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A verdade, nua e crua, é que o brasileiro não sabe votar por falta de comunicação e formação política. A analise equivocada do eleitor de que: “não há em quem votar” e que “os candidatos são sempre os mesmos”, para justificar a despolitização, o desinteresse e a omissão do cidadão. Nenhuma critica em provocar quem defende a equivocada análise, mas o que falta ao eleitor brasileiro é o exercício de cidadania nas áreas da educação e formação política, que não se confunde, propriamente, com o grau de escolaridade, Um agricultor, um pequeno comerciante, um comerciário, um trabalhador braçal, um desempregado, um estudante, todos esses, pode ser politizado sem necessariamente possuir uma educação superior ou de segundo grau. O mesmo se diga do semi-analfabeto, e até do analfabeto que esteja engajado num projeto sociopolítico de melhorias para a zona rural, por exemplo, desde que não seja refém de um único partido político, ou de um grupo fechado de pessoas, que lhe venha tolher a capacidade de entender o mundo, a realidade à sua volta. O mundo globalizado propicia a qualquer pessoa a capacidade de conhecer, analisar e poder escolher o que melhor para si e para a sociedade. Ter formação política é ser engajado, socialmente, de modo a poder analisar situações do contexto social, da vida em sociedade, mas sendo capaz de contribuir, através de idéias e projetos, dentro da sua comunidade ou na sociedade global, para um mundo mais justo e equânime, para o bem comum. O indivíduo politizado não se confunde, evidentemente, com aquela pessoa que participa de um partido político, ou de um movimento social, visando unicamente obter lucros para si ou para o grupo que representa.

Uma vez, Pelé afirmou que “brasileiro não sabe votar”. Pelé ficou famoso por sua genialidade com as bolas nos pés. E quase tão famoso pela infelicidade de suas declarações na época. Foi dita nos anos 70, ao ser questionado sobre a decisão dos governos militares de suspender eleições diretas para cargos do Executivo. Na minha concepção política, classifico como um erro gravíssimo quando a família, escola, condomínio, cooperativa, conselhos regionais, igrejas, associações, partidos políticos, dentre outras entidades que envolvem pessoas não debatem, discutem e decidem por maioria o que é melhor para a comunidade no que se refere às questões: políticas, econômicas, sociais e culturais da comunidade, bem como do município, estado e País. “O individualismo é que gera o egoísmo, raiz de todos os males” que prejudicam 208,5 milhões de habitantes, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sociedade, quem não gosta de política é governado por quem gosta. “O Analfabeto Político. O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio depende das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. Bertolt Brecht. O eleitor precisa aprender avaliar o SER caráter e não o TER do candidato. Só poderemos transformar a crise moral e política que assola o País, visando construir um Brasil melhor para as futuras gerações com o voto consciente do eleitor.. Lembrando que nem todos os políticos são iguais. Seja a mudança! Querer é poder!

Alderico Sena – Bacharel em Teologia Sociedade e Política, Especialista em Gestão de Pessoas e Coordenador de Pessoal da Assembléia Estadual Constituinte 1989 – www.aldericosena.co

Jolivaldo Freitas

Quando vejo baianos ilustres indo embora desta para melhor, como se diz por aí na falta do que falar, lembro imediatamente de um jogo de Lego, em que a carência de uma peça destrói todo o conjunto da obra. Revejo como na tela de um velho jogo eletrônico, a figura de um Pac-Man comendo agudamente nossa cultura, aos nacos. O passamento do baiano João Gilberto além da dor da perde e da emoção de relembrar sua trajetória genial (tem quem não ache, claro) traz à tona o sentimento de abandono e da perda da nossa memória, do memorial baiano. A Bahia parece não ter peça de reposição. Os baianos não lustram os baianos e os novíssimos baianos não lembram dos baianos célebres.

Minha preocupação é com a perda de nossa riqueza intelectual, pois estamos no mesmo cadinho, na sopa rala, no medianeiro. A Bahia sempre esteve na vanguarda da intelectualidade brasileira, seja com padre Antônio Vieira, com Ruy Barbosa, com Gregório de Mattos, Anísio Teixeira, Edith Gama, Afrânio Peixoto, Carlos Coqueiro Costa, Carlos Lacerda, Castro Alves, Wally Salomão, Pedro Kilkerry, Jorge Amado, João Ubaldo, Pedro Gama, os irmãos André e Antônio Rebouças e tantos. Tínhamos mais, muito mais. No entanto, se for prestada atenção, vamos ver que são poucos lembrados. Excetuando-se Jorge Amado, que a família bem relacionada com o poder, consegue manter sua obra em pauta e seus bens em exposição permanente em sua velha casa do Rio Vermelho; e Castro Alves por uma questão de combinações extra obra que caiu na lembrança popular. Cadê o restante? Onde está a estátua em homenagem a Gregório de Mattos? (o jornalista José Pacheco lembra que tem uma no antigo cine Guarani e que estou esquecendo Raul Seixas). Gregório que considero nosso cronista maior. Em que patamar se encontra a lembrança de Joião Ubaldo Ribeiro? Cadê um espaço com o nome dele e de Dorival Caymmi? Sei, tem a estátua em Itapuã.

A Bahia carece, já que não pode ou não quer individualizar as homenagens para cada um destes que cito e merece de pelo menos criar um Panteon. Em Paris cada casa de autor, de músico, de cineasta, de filósofo – ou mesmo o bar onde frequentava ou o cemitério onde está enterrado – é reverenciado e aberto ao público, administrado pelo estado, por ONGs ou curadores particulares. Aqui, nesta impossibilidade memorial, podia-se criar um lugar, um geral das grandes personalidades baianas. Coisa para gringo apreciar. Algo para baiano se orgulhar. Para a obra, o perfil, a glória, não se esvaírem.

Está difícil repor baianos no lugar daqueles que nos representaram com excelência e se foram. Não vejo, por exemplo (e se estou sendo injusto por favor me alumie que pedirei públicas desculpas) um Caetano Veloso, dos últimos baianos geniais que estão na ribalta ajudando aos novos, usando sua influência para abrir portas para quem está chegando. Coisa que Gilberto Gil, por sua vez, faz com certa frequência. Maria Bethânia se encastela em sua concha. Voltando a Caetano, o que vejo é ele “vampirizando” os que surgem e fazem sucesso, como para estar “contemporâneo” (se estou sendo injusto me alumie de novo). Todos sabem que Dorival Caymmi ajudou muita gente no Rio de Janeiro. Que Jorge Amado foi ajudado por Agripino Grieco, dentre outros. E Jorge Amado deu força para as carreiras de João Gilberto no exterior, para João Ubaldo Ribeiro, Herbert Salles, Mário Cravo, Calazas Neto, Caribe e tantos outros que terminaram famosos.

Não, não vou falar da Axé Music que hoje nos representa no cenário nacional – que considero positiva, pois tem servido para transformar garotos pobres em rapazes ricos, ou seja, tem uma função lúdica e social. Não vou citar o pagode que é idêntico. A única coisa que almejo é ver os músicos de alto nível, os literatos e pensadores, os artistas plásticos baianos da atualidade virarem referência. Qualidade conheço muitos deles que têm. Falta apoio para exibição da obra e serem conhecidos. Podem falar o que quiser do homem, mas tem de relembrar o baiano Antônio Carlos Magalhães, o velho ACM, que enxergava na Bahia um celeiro de gênios. Sábios em profusão, E os levava além da divisa territorial. Onde estão os mecenas? A imprensa especializada? Precisa ser feito alguma coisa antes que os Pac-Man exterminem nosso acervo intelectual.

Escritor e jornalista. Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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O problema do Brasil não é econômico, é social. No cooperativismo não existe crise. Temos uma porta aberta para todas as classes sociais, uma organização e participação democrática com objetivos comuns na geração de trabalho, renda e a elevação da auto-estima dos seus cooperados. Cooperativismo nasceu para todos. Cooperativismo é uma doutrina, um sistema, um movimento ou simplesmente uma ação ou disposição que considera as cooperativas como forma ideal de organização das atividades sócio-econômicas da humanidade. Cooperativa é uma sociedade de pessoas com interesses comuns, organizadas economicamente e de forma democrática com a participação livre de todos os que têm idênticas necessidades e interesses, com igualdade de deveres e direitos para execução de quaisquer atividades, operações ou serviços garantidos e amparados no artigo 5º da Lei Federal 5.764/71, “Define a Política Nacional de Cooperativismo, institui o regime jurídico das sociedades cooperativas e dá outras providências”, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da Republica Federativa do Brasil. É muito importante ressaltar que o cooperativismo nasceu com a cooperação humana. Foi pela cooperação que os seres humanos conseguiram enfrentar animais ferozes, proteger-se das adversidades do clima e resolveu problemas com a fome e as doenças. Há registro de experiências fantásticas de cooperação em muitas civilizações através do sistema cooperativo. O Cooperativismo surgiu como forma de organização social para a solução de problemas econômicos. O Cooperativismo nasceu na época do comunismo e do sindicalismo, que tinham objetivos semelhantes, mas propostas distintas. O comunismo propunha a estabilização dos meios de produção para aniquilar o sistema capitalista. O sindicalismo incentivava a organização dos trabalhadores em defesa dos seus interesses diante das empresas capitalistas. Verifica-se que na historia de dois séculos de experiências, consta-se o fracasso do comunismo, o enfraquecimento do sindicalismo e o fortalecimento do cooperativismo, já implementado em todos os países e em todos os setores da economia. É bom lembrar que a ética, o profissionalismo, a gestão, a qualidade e o comprometimento são os alicerces para o sucesso do empreendimento coletivo. O Cooperativismo tem excelentes perspectivas de sucesso, na medida em que as pessoas envolvidas no empreendimento coletivo coloquem como bandeira a ética, tanto nos seus comportamentos e atitudes internos, como no tratamento com a sociedade em geral. O Cooperativismo baseia-se em valores, a ajuda mutua responsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. [Dentro dos princípios doutrinários dos pioneiros tecelões de Rochdale-Inglaterra. O Cooperativismo acredita e investe em honestidade, transparência, responsabilidade social e preservação da natureza para o desenvolvimento humano sustentável. O Cooperativismo nasceu para todos pela existência de princípios cooperativos que são normas e regras para a aplicação do verdadeiro exercício do cooperativismo. São sete princípios: “1º Adesão Voluntaria e livre – 2º - Gestão Democrática – 3º - Participação Econômica – 4º Autonomia e Independência – 5º - Educação, Formação e Informação – 6º - Intercooperação entre as Cooperativas – 7º - Interesse pela Comunidade”.
Considerando que toda decisão é política, proponho ao Presidente Jair Bolsonaro e aos Congressistas apoiarem o Cooperativismo de acordo o que estabelece a Constituição Federal artigo 174 § 2º “A lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associativismo”. para inserir no mercado de trabalho os 14 milhões de cidadãos desempregados no País. Senhor Presidente e Congressistas com esta medida resgatarão a auto-estima e a dignidade de pais e mães de famílias. Lembrando ainda, que o Cooperativismo contribuirá também para aumentá-lo a arrecadação de tributos para municípios, estado e união.
COOPERATIVISMO. VOCÊ PARTICIPA. TODOS CRESCEM. COOPERA TAMBÉM GOVERNANTES E POLITICOS, DE MÃOS DADAS, TODOS FAREMOS O PAÍS CRESCER MUITO MAIS.


Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas e em Cooperativismo, Membro Fundador da FECOOP/SULENE- Federação das Organizações das Cooperativas do Nordeste, CNCOOP- Confederação Nacional das Cooperativas e Ex-Superintendente do SESCOOP- Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado da Bahia e Ex- Superintendente da OCEB - Organização das Cooperativas do Estado da Bahia – www.aldericosena.com

Tombar um patrimônio significa registrá-lo em um livro específico (um dos quatro Livros do Tombo) com o objetivo de protegê-lo com legislação específica, impedindo a destruição ou descaracterização desse patrimônio. No Brasil, o Decreto-Lei n° 25 de 1937 é responsável por determinar as especificidades do processo de tombamento.

O que pode ser tombado?
Qualquer bem móvel ou imóvel pode ser tombado, desde que exista, sobre ele, alguma espécie de interesse cultural, histórico ou ambiental. Assim, excetuando-se seres humanos e animais isolados, qualquer coisa pode ser tombada e o ideal é que o tombamento abarque um conjunto de coisas significantes para a sociedade.
Por conjunto de coisas significantes entende-se tudo aquilo que possui vinculação com fatos históricos nacionais ou possui valor arqueológico, etnográfico , bibliográfico ou artístico excepcionais. 

O que acontece quando um local é tombado?
A primeira consequência de um tombamento é transformar o objeto tombado em patrimônio histórico, cultural ou ambiental. Além disso, nada do que foi tombado poderá ser destruído, demolido ou mutilado. Ou seja, não poderá sofrer nenhum tipo de alteração que lhe descaracterize.

Existe alguma consequência para o terreno ao redor da coisa tombada?
Sim. 
Não pode ser feito nenhum tipo de modificação, o que inclui colocar anúncios e cartazes, ou construção no terreno que cerque o objeto tombado sem a prévia autorização do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Isso acontece para impedir que uma construção ou modificação impeça a visibilidade total ou parcial da coisa tombada.

Também é importante lembrar que qualquer atentado contra um patrimônio tombado é equiparado a um atentado contra o patrimônio nacional, uma vez que se trata de um bem de interesse nacional. 
O objetivo dessa lei é preservar a história e cultura nacional, uma vez que ela constitui um bem nacional e possui importância inestimável para a sociedade.


VLV Advogados - Escritório de Advocacia Valença, Lopes e Vasconcelos.

Saiba mais sobre o assunto, acessando: https://www.vlvadvogados.com 

Ao afirmar que tudo na vida passa se joga fora não somente a importância do passado, mas a experiência de viver o presente e o de contemplar e desejar o futuro. Na verdade o momento em si é passageiro e não seria este motivo que o faria tornar-se não necessário. Assim como as boas e más experiências, o aprendizado está interligado nas fases vencidas; sendo este o responsável para a definição da índole.

A viagem tem partida e chegada e não início e fim. As partidas e as chegadas são infinitas, enquanto o início e o fim são finitos. Ao partir em busca dos objetivos em comunhão com o que se espera de um verdadeiro vencedor as linhas de chegadas serão sempre motivos para se comemorar; já iniciar apenas para agradar a si próprio ou a um ‘seleto grupo’, o fim se dará como certo.

Partida não é sinal de despedida e a chegada está longe de ser o final.

É preciso sabedoria para vencer, sempre, as agruras e os desafios que a vida e os viventes venham a oferecer. O bom não é aquele que trata bem, mas o que reconhece todos como semelhantes. As boas ações são reconhecidas como atitudes humanas e não como obrigações. Desejar ou contribuir para o bem é um feitio dos que priorizam o caráter e a verdade acima de tudo.

O filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), no livro ‘A arte de ter razão', uma argumentação sobre como vencer um debate sem ter razão, trata da dialética erística, técnica argumentativa utilizada para vencer um debate a qualquer custo, ou seja, para que o fim seja alcançado a ética fica de lado e a desonestidade intelectual é utilizada sem pudor.

O filósofo desmascara o que considera de artimanhas os esquemas da argumentação maliciosa e falsa dos sofistas, sábios que atuavam como professores ambulantes de filosofia, ensinando, a um preço estipulado, a arte da política, garantindo o sucesso dos jovens na vida política. Os sofistas não acreditavam na verdade absoluta, para eles o importante era conseguir convencer os outros de suas ideias, mesmo estas não sendo verdadeiras. Eram chamados de ‘trapaceiros da Antiguidade’.

Schopenhauer vaticinou o atual momento vivido no Brasil. Sua dialética expressa exatamente o que os chamados ‘falsos profetas’ e ‘paladinos da moralidade’ (sofistas) estão construindo para desestabilizar o país política e economicamente.

Ao contrário dos antigos mercadores, que elogiavam os produtos que vendiam mesmo sem saberem se eram bons ou não, o Brasil de 2019, desnorteado, não consegue discernir o certo do errado e “se vende” mesmo sabendo da qualidade de suas ‘mercadorias'. O país se comporta como uma ‘barata tonta’, e sem partida não tem a certeza da chegada.

Por Gervásio Lima
Jornalista e historiador


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