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Leo Varjão*
 
A primeira vez que trabalhei numa campanha para eleição na Seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil, deparei-me com uma galeria de ex-presidentes sem nenhuma representação feminina. É claro que essa não é uma realidade apenas da OAB/BA. Infelizmente, no cenário ao nosso redor e em diversos setores da sociedade, ainda persiste uma desigualdade entre homens e mulheres.
 
Aos poucos, entretanto, isso vem mudando, com as mulheres conseguindo ocupar espaços antes inatingíveis. Daí, quando focamos numa instituição quase centenária, como a Ordem baiana, é preciso olhar adiante, sob pena de não nos adaptarmos aos novos tempos.
 
A OAB/BA possui em seus quadros uma composição equilibrada entre homens e mulheres em condições de assumir condignamente a presidência da entidade, cada vez mais  preocupada em debater a presença feminina na advocacia.
 
No último pleito da Ordem estadual, um seminário discutiu o empoderamento da mulher advogada e tive a oportunidade de assistir memoráveis participações de  nomes como Geyse Fiedra, Cristhiane Gurgel, Cláudia Viana, Juliana Damasceno e Sílvia Cerqueira, dentre tantas outras, defendendo a importância de suas atividades.
 
São muitas as profissionais que estão presentes na história e no presente da advocacia baiana. Sou testemunha, como filho e pai de advogadas e, em razão disso, defendo a importância de se promover um debate sobre o tema. E mais do que isso:  entendo  a importância de, desde agora, se estimular esta instituição de vanguarda a amadurecer a ideia de, já nas próximas eleições, lançar mulheres como candidatas à presidência.
 
Estamos com o país em meio a um processo eleitoral e, apesar de todas ações realizadas no últimos anos, objetivando ampliar a presença feminina no meio político, ainda é visível o desequilíbrio de gênero. O Congresso Nacional, por exemplo, tem 54 mulheres dentre 513 deputados federais e 12 entre 81 senadores. Neste contexto, vale lembrar que a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia e a Câmara Municipal de Salvador jamais tiveram, ao longo da história, uma presidente.   
 
A OAB/BA é uma das vozes legítimas da sociedade e, em tempos de debates inclusivos em diversas áreas, não se pode esquecer de um campo tão importante como o social, a exemplo do Direito.
 
*Leo Varjão foi assessor de comunicação do presidente da OAB/BA, Saul Quadros, entre os anos de 2007 e 2012

Subestimar a inteligência alheia é uma demonstração de ingenuidade e ao mesmo tempo de ignorância patética. Os que acreditam que se consegue convencer enganando na verdade estão traindo a si próprios e o preço a pagar por tal erro tende a ser mais doloroso do que se imagina. A verdade não se empurra com a barriga, ela é o agora, o hoje; ao contrário da mentira que é revelada geralmente a partir do amanhã ou depois de amanhã.

Não conseguir realizar o prometido é normal e compreensível por determinadas circunstâncias não serem previsíveis, mas a omissão àquilo que se propõe ou que foi proposto chega a ser um ato covardemente irresponsável. As principais vítimas dos que’ prometem como sem falta e falta com toda certeza’ são a maioria dos municípios brasileiros administrados por gestores levianos e usurpadores, que tratam o erário público como propriedade particular.

Confundir o real papel a que se compromete tornará o intento algo nocivo e com ressonância inclusive na vida dos que confiaram a oportunidade de realizar tarefas a outrem. Ao contrário de outras funções administrativas, a de gestor público se difere pelo fato de agregar diversos outros afazeres como o da figura que legisla e executa.

Uma cidade precisa muito mais do que as obrigações normais de um gestor, o de cuidar com serenidade e seriedade de setores essenciais como a educação, saúde e infraestrutura. Criar condições para que o município alcance um desenvolvimento sustentável vai além de pinturas de meios-fios, troca de lâmpadas e tapa-buracos. Tornar a cidade melhor para se viver não é apenas construir as chamadas ‘obras estruturantes’. O lugar bom de viver é aquele onde um conjunto de ações ofereça dignidade aos moradores e justifique a permanência dos mesmos.

Campanhas publicitárias para apresentar o básico só beneficiam quem confecciona as peças e quem as divulgam. Expor as manutenções é uma forma de esconder o que deixou de fazer. Construir uma quadra poliesportiva e ampliar os espaços de lazer justificaria o custo de uma publicidade bem mais que anunciar apenas que reformou o que já foi feito por alguém; assim como a ampliação da iluminação pública para locais nunca antes iluminados chamaria mais atenção do que a troca de lâmpadas queimadas.

Administrar sem a presença da população nos momentos de tomadas de decisões tem contribuído para muitos prefeitos incorrerem ao erro. No momento em que orçamento participativo se transforme em lei, para obrigar os gestores a aplicar os recursos naquilo que foi decidido por um colegiado composto por representantes da sociedade civil, os erros e as mentiras diminuirão.

Para que a transformação aconteça se faz necessário também que o legislativo assuma o seu verdadeiro papel. A inversão de valor é uma praxe entre os edis que pensam que são executivos e para os que têm certeza que são. A política não pode ser encarada como uma disputa de forças, mas sim como um ato de força, capaz de transformar vidas.  O certo não dói.


Por Gervásio Lima

Jornalista e historiador

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Jolivaldo Freitas

Quando a idosa saiu do consultório já foi olhando para mim e dizendo:

- Trata a gente como cachorro!

E agora era a minha vez de entrar no consultório da médica para ser atendido e já fui entrando com o rabo entre as pernas, as orelhas baixas e os pelos do cangote eriçados. Bati delicadamente na porta e como não houve resposta fui entrando passo a passo. A médica de olhos pregados na tela do computador sequer esboçou uma boa tarde, mas eu dei uma boa tarde humilde. Mais humilde que pobre às terças-feiras na hora do pão da Igreja de Santo Antônio da Barra e de Nossa Senhora da Piedade. Eu pensei “benza Deus, que mulher é essa?”.

Sentei, sem saber se era mesmo para sentar e já estava esperando o coice, quando o coice se fez:

- O senhor tinha marcação semana passada, não veio e não desmarcou. Isso aqui não é casa de Noca onde qualquer um faz o que quer!

Eu já ia me defender dizendo que tinha ligado, sim. Que a moça que atendeu ao telefone é que não tinha desmarcado, mas pensei rápido e vi que se eu entregasse a funcionária aí sim quem iria se lascar toda era ela, pois provavelmente ouviria umas poucas e boas e poderia perder o emprego. Imagine perder emprego neste mar de desemprego de 14 milhões de almas jogadas ao desespero por Lula, Dilma e Temer (quem lucidamente acompanha política e economia sabe o que estou dizendo, sem nenhum oportunismo, pois também não gosto de Ciro, Alckmin, Aécio, Bolsonaro e nem da direita ou da esquerda, gosto mesmo é de Cristiano Ronaldo, Messi, Suarez e Mbappé, pois sou alienado, agnóstico e eunuco).

Então inventei uma desculpa que não era lá essa mentira toda dizendo que tinha sofrido um pico de pressão e fui internado no Hospital Santa Isabel. Já ia pegar o laudo do nosocômio que está fazendo 120 anos de fundação (até disso lembrei) e ela parecendo acreditar disse abruptamente que não precisava, mas que eu ficasse atento na próxima vez. Aproveitei que ela baixou a guarda e brinquei:

- Da próxima ligo até do necrotério!

Ela franziu a boca e vi ali um escárnio? Um sorriso sardônico? Uma ironia fina? Achei melhor ficar calado e só abrir a boca para responder o que fosse perguntado, conforme a lei imposta por ela e médico sabe que tendo a vida e a morte nas mãos é de uma ditadura e de uma empáfia.... E quando ela abriu os resultados dos meus exames, foi abrindo, lendo folha por folha e senti um vulcão prestes a despejar sua lava e ela veio em borbotões:

- Meu caro, não é possível, está tudo pior do que a última vez que o senhor esteve aqui. Triglicérides parecendo de bunda de abelha. Mais ureia que nas fábricas do Pólo Petroquímico. Mais sal que no Mar Morto. O senhor tem mais potássio que uma bananeira inteira. Nem vou olhar os exames de fezes pois tenho certeza que está cheio de lombriga.

Bastou ela falar para eu ter a sensação de vermes se mexendo dentro da minha barriga e até esperei coceira de caseira – quem já teve caseira sabe como coça e se não coçar enlouquece de vontade – mas felizmente meu exame estava uma beleza e neste quesito passei com louvor e ela disse que “menos mal”: - Parece que pelo menos lava as mãos depois de ir ao banheiro e antes de pegar nos alimentos – concluiu, me passando novos exames, marcando data para voltar, foi quando pedi para tirar minha pressão e ela tendo feito tudo isso sem nem me encarar foi colocando o medidor e dizendo que “não é possível que basta ver um tensiômetro que o povo pede para tirar a pressão e eu perco meu tempo”.

Acho que por causa dela minha pressão subiu e estava 14 por 10 e a médica disse que “bom não está, mas também não está tão mal e o senhor queria o quê com tantos resultados ruins? Vá se cuidar e volte”. Eu disse tudo bem e já saindo, eu abrindo a porta e ela quase que gritou:

- Se não puder vir vê se desmarca!

Fechei a porta, olhei o próximo paciente que ia entrar e desabafei:

- Trata a gente como cachorro!

Escritor e jornalista: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Se vivemos tempos difíceis, o pior ou o melhor ainda está por vir. Recentemente, um amigo postou uma dessas mensagens que circulam através do WhatsApp cuja autoria é atribuída ao jornalista e escritor Davi Roballo. Reproduzo aqui, por entender ser interessante e relacionada ao tema que tentarei discorrer: “A lua causa admiração por ser como nós, isto é, possui um lado escuro que ninguém conhece, ninguém viu, ninguém vê”. 

     Realmente, ninguém jamais poderá ver. E, mesmo que algum dia possa vir a ver, ainda assim, negaremos. Esta é a marca ou o traço absoluto e inequívoco da nossa hipocrisia. Será que a hipocrisia pode ser considerada como algo inerente ao caráter de todo e qualquer ser humano, assim como são os genes na configuração do nosso corpo?

     Atualmente, as câmeras de vídeo e os gravadores têm, cada vez mais, sido utilizados para desvendar e evidenciar o lado obscuro dos incautos. Poderosos políticos e empresários que se abrigavam sob o manto do poder, atualmente, se sentem tão expostos quanto os amantes nas saídas dos motéis.

     Por outro lado, as diversas plataformas das redes sociais, marcadamente o WhatsApp, que deveriam ser usadas apenas para as boas finalidades da comunicação social e da divulgação de mensagens construtivas e interessantes; estão sendo empregadas para fins mesquinhos. Gente inescrupulosa que vive mergulhada em sentimento de revolta, de complexos de inferioridade, despeito e instinto de vingança vem, sistematicamente, criando denúncias sob a falsa e covarde máscara do politicamente correto, como se estivessem acima do bem e do mal. Paramentados de virtudes que não possuem, agem para manchar a reputação alheia como se fossem seres angelicais, isentos de preconceitos, verdadeiros paladinos da moralidade e da justiça terrena e celestial.

     Inocentes piadas ou simples opiniões, contadas numa íntima roda de amigos, são gravadas por câmeras indiscretas, editadas e lançadas nas redes sociais com a malévola intenção de atender recônditos interesses de desafetos.

     Noutro sentido, também resguardados pela máscara da hipocrisia, muitas vezes, lança-se mão do silêncio e finge-se aceitar certas imposições de uma absurda nova ordem social que a cada dia tem contrariado princípios e valores.      

      Olhos se fecham para muitos fatos e vozes se calam diante questões que agridem a ética e a moralidade. As pessoas passam a não agir por receio de sofrerem o isolamento ou a execração deste ou daquele grupo social que se faz prevalecer pela força do politicamente correto. Desta maneira, entregamo-nos mansamente à condição de reféns da abusiva e globalizante insensatez.

     A hipocrisia se manifesta, até mesmo, quando aparentemente aceitamos, por exemplo, o fato de que ao substituir antigas expressões que a Língua Pátria sempre utilizou para designar a miséria, as diferentes condutas ou mesmo as limitações físicas das pessoas ou de um grupo, estamos melhorando a autoestima, a qualidade de vida e, assim resolvendo os dramas sociais e pessoais do povo. Favela passou a ser comunidade; cegos e aleijados são deficientes visuais e físicos, respectivamente; velho agora é idoso ou, quase explicitando uma dose de sarcasmo, dizem ser possuidor da “melhor idade”...

     É como se, apenas e tão somente, nas palavras residissem os problemas e a verdade absoluta. Não no descaso do Estado, tampouco nos sentimentos que brotam do nosso íntimo.     

     Agora, imaginemos o que poderá ser do nosso futuro quando a ciência dominar a tecnologia capaz de ter acesso aos pensamentos das pessoas!

     Cientistas americanos, alemães e japoneses veem divulgando resultados de pesquisas e desenvolvimento de instrumentos tecnológicos capazes de ler pensamentos. Na Universidade da Califórnia, cientistas desenvolveram aparelho capaz de recompor imagens coloridas das lembranças recentes de indivíduos acordados. Na Universidade de Princeton o mesmo instrumento foi capaz de revelar os assuntos que os voluntários estavam pensando.

     Estamos às portas de uma nova era que transformará o cenário futurista de George Orwell, descrito na sua formidável e profética obra “1984”, em cenas comparadas às do cinema mudo.

     No futuro que, em breve, está por se concretizar, não haverá alma que se salve. Nem negros nem brancos, nem jornalistas, nem artistas, nem ricos nem pobres, nem sacerdotes, nem esposas e esposos santos, pais ou filhos, menos ainda políticos, magistrados, governantes e eleitores, ninguém, nem mesmo eu ou você, estaremos a salvo de sermos desnudados dos nossos sentimentos mesquinhos e preconceituosos.

     Enquanto esse futuro não chega, por autocensura ou mero receio de descortinar-se da máscara da hipocrisia e, de repente, também se ver na condição de vítima do oportunismo alheio, impregnado de falsa moralidade e sequioso por defenestrações, tentamos dissimular para manter esse sinistro traço do caráter mais escondido do que o lado escuro da lua.

     Mas no presente que está por vir, todos estaremos condenados. Talvez seja um bem, quem sabe, assim poderemos aceitar as imperfeições do próximo porque as dele podem, quiçá, ser menores que as nossas!

     Em princípio, poderemos ser compelidos, pela evolução científica e tecnológica, a viver num estado de tolerância e paz.

     Ou, numa hipótese mais plausível, iremos criar um mundo caótico, de absoluta intolerância e perseguição, onde não haverá lugar para os relacionamentos sólidos e duradouros.

     Afinal, não há quem suporte a sinceridade dos sentimentos e a imperfeição humana. Do outro.

 

Jair Araújo

Membro Correspondente da ALACIB - Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil, Mariana/MG.

Membro efetivo da SBPA - Sociedade Brasileira de Poetas Aldravianistas.

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Por Jolivaldo Freitas

O Campo Grande é de dar dó quando se passa por lá. Não que esteja sujo, abandonado, mal iluminado. Nada disso. Está tudo limpo, os peixinhos do lago estão gordinhos, os ninhos dos periquitos protegidos, as plantas ornamentais bem cuidadas – embora seu famoso bambuzal já tenha ido para as cucuias e tem até sanitário público, coisa rara nesta cidade onde se fala mal de quem mija na rua, mas não se oferece local para que não se mije nos becos, paredes e postes como cachorros. O Campo Grande é uma imensa área de lazer da cidade, com todo equipamento natural que Deus lhe deu e o homem aperfeiçoou.

O que ocorre é a falta prática do uso deste espaço privilegiado. Quem passa pelo Campo Grande num dia ou noite de sábado ou domingo, numa noite de sexta-feira qualquer, não encontra nada além do que a natureza permite apreciar.  A Prefeitura de Salvador e o Governo do Estado, falo dos seus organismos que cuidam de cultura, artesanato e correlatos, não entendem que o Campo Grande pode ser um aglutinador urbano, um espaço especial para a apreciação das artes, do comércio de arte e artesanato, de encontro, de lazer, de atração turística, vez que o que temos de atrativo para o turismo existe há séculos como o Centro Histórico ou a natureza nos deu, como o Porto da Barra ou a Ribeira, Itapuã (nem o Abaeté souberam salvar até hoje).

O Campo Grande carece de um projeto, de um edital para ocupação artística, de iniciativa para que seja transformado num espaço em que a população possa estar presente, tenha como alternativa aos sábados e domingos. O baiano que viaja para Barcelona, Madri, Buenos Ayres, Rio de Janeiro, São Paulo, Paris e tantas outras paragens compara a sofre com o que vê. Na maioria das grandes cidades suas principais praças são ocupadas por artistas, por estruturas gastronômicas casuais, por manifestações que atraem e até geram lucro para quem participa e para a economia.

Pode-se ver que mesmo em épocas de campanha política não se fala num projeto específico para o Campo Grande – posso até dizer a mesma coisa com relação ao Terreiro de Jesus – a não ser melhorar o piso e a fiação. Está bom, está certo, mas não é suficiente. Claro que a Fundação Gregório de Mattos tem feito um trabalho excepcional com a cultura de Salvador e nem sei se caberia à ela fazer projetos ou abrir editais de cultura voltada para o Campo Grande ou Terreiro de Jesus, coisa que a Secretaria de Cultura do Estado, desde o famigerado período cultural do governo Jacques Wagner com sua ótica distorcida de interiorização da cultura, se perdeu.

O que pode ser feiro pelo Governo do Estado e pela Prefeitura Municipal, por exemplo: nas sextas à noite promover alguns s encontros ou festivais, atividade de teatro ou folclore. Nos sábados e domingos o Campo Grande pode ser uma grande sala de arte, com exposição de artistas baianos de todas as esferas, amadores, profissionais ou no estilo “apareça se quiser”, com aulas de pintura, venda de quadros, pintar ao ar-livre, com artesanato, com aulas para crianças. Porque não transformar o Campo Grande naquilo que é a Praça da República em São Paulo ou a Plaza Mayor em Madri. No Rio de Janeiro a Praça Saenz Peña tem feiras como a “Feira de Qualquer Coisa”, evento que reúne produtores de moda, arte e gastronomia da Zona Norte e Oeste. Se der condições de segurança, estrutura e fizer eventos todo final de semana o Campo Grande vira point. A cidade e a Bahia ganham. A população idem. Já basta que a maioria dos museus não abre aos domingos e quem abre não abre pela manhã. Quer apostar que este lamento vai cair na cloaca?

Escritor e jornalista: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.



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