Nesse nosso primeiro ano de mandato como vereador da cidade do Salvador, um dos questionamentos mais recorrentes que me fazem é: “Rapaz, com tantos problemas na cidade, você vai ficar defendendo bicho?”. Escuto isso quase que diariamente quando desço da tribuna da Câmara após os discursos, ou quando protocolo meus projetos em defesa dos animais.

Mas antes de enumerar os motivos que me inspiram a lutar pelos direitos dos animais, peço permissão aos leitores para fazer um desabafo. Se há algo que me incomoda e me irrita muito são essas observações, que não raro, são levianas e extremamente preconceituosas.  Este fato me inquieta mais do que uma agressão direta contra um ser humano, pois o homem possui a capacidade de se defender, de revidar, contra-atacar ou até mesmo se calar. Mas os animais, não! Eles sentem dor, frio, fome, são seres sencientes como nós. Eles só não sabem expressar este sofrimento e por isso precisam de uma voz para defendê-los.

Defender os animais não implica em colocar a causa deles acima das nossas. Ao contrário. Significa entender que fazemos parte de um todo e que quando cuidamos desta totalidade estamos cuidando de nós mesmos. Se os animais são seres que pertencem ao mesmo planeta que o nosso, então eles também são portadores de direitos e interesses que precisam ser respeitados e atendidos. Embora ainda não sejam sujeitos de direito, eles são tutelados pela Constituição Federal no seu artigo 225, inciso VII, que os colocam a salvo da crueldade. Vale lembrar, que em períodos de triste lembrança segmentos da própria espécie humana já foram considerados “coisa”.

Temos visto manifestações em diversos países que sinalizam que está nascendo uma nova consciência ambiental, embora tenhamos a impressão que estamos vivenciando o caos. Todo processo de mudança perpassa por este caminho até que se instale a consciência, legítima sucessora do conhecimento. Ativistas, artistas, políticos e a população em geral têm promovido uma retomada da história que, torcemos, consiga possibilitar a sobrevivência do planeta às futuras gerações.

Se na política existem legisladores engajados em defender os interesses das pessoas jurídicas, do transporte urbano, da segurança e do concreto, por que não ser um porta voz em defesa de seres que têm sentimentos, como está mais que comprovado pela ciência, mas que não sabem se expressar? Será que essas pessoas não percebem que o movimento está ganhando cada vez mais corpo? Será que não percebem que há centenas de milhares de indivíduos militando na causa protecionista e reivindicando soluções do poder público? Será que não percebem que as universidades dos países mais desenvolvidos estão divulgando estudos que dizem que os animais são seres fundamentais para a boa relação familiar? Será que ainda não viram que os departamentos da Justiça estão sempre contabilizando crescentes índices de casos de maus tratos aos animais?

E a imprensa? Ora, os melhores veículos de comunicação do mundo têm cadernos, blocos e editoriais voltados para os animais ou, no mínimo, aos seus defensores. Sem falar de inúmeras emissoras de televisão que atentas à causa falam dos animais todos os dias. Gente, até desfile de moda para animais já existe. Ou ninguém nunca ouviu falar no Pet Fashion Week SP?

Pois é, para o azar dos preconceituosos e para a sorte dos animais, a nossa causa está ficando cada vez mais forte. E não vai parar por aí! Doa a quem doer e custe o que custar, continuarei a defender e proteger os animais de toda ou qualquer ameaça ou maus-tratos. Em menos de um ano, possuímos mais de 300 projetos tramitando em defesa dos animais, 40 aprovados e sem sombra de dúvidas, iremos trabalhar incessantemente para potencializar ainda mais a causa animal. Podem me chamar de louco e mesmo um dia não sendo mais vereador, não desistirei da minha missão de vida. É esse conflito de pensamentos e indagações que me impulsiona a lutar cada vez mais pelo o que acredito. Quanto mais debocham da minha cara, mais me inspiro e me dedico pelos 4 patas. Fico extremamente motivado quando surgem novas pessoas sensíveis que aderem ao movimento. É um sinal de que nada é em vão e que estamos conseguindo um progresso em prol da saúde e do bem estar desses seres fenomenais que são os animais.

Saudações Ecológicas.

 

Vereador Marcell Moraes (PV)

 

Integrante das Comissões de Transporte de Planejamento Urbano e Meio Ambiente

Por Jolivaldo Freitas

Vai virar um mico nacional. Acredite! Fiquei sabendo que o Pastor Isidório já reuniu sua assessoria jurídica para entrar com ação na Justiça contra a Rede Globo de Televisão, buscando reparação e o respeito à chamada – plasmática visagem sem chewiro, nem cor - família tradicional brasileira. Diz o incomodado deputado: “O que a TV Globo tem veiculado é atentado violento ao pudor”. No dia 4 passado ele acordou cedo, depois de uma noite sonhando com as palavras de Deus, intercalada por imagens do seu passado, que lhes dão calafrios (e nem quero imaginar que imagens são estas de pecados como banquetes com carne de primeira; drinques coloridos e sobremesas altamente palatáveis, daquelas de se lamber todo e lascívia) e correu para dar a entrada, na Assembleia Legislativa, a uma moção de repúdio contra os ataques da emissora à família verde e amarela e cor de anil.

Na verdade ninguém passou procuração ao pastor para tomar a atitude – nem tão insólita assim. O homem deu entrada e justificou em documento quando pontua o que chama de “insistentes cenas de sexo, beijos entre homossexuais, traições conjugais, homicídios, tentativas de homicídios, assédio moral, humilhação, dentre muitas outras, nas novelas da Rede Globo que, de maneira tendenciosa, atentam contra os bons costumes, com a finalidade de promiscuir e assim destruir as famílias tradicionais cristãs (católicos, evangélicos e demais segmentos da sociedade)”. Se assim o fosse e Deus prestasse atenção Holywood já teria virado pó. Se bem que se virasse pó os atores já tinham cheirado a cidade toda.

Ele diz que vem demonstrar, em nome das famílias cristãs do nosso Estado e de nossa Nação, seu repúdio a cenas que estimulam, de maneira acintosa, a violência, e buscam destruir conceitos éticos, morais e religiosos das famílias brasileiras e da sociedade. Conversei com várias pessoas para saber se deram mesmo procuração para ele falar em nome da família de todos nós e ninguém nem sabia do caso.

Quem é esta família que ninguém sabe ou ninguém viu? Será que foi a família dele que pediu por se sentir constrangida por algum fato que a chocou? Ou amigos dele? Será que a família dele está satisfeita com sua atuação política que muitas das vezes choca a família brasileira? (este espectro sem forma). Minha família e as famílias dos meus amigos e os meus amigos nem estão atentas e alguns me disseram que a maldade está na cabeça do pastor. Foi então que lembre que Isidoro vem a ser o deputado que certa vez assomou o plenário da Assembleia Legislativa para denunciar o fato de ter ido fazer exame de próstata e não ter achado legal. Vociferou e com isso, passado tanto tempo, disse que ficou com medoe incomodado. Seu reacionarismo deve ter levado acólito ou para o hospital ou caixão, com problemas no carocinho de feijão chamado próstata.

Sou da filosofia que é melhor uma dedada mal tomada que morrer com a bexiga comida pelo caranguejo. Acho que fazer exame de toque é mesmo coisa para macho. Só não pode se apaixonar pelo médico ou achar que o médico não foi carinhoso e faltou um beijinho. Que ele não liga, não escreve, não tuita e nem entra no Facebook.

Este negócio de “defender” a família brasileira em ela pedir – “geralmente a família brasileira” é meia dúzia de conservadoras senhoras lá do Mont Serrat, pois nem as velhinhas da Barra ou da Graça dão bolas para o que vai nas novelas - já gerou coisas abomináveis como apoio à Ditadura Militar (quem não lembra da TFP – Tradição, Família e Propriedade que de tão retrógrada e com valores defasados criou tantos problemas para o país no século passado). Pois o Pastor e Deputado Isidoro é de tempos idos, com pensamentos medievais. O que a Band, a Globo, a CNN e até o canal Disney leva para as telas é a versão teatralizada ou matérias jornalísticas sobre o que acontece nas ruas. As TVs não inventaram a roda, nem a pólvora e muito menos o pecado.

Beijo gay incomoda a quem? Horrível é querer policiar, patrulhar, cercear o outro. Cada um sabe de si e a liberdade de escolha é um dos caminhos para ser feliz. Gente infeliz estraga o ambiente. Não sou gay, mas respeito e gosto dos meus amigos que são gays.

Já a violência mostrada em séries e novelas ou filmes é retrato da sociedade. Onde está o pastor que não pressiona o governador e seus pares a executarem ações contra a violência, a pobreza e a ignorância? A Colocar mais policiais nas ruas. Montar presídios modernos e humanizados. O pastor me lembrou minha tia Maria Chiquinha que certa vez ao ver dois gays brigando na entrada do Elevador Lacerda por causa de um bofe me disse e eu ainda era menino.

- Ninguém brigou assim por mim.

Para ela pouco importava quem estava na briga. Valia o ato de se lutar pelo amor de alguém, alguma, algo. E ela já tinha 76 anos de idade e uma família com seis filhos.

A Bahia sempre foi tolerante e não merece um retrocesso.

O homem por natureza é um animal político. Todo e qualquer cidadão tem que enfrentar desafios e obstáculos para realizar sonhos e cumprir missões, seja no campo pessoal ou profissional. No entanto para galgar objetivos é necessário princípios e valores como: dignidade, ética, disciplina, responsabilidade, limite e comprometimento com a coisa pública, visando os interesses coletivos e não individuais.

Carecemos de lideranças em todo segmento da sociedade e de representação política de esquerda/direita/centro (situação e oposição) que defendam os Símbolos Nacionais e os interesses coletivos. Carecemos também, de políticos sábios, pensantes e idealistas com propostas concretas para o desenvolvimento dos Municípios, Estados e do Brasil, é só observar o horário político de televisão para observar o despreparo de princípios e valores. O cidadão, em especial o eleitor, precisa entender que toda e qualquer decisão é política. O pior analfabeto, é o analfabeto político, ele não sabe que a farinha, o feijão, o remédio, a gasolina, o transporte, o material escolar, a escola, tudo, enfim depende de decisão política.

Quando tínhamos uma juventude ativa e participativa com Diretórios e Grêmios organizados nos Colégios e nas Universidades, liderados por cabeças pensantes, ali nasciam os verdadeiros políticos idealistas e comprometidos com as causas ideológicas, sociais e do Brasil. Dos anos 90 para cá, idealistas e lideranças de segmentos da sociedade ficaram sem oportunidades de disputar uma eleição em igualdade de condições, passou a prevalecer o TER de recursos e não o SER de princípios e valores.  O povo tem responsabilidade na escolha do nível de político, considerando que após a Constituição Federal de 1988, o representante da cidadania, a opção é do eleitor.

As unidades de ensino precisam envolver pais, alunos, professores e a comunidade nas discussões e debates nos aspectos político, econômico e social, para uma melhor visualização e conscientização dos jovens quanto ao processo político e os Símbolos Nacionais.

Por esses motivos, convocamos todos os segmentos da sociedade organizada, em especial, os jovens, artistas, intelectuais, trabalhadores, estudantes, OAB e a ABI para juntos exigirmos a Pró Reforma Política Já, a exemplo do Movimento Direta Já, em 1984, a fim de construir um Brasil melhor para as gerações que virão. Lembramos que as pessoas idosas no passado diziam aos filhos “colhemos o que plantamos” e é o que estamos vivendo, uma inversão de princípios e valores.  Homens, livres e de bons costumes precisam retornar a disputar o processo eleitoral, no entanto é preciso a suspensão de todo e qualquer financiamento de pessoa física e jurídica para a moralização e a lisura nas eleições para a participação de todo e qualquer cidadão, sem qualquer distinção de qualquer natureza, afinal todos são iguais perante a lei.

O eleitor deve refletir melhor para não anular o seu voto e não alimentar erros e armadilhas dos que ainda se utilizam da compra de voto do eleitor menos esclarecidos, apesar da atuação do Ministério Público, Controladoria Geral da União, Tribunal Eleitoral e Policia Federal, órgãos que merecem a credibilidade da sociedade pela atuação no combate as fraudes e a corrupção, objetivando a moralização do processo eleitoral no Brasil, no entanto é preciso a participação e a cooperação da sociedade neste combate para varrer os maus políticos.

Se cada cidadão não procurar mudar as atitudes e comportamentos, iniciando em casa, na escola, no trabalho, no transito, dentre outros não são só os governantes e políticos que irão melhorar o desemprego, fome, miséria, carga tributária, benefício de aposentadoria, educação deseducada, saúde doente, segurança insegura e tantas outras políticas publicas, que penaliza a população.  O povo deve fazer prevalecer o SER em vez do TER, aplicando a filosofia dos Três Mosqueteiros: “UM POR TODOS, POR UM”, visando construir um Brasil melhor para todos.

Vamos acabar com esta história de que o Brasil não tem mais jeito?  A solução quem tem que dá somos nós, cidadãos com consciência política e o exercício de cidadania. Não pergunte o que o governo e o político pode fazer por você. Pergunte o que você pode cooperar com o governo e também com o político sério para combater o corruptor, o corrupto e a impunidade. O que falta no Brasil são fiscalização das leis e uma justiça eficiente e eficaz, vamos aprender a exercer a nossa cidadania.

Precisamos, pois, sentir orgulho de ser brasileiro e não só em período de Copa do Mundo para alimentar o capitalismo incoerente e perverso. Este exercício tem o nome de PATRIOTISMO, causa que precisamos inserir em nossos corações. Querer é Poder!

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas, Vice Presidente do PDT de Salvador e Presidente do MAPI - Movimento dos Aposentados do Partido Democrático Trabalhista - PDT. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Há poucos dias li matéria neste conceituado jornal, A TARDE, onde o respeitabilíssimo tributarista, professor e vereador Edvaldo Brito, hoje secretário no governo da Bahia, previa ações inúmeras que seriam impetradas contra o IPTU em Salvador.

Ora, isso faz parte do jogo da vida, pois, todos nós sabemos, “toda mudança sempre traz algum tipo de transtorno”. Não tenho procuração para defender a administração do Prefeito ACM Neto, porém, devo colocar, de público, que um dos motivos que me levaram a apoiá-lo em primeira hora como candidato a prefeito da nossa querida Salvador, foi a expectativa e esperança de que, com sua juventude e força de trabalho, tivesse a coragem necessária de ousar, para mudar.

 E ousar seria romper com os paradigmas administrativos que até então imperavam na gestão pública municipal da primeira capital do Brasil. Estava tudo correndo muito bem, tudo estava muito bom, mas, infelizmente, somente para alguns. E a cidade e a sua população, os turistas, sofriam terrivelmente, sem que fossem feitas as intervenções urgentes e  necessárias para se renovar e até mesmo recuperar o prestígio nacional e o estado de bem viver que sempre existiu na cidade do Salvador, característica essa que a tornou reconhecida nacionalmente.

Muitos investimentos e atitudes que podemos considerar ousadas, diga-se de passagem, já se notam, e estão sendo feitos em todos os bairros e ruas, tanto na zona central como na periferia da cidade, o que leva a população a reagir positivamente. Acredito que com a arrecadação implementada, muito mais se fará por Salvador, e aqueles que hoje estão do outro lado, mesmo no seu íntimo, passam a considerar: ESTÁ VALENDO A PENA!

 A reorganização do trânsito, o recapeamento de importantes avenidas e ruas, os investimentos nas orlas marítimas, as novidades da virada do ano no Reveillon , e a reorganização proposta para a maior festa popular do mundo, o Carnaval, as ciclovias, e muitas outras obras,  são as ações já nos fazem prever uma Salvador bem melhor para se viver.

A cidade e a sua população bem merecem.

Sérgio Passos é médico e presidente estadual do PSDB na Bahia.

Publicado no jornal  A Tarde em 31.01.2014

*Vereador Suíca

Estamos diante de uma data histórica e fundamental para a luta dos povos. No dia 22 de janeiro de 1984 surgia oficialmente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Apesar de tanta perseguição das instituições que não desejam a reforma agrária e o direito dos povos, o MST continua sendo fundamental para aprofundar a democracia no Brasil e essencial para os que desejam a construção de uma sociedade justa e igualitária.

Com orgulho, estamos ligados como parceiros ao MST. Estamos incondicionalmente ao lado das companheiras e companheiros que combatem o latifúndio, símbolo do atraso social que persiste no Brasil vergonhosamente.

O MST mostra que só conquista quem luta de forma autônoma e com firmeza de princípios. Não teria a importância atual e não avançaria a cada dia sem a mobilização do movimento. Defender a reforma agrária e apoiar o MST é combater a concentração de terras nas mãos de poucos.

Segundo dados do último Censo Agropecuário do IBGE, 2,8% das propriedades brasileiras são latifúndios e ocupam 56,7% do território para produção agrícola. Já as pequenas propriedades representam 68,2% do total, mas ocupam somente 7,9% da área total brasileira. Não haverá uma democracia legítima sem a distribuição de terras e condições para que as famílias assentadas possam produzir, distribuir e comercializar alimentos mais saudáveis e que tenham como prioridade alimentar a população brasileira, ao contrário do que faz o agronegócio.

Como bem definiu Leonardo Boff o MST, "resgatam uma das mais ancestrais convicções da Humanidade: a Terra é um bem comum, vital, universal para todos os seus habitantes. Apropriar-se dela, dividi-la e ofendê-la pela excessiva exploração sempre foi considerado um roubo, uma apropriação indébita e um crime de ofensa à dignidade da Mãe Terra".

Nosso mandato em Salvador coloca-se como parceiro, companheiro de luta, na defesa da reforma agrária. Se o campo não planta a cidade não come. A luta pela reforma agrária é uma de nossas prioridades e um dos nossos compromissos.

Saudamos e celebramos os 30 anos do MST e juntos vamos mais longe na defesa de um país mais justo e igualitário.

 

Vereador Luiz Carlos Suíca (PT), integrante da Comissão da Reparação


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