Por pura inércia, inépcia e irresponsabilidade social, o desgoverno petista de Jaques Wagner permite outra vez, em pouco mais de dois anos, que a população baiana volte a ficar assombrada pelo medo e pela insegurança com a greve da Polícia Militar decretada na noite da terça-feira, às vésperas do feriadão de uma semana santa.

Paralisação anunciada, logo os rodoviários retiraram parte da frota das ruas, lojas fecharam, colégios e universidade suspenderam as aulas, a Polícia Civil anunciou a adesão ao movimento da PM e o resultado imediato foi uma situação de pânico instalada.

Desde então, vivenciamos uma rotina de assaltos, tiroteios, lojas saqueadas, boatos de arrastões e pessoas temerosas de sair às ruas. Estações como a de Pirajá foram desativadas, o comércio a meio pau, enquanto tropas da Força Nacional de Segurança aos poucos vão chegando para, junto com o Exército, garantir um mínimo de tranquilidade, que se contraponha à sensação geral de desamparo, de uma população exposta, indefesa, sem ter a quem apelar.  

O movimento, embora indesejado, estava previsto e anunciado há meses. O descontentamento dos policiais é incontestável. Portanto, não é possível admitir que o comando da corporação e o secretário de segurança pública do Estado, homem do sistema de informação, venham a público dizer que foram apanhados de surpresa.

Acontece que, há tempos, o governador abdicou de governar, por incompetência ou falta de gosto. Se ocupa, desde o ano passado, e quase que exclusivamente, da política partidária, trabalhando pelo amigo, ex-companheiro de atividades sindicais e candidato à sua sucessão nas próximas eleições. É claro que essa forma de agir não poderia dar certo, como não dá para resolver problemas gastando dinheiro público com propagandas, factoides, marketing eleitoral, como vem sendo feito. Deu no que deu.

O que se espera agora é que o governador saia da indiferença e busque, com urgência, uma solução para o problema, negociando os pleitos dos policiais, que há muito cobram mais respeito, melhores condições de trabalho, salários dignos, um plano de remuneração e de cargos decente, e que não vire as costas à segurança pública, uma marca dessa administração.

Porém, ressalto, num momento de crise, como o atual, o importante é persistir pelo fim do movimento, agindo com muita habilidade, equilíbrio e sensatez. Todos devem agir ou continuar agindo dessa forma. 

O governador, na condição de principal autoridade do estado, deve encontrar os caminhos para o restabelecimento da paz, que, no entanto, preservem a imagem da corporação, e garantam as suas condições de trabalho. Eles são imprescindíveis à manutenção da segurança dos baianos. Não pode haver queda de braço entre o Palácio de Ondina e a PM, porque, nesse confronto, todos sabem, o grande perdedor é o povo baiano.

* Antonio Imbassahy  é deputado federal e líder da bancada do PSDB na Câmara 

 

 

O início da semana foi bastante movimentado com os ‘preâmbulos’ políticos em todo país. Foram iniciados os treinos livres para a corrida eleitoral que receberá a luz verde a partir do dia 5 de julho, data limite para que os partidos políticos e coligações apresentem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o requerimento de registro de candidatos a presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal e deputado estadual ou distrital.

Daqui até lá serão percorridos mais de 70 dias, mas antes da oficialização junto à Justiça Eleitoral, os postulantes a uma candidatura deverão (ou deveriam) passar primeiro pelas convenções partidárias, que poderão ser realizadas a partir do dia 10 de junho, até o dia 30 , com objetivo de deliberar sobre coligações e escolhas de candidatos.

Esquentados os pneus, realizados os últimos ajustes e com os tanques de combustíveis completos, a luz de alerta de cor laranja é apagada e os que conseguirem até o momento as melhores posições de intenção de voto receberão no dia 6 de julho um reforço para completar a prova em primeiro lugar, no caso de presidente, governadores e senadores, ou chegar entre os primeiros e pontuar para a classificação final e figurarem como os principais coadejuvantes (deputados estaduais e federais).

A partir desta data será permitida a propaganda eleitoral, quando os candidatos, os partidos ou as coligações poderão fazer funcionar (das 8 às 22 horas), alto-falantes ou amplificadores de som, nas suas sedes ou em veículos, realizar comícios e utilizar aparelhagem de sonorização fixa (das 8 às 24 horas) e utilizar a internet para propaganda eleitoral, observando que será vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda paga na rede de computadores.

Sujeiras na pista (no percurso do processo eleitoral) prejudicarão a aderência do carro (candidato) e comprometerá o desenvolvimento da prova (eleição), pois irá obrigar a entrada do safety car no meio da prova e mudar completamente o resultado em consequência da relargada.

A escuderia que tiver uma melhor estratégia e souber usar os seus equipamentos com criatividade, ousadia e espírito de vencedor, respeitando seus concorrentes e, principalmente, os torcedores (eleitor), inevitavelmente será a campeã.

O anúncio de alguns nomes de pré-candidatos que irão concorrer para o cargo de presidente da república e governos de estados como cabeça de chapa e seus respectivos vices e suplentes juntou gente que antes dizia que ‘nem morto’ se juntaria, com gente que muito vivo está aproveitando as conveniências.

É como se Airton Sena, Alan Prost e Nigel Mansell, fizessem parte da mesma equipe na mais popular modalidade de automobilismo do mundo, a Fórmula 1.

Neste momento de tudo junto e misturado, o eleitor, mais do que nunca, deverá observar quem realmente apresentará um projeto participativo e popular, onde seus anceios, necessidades e direitos sejam priopridades.

Por Gervásio Lima – Jornalista e historiador.

Jolivaldo Freitas

O Brasil acaba de superar o México e está em primeiro lugar na lista de mortes de jornalistas nas Américas. O levantamento foi divulgado recentemente por uma ONG da França.  Ano passado morreram 117 jornalistas em 28 países e seis no Brasil. Em 2014 já morreram quatro no Brasil, sendo um da Bahia, Geolino Lopes Xavier, abatido a tiro dentro do carro em Teixeira de Freitas. Somos pior que a Venezuela.

Pioramos nossa posição e estamos em 111º lugar no ranking mundial de violência contra jornalistas. A morte do repórter-cinematográfico Santiago Andrade chamou a atenção para o problema, mas não inibe as ações de quem se sente incomodado com o papel da imprensa. Quem comete os crimes ou manda executar está ligado (conforme a Repórteres sem Fronteira) à política, tráfico de drogas e crime organizado.

Na Bahia é questão de muita inquietação. No interior são muitas as denúncias e a situação é preocupante. Jornalistas de sites e blogs têm sido vítimas preferenciais sistemáticaticamente; e a maioria dos casos envolve realmente políticos ou seus asseclas.

Os jornalistas são vítimas de todo tipo de agressão. Representantes de entidades jornalísticas estão preocupados. Recentemente aconteceu até reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ocorre que ele faz parte daquela parcela do governo Dilma que quer tudo; menos liberdade de imprensa.

O que se vê é que estando no poder, o PT, que tanto deve na sua gênese à ação dos jornalistas que o defendiam, dando a cara a tapa, contra o Governo Militar, vem tentando cercear a liberdade jornalística. Lula foi um péssimo exemplo, na opinião do professor Luiz Motta, coordenador do Núcleo de Estudos sobre Mídia da Universidade de Brasília. Ele observa que no período Lula a relação com a imprensa foi a mais estressante depois da redemocratização. Seu partido e os sindicatos ainda tentam, a sorrelfa, o controle social da mídia. É mais um vetor gerador de violência contra os jornalistas. Um 171 para você. Os deuses nos protejam. (Publicado originalmente no A Tarde)

Jolivaldo Freitas
Jornalista, Escritor, Publisher, Radialista, Publicitário e especialista em Marketing. Colabora com artigos publicados periodicamente no Notícia Livre

Sérgio Passos

Ouvindo e vendo o noticiário sobre o falecimento de Beline, capitão da Copa de 1958, passei a pensar, pois segundo o grande Millôr Fernandes, “livre pensar e só pensar”. A Copa de 50 deixou-nos o Maracanã, estádio símbolo da paixão e da força do nosso futebol, que é respeitado e encanta o mundo. A Copa de 58 deixou-nos o despontar do maior jogador de futebol, Pelé, e o gesto emblemático do capitão Beline ao levantar a taça sobre a cabeça, para comemorar a almejada conquista.A conquista no Chile, em 1962, representou a reafirmação de grandeza do nosso futebol e a consolidação da força e capacidade técnica dos nossos jogadores. Em 70, há 70! a conquista foi a cartase de um povo humilhado e oprimido diante do regime político vigente. Sorrimos e cantamos um sonho a ser alcançado, a democracia, e não a conquista, ainda que em 66  tínhamos sido humilhados na Inglaterra! Sensação que nada dura para sempre....As outras duas conquistas nada deixaram de emblemático, a não ser a voz de Galvão Bueno transformando-as em conquistas excepcionais, pois o marketing massivo dominava o esporte e necessitava vender os seus produtos.E chegamos em 2014, com o retorno da Copa do Mundo aos gramados brasileiros. E vemos um governo submetido às exigências extraordinárias e extravagantes da FIFA, para “pongar” na popularidade fácil que o futebol pode trazer. Duas medidas chamam atenção: o retorno da venda de bebidas alcoólicas em estádios, costume banido há muito, e a construção de estádios faraônicos para nossos padrões de equipamentos públicos, em detrimentos dos investimentos em hospitais, universidades, estrutura de transportes de massa nas grandes cidades, portos, etc...Fica a sensação se ganharmos ou não a Copa, do que poderíamos ter e não teremos, enquanto dirigentes públicos permanecerem  sempre pensando de maneira equivocada as políticas públicas brasileiras, de olho nas urnas, não importando as consequências e custos  para as futuras gerações. Que pena, mais uma oportunidade perdida para fazermos mais e melhor pelo nosso povo. 

Sérgio Passos é médico e presidente estadual do PSDB na Bahia.

Alderico Sena

O governo precisa entender que o aposentado não é o responsável pelos desmandos praticados contra o Brasil. O governo tem o dever moral de priorizar políticas publicas para idoso, considerando os relevantes serviços prestados a Nação, restando apenas direitos como cidadão.                                                                                             

A questão do envelhecimento é uma realidade em nosso País.  Segundo projeções demográficas, no ano de 2020 o Brasil ocupará o 5º lugar no ranking mundial de população idosa, quando 15% de sua população, ou seja, 33 milhões de pessoas aproximadamente, estarão com 60 anos ou mais. Na Constituição Federal está escrito no Art. 230– “A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas”. A Lei 8.842/94, regulamentada, através do Decreto 1948/96, amplia significativamente os direitos dos idosos, mas estes direitos não são respeitados nem pelos três Poderes Constituídos. O Estatuto do idoso, criado pela Lei nº 10.741/2003 em seu artigo 3º, estabelece: “É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária”. Lei no País tem até demais mais não são fiscalizadas e cumpridas.                                                                     

A escassez de liderança, organização e participação são os principais fatores para a perda de direitos dos aposentados e também perdas consideráveis no orçamento. A velhice marginalizada não pode mais ficar escondida nos asilos, apartamentos, condomínios e na dependência familiar, como no passado. A questão social do idoso não pode continuar sendo secundarizada, nem sendo objeto de políticas tímidas e soluções menores. O velho não pode ser condenado a “velhar”, devido à falta de políticas publicas sérias e honestas do governo. Só para ilustrar algumas perdas e crimes cometidos contra o aposentado: Fator Previdenciário sem direito a desaposentação; Retenção de Imposto de Renda sob beneficio e sob a atividade no mercado de trabalho e também na Declaração de Imposto de Renda; O aposentado em atividade não tem direito a seguro desemprego, acidente trabalho, auxilio doença, dentre outros benefícios; direito a ajuste no beneficio, não recebe o que contribuiu após aposentadoria e nem tem direito a uma nova aposentadoria; Perdas quando do reajuste anual, devido o % ser inferior ao reajuste do beneficio sob o Salário Mínimo. Os velhos têm algumas décadas a mais de cidadania do que os jovens. A questão da velhice não é uma questão dos velhos. É de todos brasileiros, pois todos serão velhos amanhã. Todos nascem com o idoso, dentro de si. O que esperam os jovens aposentados do futuro? Ressaltamos, ainda, que o problema maior nem é o envelhecimento da população no Brasil, mas, sim, o envelhecimento sem saúde e qualidade de vida.Nesse contexto, os velhos retratam a exclusão do saber, do ter,  e  principalmente, do ser, tendo em vista que muitos não sabem nem mesmo os seus direitos, vivendo numa sociedade que tem se caracterizado por uma visão utilitarista do ser humano, onde as pessoas são valorizadas pelo critério do ter, e não pelo do ser solidário para com o próximo. Qual a razão do viver da pessoa idosa com a violência predominante no País? Portanto, é fundamental despertar o “ser” do idoso para construir um projeto em que sua  vida tenha significado, valorizando a sua capacidade de sonhar,  de desejar, de criar, pois sem projetos não há vida. A educação para cidadania deve incentivar os sujeitos a conciliarem seus projetos individuais a projetos coletivos, na construção de um significado maior. O exercício de cidadania é uma questão crucial para a inclusão do idoso. A educação para cidadania é um grande desafio a ser enfrentado junto ao idoso: incentivá-lo e instrumentalizá-lo para assumir o papel de protagonista na busca de seu espaço social. O tema da velhice ainda é despolitizado, até mesmo nas unidades de ensino, é necessário que se busque caminhos para politizá-lo. O idoso precisa dominar a política em nível nacional, usando seu poder na família e na sociedade.   A conquista de um novo lugar e significado na sociedade, bem como a marca de uma nova presença do segmento idoso passa pelo exercício pleno da cidadania, exercício de dimensão do ser político do homem.  A visibilidade para o segmento idoso terá que ser conquistada por meio da ação política, garantindo dessa forma, o espaço social para o ser que envelhece.             Assim, a sociedade deve ser sensibilizada e alertada para que tenha uma conduta junto aos idosos que respeite, sobretudo, a sua autonomia. Deve-se ultrapassar a visão de que o idoso precisa de quem lute e fale por ele. O idoso precisa de quem lute e fale com ele. Somente dessa forma poderá ser estabelecida uma relação de respeito efetivo entre o idoso e quem o cerca.  Considerando que o envelhecimento populacional é uma questão social,  defendemos a criação da Secretaria de Proteção dos Direitos da Pessoa Idosa e Portadores de Necessidades Especiais em âmbito nacional e estadual, a exemplo das já criadas Secretarias de Proteção a Mulher e a de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Afinal todos são iguais perante a Lei sem distinção de qualquer natureza ou o aposentado é condenado por crime que não cometeu? Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas, Presidente Estadual e Vice Nacional do Movimento do Aposentado, Pensionista e Idoso do PDT – Partido Democrático Trabalhista


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