Alderico Sena
       
  A pessoa idosa cumpriu com o seu dever, só lhe resta viver bem, com dignidade, direito adquirido na Constituição Federal Artigo 230, na Lei 8.842/94 e na Lei 10.741/2003, o que não vem sendo honrado pela família, sociedade, congresso nacional e governo. No Brasil, falta respeito ao direito do Idoso, “Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei”. $ 1º Lei 10.741. É dever de todos prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso”.    

A questão social do idoso é grave e não pode continuar sendo levada para segundo plano político, considerando que toda e qualquer decisão é política. A pessoa idosa não pode ser condenada, por atos ilícitos praticados contra a Previdência Social. “A Previdência Social não é de um partido, não é de um governo, é da sociedade, é patrimônio do povo brasileiro.”.Ressaltamos, ainda, que o problema maior nem é o envelhecimento da população no Brasil, mas, sim, o envelhecimento sem saúde e qualidade de vida.  Nesse contexto, os velhos retratam a exclusão do saber, do ter e, principalmente, do ser, tendo em vista que muitos não sabem nem mesmo seus direitos, vivendo numa sociedade individualista, em que as pessoas são valorizadas pelo critério do ter, e não pelo do ser.Portanto, é fundamental despertar o “ser” do idoso e construir um projeto para sua vida que lhe confira significado, valorizando a sua capacidade de sonhar, de ter vontade, de desejar, de criar, pois sem projetos não há vida em sentido humano. A educação para cidadania deve incentivar o sujeito a conciliar seus projetos individuais a projetos coletivos, na construção de um significado maior.O tema da velhice ainda é despolitizado, até mesmo nas unidades de ensino é necessário que se busquem caminhos para politizá-lo. A conquista de um novo lugar e significado na sociedade, bem como a marca de uma nova presença do segmento idoso passam pelo exercício pleno da cidadania, exercício de dimensão do ser político do homem.Deve-se ultrapassar a visão de que o idoso precisa de quem lute e fale por ele, somente desta forma poderá ser estabelecida uma relação de respeito efetivo entre o idoso e quem o cerca. Considerando que o envelhecimento populacional é uma questão social, econômica, política e cultural de responsabilidade do governo, sociedade e da família, defendemos a criação de uma Secretaria especifica de proteção à pessoa idosa no âmbito nacional e estadual com o objetivo de promover, defender, supervisionar, acompanhar e fiscalizar as políticas públicas para a pessoa idosa.O MAPI/PDT/BAHIA, apresentou algumas propostas para o Programa de Valorização do Idoso a Presidenta Dilma Rousseff, através de Oficio Nº 002/2014 MAPI/PDT/BAHIA, enumeradas abaixo, considerando que os aposentados já cumpriram seus deveres cívicos e previdenciários para com o País, neste caso só lhes restam direitos do governo, conforme seguea) PAC do Idoso – Hospital especifico para o Idoso nos Estados da Federação, acoplado de Farmácia com distribuição de medicamentos; b) Criação de uma Secretaria Nacional de Proteção a Pessoa idosa; c) Extinção do Fator Previdenciário e a reimplantação do PÉ NA COVA para devolução das contribuições previdenciárias recolhidas pelo aposentado quando este deixar o mercado de trabalho; d) Criação do FGA – Fundo de Garantia do Aposentado e)                            Suspensão (Vetar) a retenção de Imposto de Renda sob o benefício do aposentado, por ser uma bitributação, tendo em vista que trata de benefício e não remuneração, inclusive foi dado entrada pelo MAPI/BA, através do Oficio 001/2014 endereçado ao Presidente da OAB, Dr. Luiz Viana, solicitando estudos para verificação de uma ADIN – AÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE, contra a retenção de Imposto de Renda; f) Proibir publicidade na mídia de Instituição Financeira que busca estimular a pessoa idosa, solicitar empréstimos, o que tem trazido sérias consequências para a pessoa idosa pelo Brasil e g) Assegurar o reajuste anual de todos os benefícios no mesmo percentual da concessão do salário mínimo.Senhora Presidenta, 28 (vinte e oito) milhões de aposentados, estão na expectativa de terem os seus direitos respeitados, reconhecidos e valorizados por tudo que representaram e ainda representam para o Brasil. Querer é poder! O momento é de reflexão e atitude política. Chamamos a atenção do eleitor que não é a política que faz o candidato virar ladrão. É o seu voto que faz o ladrão virar político. Aposentado, “Não é verdade que as pessoas param de buscar seus sonhos porque envelhecem. Elas envelhecem porque param de buscar seus sonhos” Lembramos que a CPI DO ELEITOR É O VOTO CONSCIENTE.  “Ninguém é tão forte quanto todos nós juntos!”. 

Alderico Sena - Especialista em Gestão de Pessoas, Presidente Estadual e Vice Presidente Nacional do Movimento dos Aposentados, Pensionistas e Idosos do PDT- Partido Democrático Trabalhista.

João Ubaldo Ribeiro | Escritor*
 
 
O título acima é meio enganoso, porque não posso considerar-me uma autoridade no uso de papel higiênico, nem o leitor encontrará aqui alguma dica imperdível sobre o assunto. Mas é que estive pensando nos tempos que vivemos e me ocorreu que, dentro em breve, por iniciativa do Executivo ou de algum legislador, podemos esperar que sejam baixadas normas para, em banheiros públicos ou domésticos, ter certeza de que estamos levando em conta não só o que é melhor para nós como para a coletividade e o ambiente. Por exemplo, imagino que a escolha da posição do rolo do papel higiênico pode ser regulamentada, depois que um estudo científico comprovar que, se a saída do papel for pelo lado de cima, haverá um desperdício geral de 3.28 por cento, com a consequência de que mais lixo será gerado e mais árvores serão derrubadas para fazer mais papel. E a maneira certa de passar o papel higiênico também precisa ter suas regras, notadamente no caso das damas, segundo aprendi outro dia, num programa de tevê.

Tudo simples, como em todas as medidas que agora vivem tomando, para nos proteger dos muitos perigos que nos rondam, inclusive nossos próprios hábitos e preferências pessoais. Nos banheiros públicos, como os de aeroportos e rodoviárias, instalarão câmeras de monitoramento, com aplicação de multas imediatas aos infratores. Nos banheiros domésticos, enquanto não passa no Congresso um projeto obrigando todo mundo a instalar uma câmera por banheiro, as recém-criadas Brigadas Sanitárias (milhares de novos empregos em todo o Brasil) farão uma fiscalização por escolha aleatória. Nos casos de reincidência em delitos como esfregada ilegal, colocação imprópria do rolo e usos não autorizados, tais como assoar o nariz ou enrolar um pedacinho para limpar o ouvido, os culpados serão encaminhados para um curso de educação sanitária. Nova reincidência, aí, paciência, só cadeia mesmo.

Agora me contam que, não sei se em algum estado ou no país todo, estão planejando proibir que os fabricantes de gulodices para crianças ofereçam brinquedinhos de brinde, porque isso estimula o consumo de várias substâncias pouco sadias e pode levar a obesidade, diabetes e muitos outros males. Justíssimo, mas vejo um defeito. Por que os brasileiros adultos ficam excluídos dessa proteção? O certo será, para quem, insensata e desorientadamente, quiser comprar e consumir alimentos industrializados, apresentar atestado médico do SUS, comprovando que não se trata de diabético ou hipertenso e não tem taxas de colesterol altas. O mesmo aconteceria com restaurantes, botecos e similares. Depois de algum debate, em que alguns radicais terão proposto o Cardápio Único Nacional, a lei estabelecerá que, em todos os menus, constem, em letras vermelhas e destacadas, as necessárias advertências quanto a possíveis efeitos deletérios dos ingredientes, bem como fotos coloridas de gente passando mal, depois de exagerar em comidas excessivamente calóricas ou bebidas indigestas. O que nós fazemos nesse terreno é um absurdo e, se o estado não nos tomar providências, não sei onde vamos parar.

Ainda é cedo para avaliar a chamada lei da palmada, mas tenho certeza de que, protegendo as nossas crianças, ela se tornará um exemplo para o mundo. Pelo que eu sei, se o pai der umas palmadas no filho, pode ser denunciado à polícia e até preso. Mas, antes disso, é intimado a fazer uma consulta ou tratamento psicológico. Se, ainda assim, persistir em seu comportamento delituoso, não só vai preso mesmo, como a criança é entregue aos cuidados de uma instituição que cuidará dela exemplarmente, livre de um pai cruel e de uma mãe cúmplice. Pai na cadeia e mãe proibida de vê-la, educada por profissionais especializados e dedicados, a criança crescerá para tornar-se um cidadão exemplar. E a lei certamente se aperfeiçoará com a prática, tornando-se mais abrangente. Para citar uma circunstância em que o aperfeiçoamento é indispensável, lembremos que a tortura física, seja lá em que hedionda forma - chinelada, cascudo, beliscão, puxão de orelha, quiçá um piparote -, muitas vezes não é tão séria quanto a tortura psicológica. Que terríveis sensações não terá a criança, ao ver o pai de cara amarrada ou irritado? E os pais discutindo e até brigando? O egoísmo dos pais, prejudicando a criança dessa maneira desumana, tem que ser coibido, nada de aborrecimentos ou brigas em casa, a criança não tem nada a ver com os problemas dos adultos, polícia neles.

Sei que esta descrição do funcionamento da lei da palmada é exagerada, e o que inventei aí não deve ocorrer na prática. Mas é seu resultado lógico e faz parte do espírito desmiolado, arrogante, pretensioso, inconsequente, desrespeitoso, irresponsável e ignorante com que esse tipo de coisa vem prosperando entre nós, com gente estabelecendo regras para o que nos permitem ver nos balcões das farmácias, policiando o que dizemos em voz alta ou publicamos e podendo punir até uma risada que alguém considere hostil ou desrespeitosa para com alguma categoria social. Não parece estar longe o dia em que a maioria das piadas será clandestina e quem contar piadas vai virar uma espécie de conspirador, reunido com amigos pelos cantos e suspeitando de estranhos. Temos que ser protegidos até da leitura desavisada de livros. Cada livro será acompanhado de um texto especial, uma espécie de bula, que dirá do que devemos gostar e do que devemos discordar e como o livro deverá ser comentado na perspectiva adequada, para não mencionar as ocasiões em que precisará ser reescrito, a fim de garantir o indispensável acesso de pessoas de vocabulário neandertaloide. Por enquanto, não baixaram normas para os relacionamentos sexuais, mas é prudente verificar se o que vocês andam aprontando está correto e não resultará na cassação de seus direitos de cama, precatem-se.

 

O Brasil sabidamente tem um time inferior ao da Alemanha mas, o placar da semifinal foi algo assustador! Uma análise do passado até o dia do jogo deixa claro o porquê de termos perdido: a competência na preparação. A seleção alemã tem um time formado há anos, com um esquema de jogo definido que evoluiu das duas últimas copas para cá. Sendo que na escolha de jogadores houve uma bela mescla entre jovens, como Kross, e maduros jogadores, como Klose. Assim, a responsabilidade estava dividida entre os mais experientes e os mais novos que seriam puxados por esses.

Para se adaptar ao Brasil, a Alemanha escolheu um refúgio numa cidade pequena no litoral da Bahia, com alta temperatura para dar o fortalecimento físico e mental aos jogadores no intuito de jogar todos os minutos de todas as partidas em alto nível. Os alemães tiveram aulas sobre a cultura brasileira e a língua portuguesa, interagiram com os nativos com alegria e muita simpatia.

Pronto! Os alemães conseguiram aliar seu alto nível técnico dentro de campo às tão importantes questões extra campo que fazem a diferença durante as partidas. 
A Alemanha ali se tornou a melhor seleção da copa no quesito físico, tático, técnico, mental e clima de grupo, mesmo que não viesse a ser campeã, porque nem sempre o melhor vence, a Alemanha é um exemplo a ser seguido.

Com esses requisitos era natural que as demais seleções temessem os alemães. Portugal não o fez e tomou uma sonora e acachapante goleada de 5x1, status de favorita reafirmado.
Após tal feito, a coragem de enfrentar a Alemanha de igual para igual desapareceu. EUA e Argélia fizeram jogos quase perfeitos jogando na defesa, fechando espaços e dando muito trabalho nos contra ataques a Alemanha, mas saíram derrotados, diferentemente de Gana que chegou muito perto da vitória, mas sofreu com o empate no fim. Coisas do futebol que o tornam apaixonante. A França jogou sabendo que a Alemanha era superior e foi derrotada no detalhe. Quem erra menos vence em jogo de copa, quando o nível técnico é um pouco diferente e um erro foi o suficiente para a eficiência alemã ser posta em prática, 1x0.
Classificada, a Alemanha encontra pela frente o Brasil jogando em casa, com apoio de seu torcedor e vindo de uma boa classificação contra a Colômbia, mas sem seu craque Neymar.

A seleção formada há apenas 1 ano, vinha de uma copa das confederações feita em baixo nível técnico com um único bom jogo. A final contra a Espanha que tornou o Brasil campeão e iludiu muitos, principalmente, a quem nos regia, o técnico Felipão. Passada a copa das confederações, Felipão teve tempo suficiente para testar jogadores novos e dar chances aos mais antigos. Tínhamos ali a oportunidade de formar um grupo mais forte e construir um sistema tático e técnico mais eficiente. Naquele momento Felipão poderia ter formado o grupo com a mescla entre jovens e experientes jogadores que assumem o peso e responsabilidade. 

Pela idade, numa situação hipotética teríamos à disposição, os experientes Robinho, Ronaldinho Gaúcho e Kaká e, entre os mais novos Coutinho que despontou no Liverpool e Jonas que já não é tão jovem, mas é há 3 anos artilheiro absoluto do Valência da Espanha. 
Bom, para nosso azar, Felipão não buscou essas opções, cabia ao nosso treinador procurar esses jogadores para assumir a responsabilidade como fez com Júlio Cesar e que deu certo. Por mais que a condição física de Kaká fosse ruim, será que este após um forte trabalho físico não conseguiria realizar de 7 partidas em alto nível físico? Será que Ronaldinho Gaúcho que pratica um futebol mediano para bom com lampejos do jogador que foi um dia, muito por sua vida desregrada, após uma boa conversa e preparação, não realizaria 7 partidas em alto nível, tendo lampejos decisivos como Klose pela Alemanha? E Robinho, tão criticado por onde passa mas que na seleção sempre cumpriu seu papel em alto nível, dando a vida pelo time, será que não seria opção? Coutinho e Jonas, destaques em seus times na Europa, não mereciam oportunidade?

Bom, jamais saberemos. Felipão sequer, no decorrer do ano após título, deixou existir tal possibilidade. Tivemos que aguentar os caprichos. Henrique, reserva no Napoli, é o maior exemplo disso. Teríamos que ver Neymar assumir a responsabilidade de craque da seleção sem ter ninguém para dividí-la. Assim, o Brasil foi para copa idêntico a copa das confederações com esquema falho e várias fragilidades e com um adendo negativo: os jogadores em nível técnico muito abaixo do ano anterior e, com uma preparação ridícula na Granja Comary, lotada de políticos e pessoas influentes, em razão da copa ser realizada no Brasil, sem o devido isolamento e sem trabalhos táticos, somente coletivos, uma das maiores falhas da comissão técnica.

Aos trancos e barrancos, o Brasil passou pela Croácia, empatou com o aguerrido e frágil time mexicano, despachou os já eliminados camaroneses, sofreu nos pênaltis com o veloz, pequeno e limitado time chileno e trouxe o alento para os torcedores numa vitória sobre a boa Colômbia, sem futebol vistoso mas com vontade, raça e superação.

Com isso, o Brasil, de forma equivocada, repetiu o erro português e foi para cima da Alemanha, o que não durou nem 5 minutos. Após a pressão inicial brasileira, os alemães colocaram a bola no chão e fizeram velozes trocas de passes com uma transição impressionante entre defesa-meio-ataque. Eles estudaram a seleção brasileira. Klose, o maior artilheiro de todas as copas, jogou nas costas de Luiz Gustavo e junto com ele subia em bloco e em linha um fortíssimo meio de campo com refinado toque de bola regido por Kross, Muller, Ozil, Schwisenteiger e Kheidira. Ou seja, uma linha invejável de 5 jogadores com Klose um pouco mais a frente forçando a saída de Luiz Gustavo de trás dos zagueiros.

Nas bolas paradas e jogadas laterais parte dos jogadores se adiantava, a outra parte esperava passes mais atrás. Resultado: a partir do 10º minuto, o banho tático, técnico e físico começou a ser decretado e durou apenas 20 minutos, com a Alemanha fazendo 5x0 no estádio lotado de brasileiros. Impressionava a velocidade que os alemães jogavam e como os brasileiros não acompanhavam o ritmo, faltava organização tática e preparo físico. Os jogadores brasileiros com a língua de fora, mortos de cansados com apenas 30 minutos de jogo, sem entender o que acontecia.

No segundo tempo, Felipão, como o resto do mundo, enxergou o buraco no meio e colocou Ramires e Paulinho para evitar mais uma saraivada de gols. O jogo já estava definido e os gols alemães e o gol de "honra" brasileiro no segundo tempo foram para somente fechar o script. Jogando recuado, com marcação forte na saída de bola e contra ataques, o Brasil poderia ter repetido o feito realizado contra a Espanha, sem se apequenar, aproveitando-se da lentidão da zaga alemã e os espaços deixados nas laterais ou, mesmo jogando assim, a Alemanha poderia impor sua melhor qualidade e vencer, reforçando a alegria que é a imprevisibilidade do futebol. O certo é que jamais poderíamos ver a nossa seleção ser tão humilhada como foi na frente de 200 milhões de brasileiros e os quase 1 bilhão de pessoas do mundo que assistiam a partida.

Ricardo Borges Maracajá

Advogado, Especialista em Direito Tributário e Diretor Jurídico do Esporte Clube Ypiranga

Alderico Sena

 O trabalhismo é um conceito que foi estabelecido a partir da Revolução Industrial, quando começou a se organizar um movimento com vistas à melhoria da condição de vida dos trabalhadores. Com o passar dos anos  o “movimento trabalhista”  cresceu e passou a gerar diferentes ideologias na defesa deste ideal, tendo uma variação de abordagem em relação ao tema. No Brasil o “movimento trabalhista” começou a ganhar corpo no início do século XX, na parte final da República Velha, vindo a se fazer mais presente na vida nacional por volta das décadas de 20 e 30. O Partido Democrático Trabalhista (PDT) tem em seus fundamentos a consciência democrática nacional e as grandes lutas históricas do trabalhismo brasileiro. Inspirando-se na Declaração dos Direitos Humanos das Nações Unidas no conteúdo da Carta Testamento do Presidente Getúlio Vargas e na Carta de Lisboa, elaborada quando reuniram os trabalhistas no exílio e os trabalhadores do Brasil.  Somos um partido que defende a Democracia, o Nacionalismo, o Socialismo, um partido nacional e popular. Somos também o Partido Democrático Trabalhista porque somente a participação popular nas decisões da vida nacional pode levar a um nacionalismo e a um socialismo fraterno.  O nosso trabalhismo coloca a Democracia como o mais alto valor e considera o ambiente natural em que podem frutificar os nossos ideais trabalhistas. Nosso nome e a nossa sigla expressam o nosso compromisso básico e fundamental com o Brasil.O nosso Trabalhismo retomou a bandeira das lutas nacionais e populares pelas reformas de base em razão das quais foi deposto o governo constitucional do Presidente João Goulart. O Trabalhismo que representamos é o que foi firme na resistência, durante o período de autoritarismo. É o Trabalhismo que sofreu sucessivas ondas de proscrições, aquele que mais contribuiu para a formação da frente de oposição ao regime autoritário.  Hoje, quando a consciência nacional reclama, cada vez mais firmemente, a restauração da soberania popular e a reconstrução democrática do País, o PDT propõe um projeto alternativo de sociedade para o Brasil. Projeto que é resultado de uma longa experiência histórica da classe trabalhadora e da análise dos acertos e dos erros cometidos no passado. Para realizar nosso projeto criamos um partido que se rege por princípios democráticos, por militância ativa e permanente e que rejeita ser eu uma simples sigla eleitoral. Queremos um PDT como um partido de informação, formação e capacitação dos segmentos da sociedade, autêntico, moderno e representativo, com intensa vida partidária para o Brasil que almejamos.O PDT tem como um dos seus objetivos fundamentais trabalhar pela unidade de todas as correntes de movimento popular, respeitando sua independência e libertade de expressãoEstamos certos que este movimento a partir das bases populares não somente proporcionará a unidade dos partidos, como é condição essencial na luta pela Democracia em nosso País.  O Partido Democrático Trabalhista, surgiu nesta nova fase da história brasileira para ajudar a construir um Brasil melhor, afirmando os seguintes princípios e definições, os quais submetem à Nação e apresenta aos seus seguidores o objetivo de iniciar o mais amplo debate.  O Trabalhismo Democrático como doutrina tem seu fundamento no primado de duas ordens de valores:  - O trabalho, fonte originária de todos os bens e riquezas, é a relação básica sobre o qual se constitui a vida social. Para o Trabalhismo Democrático, os valores do trabalho não são apenas os econômicos, mas, igualmente, os valores humanos, éticos, culturais e políticos;  - A democracia, aspiração das grandes maiorias populares de nosso País que propugnam pela construção de uma sociedade democrática e pluralista, é para o Trabalhismo Democrático um ativo e crescente processo de auto-organização, em todos os níveis, de tal modo que a nossa sociedade venha a ser cada dia mais livre, mas fraterna e igualitária. Eis porque o trabalhismo é o caminho brasileiro para a construção de uma sociedade democrática e socialista. 

 EDUCAÇÃO E CONSCIÊNCIA POLÍTICA INSTRUMENTOS DE TRANSFORMAÇÃO  DA ÉTICA  E DA MORALIDADE PARA COM A COISA PUBLICA.CPI DO ELEITOR É O VOTO CONSCIENTE.  JUNTOS EM PENSAMENTO E AÇÃO NA DEFESA DA COLETIVIDADE  SEREMOS FORTES, SEPARADOS CONTINUAREMOS SENDO DESRESPEITADOS.EM 05 OUTUBRO DIA DA ELEIÇÃO, NÃO VOTE NULO E NEM EM BRANCO, VOTE CERTO NA BANDEIRA PELA EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL. ESTE É O PONTA-PÉ INICIAL DE MUDANÇAS MORAIS E DE COSTUMES COM LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE PARA O FORTALECIMENTO E A MORALIZAÇÃO DO  SISTEMA POLÍTICO BRASILEIRO.“ NINGUÉM É TÃO FORTE QUANTO TODOS NÓS JUNTOS”!!!

Alderico Sena – Vice-Presidente do PDT da Cidade do Salvador, Presidente Estadual e Vice-Presidente Nacional do Movimento de Aposentado, Pensionista e Idoso do PDT – Partido Democrático Trabalhista

 

Por: Marcos Rogério Sampaio
Diretor da Granmarcos                                                                                                              

Os primeiros dados do Censo divulgados pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de domicílios vagos no país é maior que o déficit habitacional brasileiro.

Existem hoje no Brasil, segundo o censo, pouco mais de 6,07 milhões de domicílios vagos, incluindo os que estão em construção. O número não leva em conta as moradias de ocupação ocasional (de veraneio, por exemplo) nem casas cujos moradores estavam temporariamente ausentes durante a pesquisa. Mesmo assim, essa quantidade supera em cerca de 200 mil o número de habitações que precisariam ser construídas para que todas as famílias brasileiras vivessem em locais considerados adequados: 5,8 milhões.

O Brasil possui cerca de 33 milhões de pessoas sem moradia, segundo o relatório lançado  pelo Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos. Desse número, cerca de 24 milhões que não possuem habitação adequada ou não têm onde morar, vivam nos grandes centros urbanos.

O déficit de moradia no país chega hoje a 7,7 milhões, das quais 5,5 milhões estão em centros urbanos. Se o cálculo incluir moradias inadequadas (sem infra-estrutura básica), o número chega a uma faixa de 12,7 a 13 milhões de habitações, com 92% do déficit concentrado nas populações mais pobres.

A população favelada no Brasil aumentou 42% nos últimos 15 anos e alcança quase 11 milhões de pessoas, segundo análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE.

Um total de 11.425.644 de pessoas --o equivalente a 6% da população do país, ou pouco mais de uma população inteira de Portugal ou mais de três vezes a do Uruguai. Esse é o total de quem vive, atualmente, no Brasil em aglomerados subnormais, nome técnico dado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com base nos vários itens de monitoramento das condições de moradia, que levam em conta, por exemplo, o acesso a serviços de saneamento, o material de construção usado e até o número de pessoas que dormem por cômodo, o Ipea concluiu que 54,6 milhões pessoas nas cidades vivem em situação inadequada. Isso equivale a 34,5% da população urbana.
 
E um estudo do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, em 2000, mostrava, na América Latina, déficit de 51 milhões de moradias.

Marcos Rogério Sampaio
Diretor da Granmarcos / Colaborador do Portal Planeta Voluntários
http://www.planetavoluntarios.com.br


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