Jolivaldo Freitas
 
No início do mês a Ouvidoria da Câmara Municipal de Salvador decidiu fazer do nada uma enquete com parcela variada dos soteropolitanos para saber se os indigitados sabiam – nem precisava ser de cor e salteado – qual é mesmo a serventia dos vereadores. Não foi uma pesquisa tipo Ibope ou Datafolha. Foi algo até certo ponto informal, pois foi feita na tora com quem ia passando na hora da Praça Municipal. Pegava pelo braço e só saia depois de responder.
 
Claro que não podia dar outra coisa e somente o pessoal da Câmara estava inocente. O que se viu na capital serve justinho aí para qualquer cidade baiana ou brasileira, para qualquer município.
 
A maioria, 43 por cento dos entrevistados, disse que não sabia para que serve o edil. Interessante é dos 124 entrevistados, 16 por cento responderam que sabiam, sim, só que os sabidos citaram atividades que não são conexas ao papel dos vereadores. Mas erraram no atacado e acertaram no varejo, eu acho, e você meu caro, minha caríssima, vossa excelência, podem achar até que estou errado. E já vá adiscurpando!
 
O povo que se confundiu disse que o trabalho do parlamentar municipal vem a ser a execução direta e imediata de serviços públicos em bairros – que todos sabem é um trabalho calhado ao Executivo. Mas, não é que em épocas de eleição é o vereador que sai à cata de quem pegue o lixo, faça uma contenção ou mande vir a água e faça o posto de saúde funcionar. Tem até vereador que no desespero do voto até bate uma laje. Portanto os entrevistados que erraram... acertaram. Se é que me faço entender.
 
Eles também dizem que o trabalho do vereador é assegurar ações assistencialistas para cidadãos. Erraram. Mas acertaram. Qual o vereador que sendo médico não arruma um remédio de verme amostra grátis para o eleitor. Um tarja preta para o doidnho da casa de um eleitor. Se for dentista, não faz clareamento, canal ou tira tártaro, mas que arranca o dente, arranca. Se der, pode até sair uma dentadura de plástico. Falo isso porque tem eleitor exigente que quer dente de porcelana alemã. Já viu!
 
E os entrevistados também erraram quando dizem que a função da vereança é conseguir emprego (pra quem não disseram). Erraram? Erraram! Mas, acertaram no lado prático, pois todos sabem que vereador dá emprego, consegue um lugar num ponto qualquer do serviço público e se não fizer assim vai perder o apoio do líder do bairro e os votos seguem para outros que atendem aos anseios e pedidos. É a vida. É a ditadura do povo e a maldição do voto que sempre é incerto.
 
Para quem realmente quer saber qual a essência da atividade do vereador, a Câmara informa e tem um manual que diz:  
Segundo a legislação vigente, existem quatro principais funções exercidas pelos vereadores. A legislativa, que inclui elaborar, discutir e votar os projetos de lei; a fiscalizadora, que prevê o poder e dever de fiscalizar a administração, a aplicação dos recursos e a observância do orçamento; o assessoramento ao Executivo, que engloba as atividades parlamentares de apoio e de discussão das políticas públicas que serão implantadas por programas governamentais; e a julgadora, com a função de apreciação das contas públicas dos administradores e apuração de infrações político-administrativas por parte do prefeito e de outros vereadores.
 
Entendeu inocente? Mas não custa nada ir lá no vereador que você elegeu – lembra o nome dele? A cara dele? nem eu! – pedir que ajude a conseguir transferir seu filho para uma escola mais perto de casa. Talvez conseguir um empreguinho de terceirizado numa secretaria. Furar a fila para uma cirurgia de um parente; e aquele alvará complicado? ou mesmo pegar um vale que a situação está difícil para todos (sem trocadilho). Embora você já vá sabendo que não é obrigação dele. Mas não custa. Um adjutoriizinho de nada, doutor.
 
Jolivaldo Freitas é escritor e jornalista


 

Cada vez mais as pessoas optam por casas e escritórios menores, estimuladas pelo aumento no preço do metro quadrado nas grandes metrópoles e também pelo custo de conservação de grandes espaços. Apesar das configurações cada vez menores, há necessidade de guardar inúmeros tipos de objetos e alugar depósitopode ser uma boa alternativa, tanto para empresas quanto para cidadãos comuns.

Diferente do que muitos pensam, os boxes alugados em um self storage não servem apenas para guardar móveis e objetos de coleção que não cabem na casa. Com os avanços tecnológicos, que garantem segurança e até mesmo climatização nos boxes, é possível utilizá-los para os mais diversos fins.

O que guardar em um self storage?

A guarda de móveis em casos de mudança, reformas ou viagens longas ainda é um dos grandes serviços oferecidos por um self storage. No entanto, os espaços são cada vez mais procurados por empresas. Com exceção de produtos perecíveis, inflamáveis, explosivos e jóias, os boxes podem acomodar qualquer objeto, como:

  •          Documentos;
  •          Arquivo morto;
  •          Obras de arte;
  •          Adegas;
  •          Estoques de lojas;
  •          Automóveis e motocicletas;
  •          Itens colecionáveis.

Os boxes possuem diversas configurações, incluindo diversidade de tamanho e climatização especiais, garantindo assim a correta conservação dos mais diversos itens.

Características especiais

Entre os diferenciais de um self storage, o item que sempre fica em primeiro lugar é segurança dos objetos armazenados no local. Para tanto, a CanguBox dispõe de câmeras e vigilantes 24h, além de senha digital para acessar a área dos boxes, que por sua vez, possuem cadeados individuais cuja chave fica em poder do cliente.

Além disso, diversos serviços próprios e terceirizados são oferecidos aos clientes. Empresas de transporte, logística e organização possuem parcerias com a CanguBox, oferecendo comodidade e praticidade na hora de armazenar seus pertences. Além disso, o self storage oferece estação de trabalho com desktops e salas de reunião para uso dos clientes, assim como amplo estacionamento e carrinhos para o transporte dos objetos na área do self storage, auxiliando os clientes e garantindo satisfação ao usar os serviços de armazenagem.

 

Por Maristela Duarte – São Paulo/SP

*Luiz Carlos Suíca

Peço seu voto em Dilma Rousseff para não perdermos o que conquistamos até aqui. Nos atacam não pelos nossos erros e sim pelo nossos acertos.

Dizer que não vota em Dilma Rousseff e que vai votar nulo, branco ou no adversário é algo que precisa de reflexão. Que Brasil você acredita que teremos daqui a quatro anos se Aécio Neves ganhar as eleições? Com certeza não será o de direitos sociais para todos.

As eleições no dia 5 de outubro mostra um preocupante crescimento da representação dos patrões das grandes indústrias, das multinacionais, dos latifundiário que hoje gostam de ser chamados de ruralistas ou membros do agronegócio. Todos eles são conservadores. Querem retirar direitos. Em comum: Apoiam Aécio Neves.

Quem diz que tanto faz e por isso votará nulo dizendo ser isso uma posição de esquerda, digo que você está fazendo o jogo da direita porque estamos diante de inimigos de classe. Os apoiadores de Aécio são contra a reforma agrária, violam os direitos indígenas, fazem discurso de ódio à diversidade e aos direitos humanos.

Você que votou em Luciana Genro 50 e Zé Maria 16 sabe que no PT há setores tensionando para que os direitos dos trabalhadores e do povo não sejam retirados. Do lado de lá, não há ninguém em defesa dos trabalhadores. Mantenha sua oposição programática de esquerda, preserve sua posição crítica, porém, não se omita em nome de um falso radicalismo que só levará nossos inimigos ao governo. Você será responsável, sim, se isso ocorrer em razão de sua omissão ou ação.

Diante da composição de forças políticas e sociais que defendem as candidaturas, não tenho receio em pedir seu voto em Dilma Rousseff. Você sabe que a candidatura tucana é representante do retrocesso.

Vote em Dilma Rousseff 13 e em diversos momentos nos encontraremos lado a lado na defesa da Reforma Política com participação popular, por Reforma Tributária onde os ricos paguem mais, por igualdade de gênero, fim do racismo, respeito à diversidade sexual, por um Estado Laico. Vamos juntos lutar por um Brasil livre, soberano, justo, igualitário e fraterno. No dia 26, domingo, vote em Dilma Rousseff 13. Isso não vai retirar suas críticas ao PT, muito pelo contrário. Seu voto vai impedir que aqueles que comandaram a privataria tucana retornem. Vamos juntos! Não seja cúmplice do retrocesso!

*Luiz Carlos Suíca (PT) é vereador em Salvador e recebeu 32.069 votos nas recentes eleições sendo o 10º mais votado na capital.

Alderico Sena

Só por vocação, para ser professor no Brasil, considerando a inversão de valores e princípios culturais exercidos por pais e alunos na atualidade. Essa é a pergunta que mais se ouve nas conversas de grupos de estudantes e no meio social, tendo em vista vários fatores, em especial a violência, a desestruturação familiar, falta de condições ambientais e de material e o mais grave a falta de políticas pública para a valorização do professor. Alguns professores resistem em continuar, é pela missão e o gostar de ensinar. Podemos relacionar alguns adjetivos de como o professor na atualidade se sente no Brasil: mal remunerado por falta de PCS – Plano de Cargos e Salários digno, medo, decepção, vergonha, desvalorização, desestímulo profissional, desrespeito, agressão, falta de investimento em capacitação e atualização pela instituição de ensino, dentre outras violências. Ser professor entre os anos 60/80 representava orgulho, alegria, felicidade e era acima de tudo tratado com todo respeito pelos alunos, pais e pela comunidade, como mestre, o qual até então era visto pela sociedade como um missionário, um filósofo, uma pessoa especial. Ser professor tempo atrás significava sinônimo de status. Nas conversas entre os estudantes o que mais rolava era: “quando concluir o ginásio vou fazer magistério e depois pedagogia”. Quem conhece a história do ICEIA e da Escola Parque de ontem. De acordo uma recente pesquisa divulgada na Revista VEJA, em 2010, feita por uma pedagoga com alunos do segundo grau e de faculdades no Rio de Janeiro, sobre quem faria vestibular para magistério e pedagogia, de 1500 alunos entrevistados, apenas 2% responderam que fariam e 98% disseram que não. Com esse resultado, fica comprovado que ser professor no Brasil só está sendo exercida pela velha guarda que estão se aposentando, pelos que têm vocação de ensinar e por aqueles que não têm alternativa profissional e ai vai cumprir uma missão em sala de aula sem os devidos requisitos do saber ensinar, fator primordial da péssima qualidade da educação no Brasil, em especial a pública. Ninguém tem duvida da importância e valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que queiram bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esse profissional continuasse sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho, hoje essas são as verdades da Profissão de Professor. O momento é de reflexão para que todos os pais, alunos e a sociedade, repensem os nossos papéis e nossas atitudes, pois com eles demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o apelo para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade mudará. Educação é à base de tudo. “A educação deve contribuir para o desenvolvimento da pessoa – espírito e corpo, inteligência, sentido estético, responsabilidade sócia, espiritualidade. Todo ser humano deve ser preparado, especialmente graças à educação que recebe na juventude, para elaborar pensamentos autônomos e críticos e para formular seus próprios juízos de valor, de modo a poder decidir por si mesmo nas diferentes circunstâncias da vida” Educação: um tesouro a descobrir. Eleitor só pode transformar está cultura e resgatar a educação pública de qualidade com a reforma no ensino e na política, considerando que toda e qualquer decisão é política aprovadas em uma Casa Legislativa. Outro fator importantíssimo para resgatar a educação e a valorização do professor no Brasil é a revitalização dos Grêmios e Diretórios acadêmicos dos Colégios/ Faculdades e das Universidades. Grêmios e diretórios para a descoberta de novas lideranças, considerando a carência de lideranças políticas no Brasil. Nesses últimos anos o Brasil perdeu algumas referências e exemplos de políticos éticos, idealistas e de caráter, no entanto novas referências é preciso e tudo depende de qualidade da educação familiar e do ensino como a do passado. Quem substituirá esses valores na política? Vamos continuar assistindo, lendo e vendo noticiários de corrupção, impunidade e de violência sem reagir. Convocamos a sociedade para defender a revitalização da educação pública de qualidade e a valorização do professor com o objetivo de devolver a estes profissionais: carinho, amor e respeito. Só assim poderemos contribuir para melhorar as atitudes e os comportamentos éticos e morais do Ser humano. A educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa – espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade social, espiritualidade. Todo ser humano deve ser preparado, especialmente graças à educação que recebe na juventude, para elaborar pensamentos autônomos e críticos e para formular seus próprios juízos de valor, de modo a poder decidir por si mesmo nas diferentes circunstâncias da vida. 15 de Outubro dia de agradecimento pelas sábias lições. Brasileiros carinhosamente agradecem aos Mestres Professores, Parabéns!

Alderico Sena - Especialista em Gestão de Pessoas, Presidente do Movimento do Aposentado, Pensionista e Idoso do PDT - Partido, Democrático Trabalhista – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Jolivaldo Freitas

A Câmara dos Deputados, que representa os interesses republicanos dos brasileiros, vai começar a nova legislatura de uma forma engraçada, se não fosse patética. Acredite meu senhor e minha senhora que de um total de 513 deputados federais eleitos outro dia, a partir de janeiro apenas 35 deles (o que equivale a meros 6,8 por cento), foram realmente votados. O restante conseguiu o mandato graças à cruel organização política nacional, em que a totalização dos votos dados à legenda, aos candidatos mais expressivos do seu partidos ou coligação, o beneficia diretamente. Não receberam votos suficientes, mas pouco importa. Ficaram com as sobras

Exemplo risível: o humorista Tiririca cujo lema foi “Vote no Tiririca, pois pior não fica”, e desta vez teve como slogan “Tá cansado de política. Vote no Tiririca”, conseguiu mais de um milhão de votos.  Levou em seu rastro candidatos que não passaram de alguns punhados de votos; que não conseguiram alcançar o que se chama de quociente eleitoral (a quantidade necessária de votos para eleger um deputado e que é definido pela divisão do número de votos válidos pelo número de vagas que cabe a cada estado). Na Bahia, Lúcio Vieira Lima conseguiu alcançar o quociente.

Eu estava avaliando como vota o eleitor brasileiro, quando me deparei com um escrito que harmonizava com o meu, elaborado pelo advogado Leonardo Correia, do Intituto Liberal. Ele, como eu ou vice-versa, tem a nítida impressão que a configuração do voto do brasileiro tem a cara, o cérebro e as cicatrizes do personagem Frankenstein. Aquele que nos fazia perder o sono quando criança

O eleitor não pensa naquilo que está escolhendo. Vota em personalidades variadas, num cardápio variado. Como o comensal mal educado que vai ao buffet e mistura carne, peixe, frango, legumes e torta belga no mesmo prato. O gosto fica à gosto. O eleitor não pensa no conjunto da obra. No completo

Se ele pensasse na questão republicana, não votaria em candidatos díspares. Ele raciocinaria que se o sistema é centralizador. A principal cabeça da hidra vem a ser a Presidência da República (lembrei do Voto Camarão, mas é outro tema) e que precisa de um corpo harmônico. Basta saber que no Brasil nada se decide em termos político-administrativo sem que passe pelo Governo Federal. Estados e municípios são dependentes do poder central.

Então, entendo que seria mais lúcido quando da prática do voto este respeitar o consenso opcional de se votar harmonizando, rimando, combinado. O voto para o presidente escolhido deveria determinar, neste conceito de poder centralizado, os outros votos. Seria mais inteligente alinhar o presidente com o senador, o governador e os deputados. Isso, sim, permitiria a força necessária para governabilidade do país. Se eu estiver errado me diga. No final de tudo o que temos é a clara visão de que o eleitor não tem o menor compromisso com a identidade ideológico ou com o pragmatismo. Portanto, enquanto deputado for eleito sem precisar nadar, só flutuando na onda, não se pode queixar que no final de tudo, quando chega no back stage de Brasília vira um vale-tudo. “Farinha pouca meu pirão primeiro”, diz o senador, que é replicado pelo deputado: - Farinha não falta.

Jolivaldo Freitas é escritor e jornalista

 


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