... Silêncio.

Itamar Bezerra.

Jolivaldo Freitas

Oi é uma expressão, uma interjeição, uma saudação, chamamento, resposta ou mesmo questionamento sobre algo dito e não entendido. O significado de Oi passou a ser também de uma empresa que se apropriou da sua empatia e nobreza popular para transformá-la num sinônimo de coisa ruim, sem certeza. Sinônimo de estresse ou extase ou agonia. Já pinoia é um adjetivo que significa sabe-se lá, sei lá, sem graça, logro, sem valor, sem apelo. Pois a Oi Telefonia está conseguindo acabar com meu élan. Já estou pensando em pedir a um médico amigo uma cartela de Rivotril. Fui falar do assunto numa rede social e recebi centenas de mensagens contando coisas terríveis que a Oi faz, mas duvido que alguém consiga bater meu handicap.
Nos últimos cinco dias, perdi a conta, mas acho que já falei com umas 16 pessoas da Oi pelo 10331 ou pelo número que atende celular. Já gastei mais de cinco horas com a Oi. Em cinco horas da minha vida eu poderia ter assistido metade da série Lúcifer no Netflix ou assistido Carola gritar com a cabeça raspada: “Marisqueira dos infernos” e Laureta matar mais uns dois ou três do seu puteiro. Em cinco horas da minha curta vida poderia escrever uma música, um conto, tirar um bom sono, curtir a praia, assistir três filmes no shopping, almoçar com os amigos, jogar quatro partidas de tênis ou simplesmente ficar na varanda de casa vendo a maré encher ou vazar. Ler por inteiro, por exemplo, “Farda, fardão, camisola de dormir”, do velho e indizível Jorge Amado. Ou “Cândida Erêndira e sua avó desalmada”, de Gabriel Garcia Marques.
Mas, não, estou envolvido com a Oi dos infernos, como diria Carola, a “Baby Cat” de Segundo Sol. Minha saga com a Oi Telefonia começou quando descobri que estava pagando uma pequena fortuna pelo uso de uma linha fixa, um celular e uma banda larga de apenas 10 mil megas. Fiz novo contrato para garantir mais ligações e menos custos e mais velocidade e quando fui ver a Oi tinha me engabelado e ao invés de 20 megas colocou no contrato 15 megas e quando fui medir no RJ Net não estregava nem 9 mil. Chiei e a moça do telemarketing me propôs mudar o plano por um mais barato ainda e me facultando 25 megas de velocidade do Velox. Foi meu maior erro.
Como se dizia antigamente: “Banana madura/Na beira da estrada/ Tá bichada, Zé/Ou tem maribondo no pé”. E o “Marimbondo me mordeu/Me mordeu foi no umbigo/Mas, se fosse mais baixo o caso tava perdido...” Quando a menina do telemarketing me disse que estava tudo certo, que mudara meu plano de telefonia o satanás mostrou chifre, enxofre, bafo e rabo. Já fiquei sem internet, sem fixo, sem o escambau. E começou meu périplo pela grande jornada que é ser atendido pelos atendentes da Oi. A primeira me deixou falando sozinho. O segundo caiu, disse que ia ligar de volta e me esqueceu nas ondas telemétricas. Outra também me deixou esperando. Mais uma não entendeu nada quando eu disse que na quinta passado foi marcada a ida de um técnico para trocar o equipamento Velox entre as oito horas e o meio-dia do dia 29. Ninguém apareceu, nem ligou, nem mandou sinal de fumaça nem bilhete na garrafa. Liguei e depois der ser atendido por várias atendentes que me passavam sempre para o “setor especializado” uma disse que estava remarcando, mas que não tinha como me dizer a data.
- Porque, minha senhora? – Perguntei
Ela: - Dependo do supervisor para liberar!
Eu: - Cadê o supervisor.
Ela: Tem mais não! Todos foram embora às 18 horas.
Fiquei pasmo e gago. Como uma empresa de comunicação telefônica opera em horário comercial num área tão específica? Amadorismo, só pode. Ou “Não tô nem aí!”. Ontem liguei o dia inteiro e o que estava certo anteontem não valia mais. Marcaram – pois desta vez era o supervisor que não sabia o que fazer – para em 48 horas alguém me ligar para dizer quando alguém vai ligar para colocar linha (ruído, claro), em meu fixo; dados em meus dados móveis e velocidade no meu Velox (se eu conseguir o básico que é ter internet). Pior que não posso dizer “cancele essa pinoia”, pois o contrato – me disse a moça – reza uma multa de R$500.
E depois a Oi me liga para pesquisa:
- Seu problema foi resolvido?
- Não!
- De zero a dez qual a nota para o atendimento?
- Zero!
- Você indicaria a Oi para um amigo?
- NÃO. Nem que ele tenha enviado ou compartilhado fake News nas eleições. Não merece tanta punição.
Que pinoia. Devolvam meu sinal. Oi! Entendeu?

Escritor e jornalista: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

O francês Henri De Toulouse-Lautrec, falecido no primeiro ano do século passado, foi um dos grandes nomes da pintura mundial, mas entrou para história por causa de um dom literalmente não confiável. O artista mentia tanto, e com tanta frequência, que os bares da boemia parisiense diziam que seu talento com as lorotas era tão grande quanto sua vocação artística. A baixa estatura de Lautrec, causada por um deficiência que prejudicara o crescimento das pernas, somada às suas cascatas deu a origem do ditado "mentira tem pernas curtas".
A Bíblia diz que o diabo é o pai da mentira e que todos que estão cegos pela mentira são seus filhos. Isso significa que a mentira é muito perigosa, porque é obra do diabo. Em João 8:44, Jesus explicou sobre o caráter do diabo: é homicida (seu propósito é nos destruir), rejeitou a verdade (ao se rebelar contra Deus), a mentira é sua “língua materna” (ele mente o tempo todo) e é o pai da mentira (a mentira é sua grande obra).
Diversos são os exemplos de resultados negativos provenientes do hábito de mentir. Infelizmente o emissor da fraude não é o único prejudicado. Numa espécie de efeito dominó, uma série de acontecimentos causados por um único fato é capaz de prejudicar e destruir histórias e até vidas. A mentira não vai muito longe, uma hora ou outra ela é desmascarada e a verdade se sobressai, mas em muitos casos ‘daqui que se prove que focinho de porco não é tomada’, o estrago já foi feito e as consequências podem ser as piores possíveis.
Nem sempre se tem o que merece, mas com um pouquinho de esforço ou contando com a sorte se consegue o que almeja. Geralmente se colhe o que planta. ‘Atitudes tomadas pela emoção podem prejudicar um milhão’. É sempre bom lembrar que o certo não dói, caso contrário, a vaca poder ir para o brejo.

Forte é o povo!



banner adv

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player