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Entra ano, sai ano, e a história se repete. A descaracterização do tradicional forró ‘pé de serra’ e das festividades juninas atinge o mais tradicional dos eventos do nordeste. Quase virando assunto para ‘almanaque de farmácia’’ o forrobodó de raiz tem perdido espaço para a mecanização e sons eletrônicos, se tornando cada vez mais em uma saudosa reminiscência e, o que é pior, com a complacência de figuras que se dizem defensores culturais.

Valorizar as tradições é uma maneira de manter vivo os costumes que identificam a história de um povo, é um importante e louvável reconhecimento ao patrimônio imaterial cultural de um lugar. ‘Estelionato cultural’, caso existisse, seria o crime cometido por aqueles que utilizam da fama de outras culturas para enganar seus seguidores. Forró sempre remeteu à sanfona, o zabumba e ao triângulo; aos ritmos e melodias musicais dos saudosos Jaques do Pandeiro, Luiz Gonzaga e Dominguinhos e dos ainda na ativa, Flávio José, Alcimar Monteiro, Jorge de Altinho, Adelmário Coelho, Santana Cantador, Targino Gondin e alguns outros que seguem a mesma linha do autêntico forró, gênero musical original.

É uma afronta denominar de forró eventos que colocam em suas programações atrações com ritmos esdrúxulos para a festa momesca. São João é quadrilha, casamento na roça, arrasta pé, fogueira, roupa caipira, bandeirola, fogos, canjica, licor, amor, paz e alegria.

A tradição está sendo industrializada e enlatada, literalmente. O milho só nos salgadinhos da Elma Chips, a batata só Ruffles e o amendoim virou ‘Paçoquita’. Conforme a letra da música ‘Americanizado’, de Genival Lacerda: “Aqui tudopirou!Tudo tá mudado!Aqui tudo pirou, tudo mudoutá tudo americanizado”.

No Brasil está provado que seguir o modismo não tem sido um bom negócio, é como diz o forrozeiro Flávio José: “...Feito espumas ao vento. Não é coisa de momento, raiva passageira, mania que dá e passa feito brincadeira. O amor deixa marcas que não dá pra apagar. Sei que errei e estou aqui pra te pedir perdão, cabeça doida, coração na mão. Desejo pegando fogo...”.

Para corroborar com a inquietação, segue atrações de algumas “festas juninas’ em praça pública de cidades baianas:

Conceição do Almeida (Recôncavo) 21 a 24/6

Solange Almeida

Luan Santana

Léo Santana

Harmonia do Samba

Amargosa 19 a 24/6

Marília Mendonça

Aviões do Forró

Dorgival Dantas

Santo Antônio de Jesus - 20 a 24/6

Wesley Safadão

Simone e Simaria

Por Gervásio Lima

Jornalista e historiador

 

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O brasileiro costuma se vangloriar por o país não fazer parte de zonas de riscos de catástrofes naturais como furacões, erupções vulcânicas, terremotos e grandes nevadas. A população que chega a comemorara inexistências destes eventos tem vivido momentos de pânico tão quanto os moradores de locais atingidos pelos fenômenos. Na contramão de tudo que foi pregado, o Brasil atravessa um dos seus piores momentos desde o fim da ditadura militar (1964/1985).

Diversos episódios negativos têm balançado literalmente a nação canarinho, deixando seu povo atônito. Enquanto a economia não dá sinais de melhoras, o desemprego atingindo taxas estratosféricas, direitos constitucionais sendo menosprezados e até mesmo extinguidos, noticiários informam a todo o momento alguma trapalhada envolvendo os três poderes.

Batendo cabeças, muitos dos que foram confiados a função de representantes da população estão contribuindo na verdade para levar a nação a bancarrota. Quando não parte do próprio timoneiro, alguém da sua trupe comete alguma asneira, causando prejuízos incalculáveis.

Flexibilizar porte de armas, retirar radares de estradas, aumentar pontuação para cassar carteiras de habilitação de maus motoristas, liberar o uso de agrotóxicos que causam câncer, não fiscalizar o uso de cadeirinhas para crianças nos automóveis, ameaçar cortar relações comerciais com principais nações parceiras, acabar com recursos para pesquisas nas universidades, entregar a floresta amazônica para mineradoras e tantas outras aberrações estão acontecendo na ‘Terra Brasilis’.

O bom namorado ou boa namorada é aquele ou aquela que presenteia também a sogra no Dia dos Namorados, com a justificativa de reconhecer o seu importante papel de conceber o enamorado. De acordo a uma expressão bastante utilizada, não passa de ‘uma média besta’ querer agradar com objetivo de fortalecer uma relação. O enunciado pode ser caracterizado como uma figura de linguagem a ser comparado com acontecimentos envolvendo membros de instituições brasileiras que até então eram consideradas ilibadas. Bobagens são utilizadas didaticamente para expressar situações que chegam a ser hilárias.

Para descomplicar se faz necessário recorrer a um slide do Power Point. Enquanto isso não acontece, o ‘rei ficou nu’.

A existência não é individualista. Os seres precisam se envolver para a construção de uma sociedade sadia. 14 de junho de 2019 será numa sexta-feira.

Por Gervásio Lima

Jornalista e historiador

Jolivaldo Freitas

Duas frases antigas sempre me trouxeram o sentimento de respeito, embora fosse difícil quando garoto, entender uma ou outra: “Ser mãe é sofrer no paraíso”. Esta levei longo período para interpretar e hoje acho que seu mais ou menos o que queria dizer nesta tematização de sentimento profundo na ótica do poeta Coelhoi Neto de intenso poder verbal. “Tudo é incerto neste mundo hediondo, mas não o amor de uma mãe”, nos diz outro poetastro de nome James Joyce e fui segundo em frente. Atualmente e com muito prazer me encontro com a obra da escritora Nardele Gomes, jornalista das mais importantes da Bahia, criadora e mãe que acaba de lançar “Vou te contar como foi para mim”. Livro em que revela no estilo do passo-a-passo, numa crônica doce e acolhedora, num testemunho assaz emocionante, sua experiência de maternidade, sua gravidez, seus amores, expectativas, temores e projeções. Uma longa e essencial ode.

 Sua obra que a define como uma escritora realizada e plena é a recomposição do seu fino e refinado sentimento. Palavras assertivas e bem pontuadas e amalgamadas que traduzem sua emoção. Parece que sua história na trilha de ser mãe foi um grande motivo ou justificativa para mostrar a excelente autora que nos brinda com um trabalho pleno, profissional e expressivo. O vocábulo na conta certa. Um livro que pode ser lido por mães, pais, irmãos, qualquer uma, qualquer uma, que vai ser tomado pela sensação infinita ou infinitas sensações, conforme excerto que tiro de uma das suas frases de prefácio. Nardele é uma escritora eficaz. Autora-mãe de espírito e sensibilidade e poder de oração.

“INGRESIA” vem a ser confusão da zorra, putaria das brabas, arranca rabo, barulho do Cão, confusão do cacete e acho que não tem uma palavra que mais sintetize um estado de amor, um estupor coletivo uma nigrinhagem – perdão o politicamenmte incorreto. Mas, politicamente incorreto, corretíssimo, verdadeiríssimo, aplicadíssimo nesta terra de baianos é mesmo o genial livro “Ingresia” que o escritor, frasista e jornalista Franciel Cruz lançou e que segue uma trilha de sucesso. Sucesso por causa da sua visão esculhambatícia e esculhambadora e anarquista do que seria pecado apostrofar.

Franciel escreve neste seu livro de crônicas, que se confunde com verdadeiro contos hiper-realistas ou do realismo mágico, levado por tantos absurdos que ainda grassam neste país e nesta Bahia. O argucioso e emotivo autor escreve como fala e fala como registra. Textos lúcidos, ácidos, escrotos, românticos, emotivos e agridoces, jocosos.  Quando ele nos diz dos seus achaques e amores relativos ao Vitória, clube do seu coração e que o trai comumente, é como se estivéssemos ouvindo uma conversa de marinheiro e suas aventuras através de coisas indeléveis.

Franciel Cruz nos mostra uma Bahia mais crua do que nua, onde perpassam histórias e causos de gente de vida simples, políticos, erráticos, malfadados, malfeitores, seus amores e povo do bem. Um livro para ler ajoelhado num genuflexório (tirei de “O sol enganador”). Uma obra cheia de excelentes, verdadeiros e emocionantes paroxismos (expressão-palavra que lhe pertence) e que uso de forma a explicar a agudez da sua ingresia lúcida. Além. Mais que expressionista.

Escritor e jornalista; E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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A “terceirização” e as “alianças estratégicas” não bastam. Necessitamos da Parceirização.  Parceria é uma relação que se estabelece entre duas ou mais pessoas, físicas ou jurídicas, com base numa causa, missão, objetivo ou meta compartilhada. Há que se ter um resultado comum a ser alcançado. O propósito não se confunde com a ajuda - mútua, que entretanto pode verificar-se enquanto meio. Deve haver, entre os Participantes, abertura, motivação e a certeza de que, por intermédio da união de suas forças, todos possam realizar e ganhar mais, simultaneamente, nos planos moral e material. Para garantir a geração de resultados partilháveis, requer-se o estabelecimento da sinergia e a busca da conseqüente produtividade do trabalho conjunto entre os Parceiros. A sinergia e a produtividade que decorrem da Parceira pressupõem a abertura e a motivação para a conseqüente comunicação qualificada e profunda entre os Parceiros. Para que a confiança surja, há cinco pré-requisitos: Caráter; competência; compromisso; motivação e identidade de propósitos. Quanto à identidade de propósitos, esta requer que os Parceiros: compartilhem Crenças e Valores semelhantes, a começar pela vontade de servir ao Cliente, e levem-na a pratica, pela via do diálogo, da negociação e do acordo, em torno do Cliente e das necessidades deste. O dialogo, a negociação e o acordo têm um ponto de partida; O Plano de Ação do Líder.  O Plano de Ação que deve ser “vendido” ao Parceiro e dar origem ao Programa de Ação dos Liderados. O plano de ação do liderado nada mais é do que o contrato com o Cliente, acrescido dos critérios de partilha, e uma vez assinado o contrato, a Cooperativa-Parceira assume a liderança, colocando-se na linha de frente, com vistas à geração da riqueza material. Nesse momento, cabe ao Líder Empresarial retirar-se de cena, assumindo a postura de Apoio a Cooperativa-Parceira. Portanto, é em torno do Plano de Ação que ambos, Líder e Liderado, devem fundamentar seu entusiasmo e levar a pratica sua vontade de servir.

A Parceria como exigência da sociedade do conhecimento. A era da produção em massa pertence ao passado. O cliente cada vez mais exigente quer produtos de qualidade crescente, diferenciados e, de preferência personalizados. Para tanto, é preciso recorrer a tecnologias especificas e complexas.

O vinculo empregatício é coisa do passado. O especialista de hoje e amanhã, para que seja útil e produtivo, deve ser empreendedor, ousado e possuir visão abrangente e integradora para o sucesso no contato pessoal e direto com o Cliente. Emprego acabou. Cooperativismo Não! De Mãos Dadas Agente Constrói Um Brasil Melhor Para Todos!

Alderico Sena - Bacharel em Teologia, Sociedade e Política, Especialista em Gestão e Pessoas e em Cooperativismo, Ex-Superintendente da OCEB – Organização das Cooperativas do Estado da Bahia e do SESCOOP – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo Bahia – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Lá pelos idos dos anos setenta, quando ainda morava na ‘grande Pedrinhas’, minha cidade natal, ricos e doces momentos vivi ao lado dos meus pais, irmãos e primos. Entre peripécias e ingênuas traquinagens, desfrutei da riqueza de ser realmente criança. Quantas experiências extraordinárias... Deixe-me contar uma!  Em certa ocasião, passando por um sítio vizinho ao nosso, encontrei um ninho de rolinhas com dois filhotes novinhos, apenas com a penugem no corpo. Não vi os seus pais com elas nem na ida nem na volta. No dia seguinte, ao constatar a mesma cena, deduzi que elas estavam em abandono e as levei para casa ainda dentro do ninho. Coloquei o ninho com as bichinhas dentro de uma velha gaiola sem porteira, fui alimentando-as com papa de farinha e leite, pondo no bico com todo carinho, e elas foram crescendo ali e se acostumando com a gente. Depois de crescidas, como a gaiola não tinha porta, elas ficavam o tempo que queriam lá e depois batiam asas para onde desejavam, mas depois retornavam para o seu ninho. Eram mansinhas e deixavam a gente acariciá-las, colocar no colo e carregá-las no ombro. Certo dia, enquanto elas caminhavam tranquilamente pelo quintal da nossa casa, o meu gato de estimação chamado “menininho” marchou sorrateiro por detrás da caixa d’água e com um pulo certeiro abocanhou uma e passou a unha no pescoço da outra, que conseguiu escapar ferida. Eu fiquei muitíssimo triste e vi também a tristeza da rolinha solitária que passava agora o dia inteiro no poleiro da sua gaiola, cabisbaixa, muda e com as penas do pescoço, onde fora atingida, voltadas para trás, formando um pequeno penacho. Passaram-se alguns dias, umas três semanas mais ou menos, e ela desapareceu, foi embora. Cada vez que eu olhava para a gaiola vazia, partia-me o coração. Uns três meses depois, eu estava ajeitando algumas coisas no quintal e vi pousar em alvoroço duas rolinhas na goiabeira que ficava no fundo do nosso quintal. Rápido, dirigi-me ao depósito e apanhei a baleadeira (estilingue) e com uma pedra na funda me aproximei furtivo para caçá-las. Quando cheguei a uma distância estratégica e visual, uma delas, ao me ver, bateu asas em desespero e a outra ficou. Além de ficar, veio caminhando em minha direção, com pequenos pulinhos e de asinhas abertas, sobre o galho da árvore. Apontei, estiquei a arma e quando estava prestes a soltar a pedra, percebi claramente o penacho arrepiado no pescoço. Era ela. Voltou à sua casa com o novo companheiro. Chorei. Alguns anos depois, fui morar em Aracaju, capital do estado; deixei o convívio da família. “Menininho”, que era por demais apegado a mim, no dia da minha saída, passou o dia rolando pelo chão, inquieto, miando esquisito, como que sentindo que não era uma viagem qualquer. Após a minha partida, ele desapareceu de casa, voltando apenas dois meses depois, todo magro, irritado e triste. Se os animais sentem tanto assim o que lhes fazemos, o que dizer do ser humano? Gente, pessoas, seres morais feitos à imagem do Criador? Não maltrate os animais! Trate bem as pessoas! Cuide do seu semelhante. Evite a todo custo caçar e sangrar aqueles por quem Cristo morreu.

Itamar Bezerra.

Poeta e escritor


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