Nelson Rocha

Cantor, compositor e produtor internacional, Jong de Cerqueira é um artista Nordestino, nascido em Irará na Bahia. É posicionado na esperança de um mundo melhor e na missão de mudar esse mundo através da arte e de sua música, que ele se apresenta no dia 06 de novembro, às 19h, na Livraria Cultura do Shopping Salvador, com o projeto “Folk Industrial”. No palco um som pop, para um tema social – o meio ambiente.  Nele o artista faz coro com os movimentos ecológicos que atuam em defesa do meio ambiente e das florestas: “Os cantadores do nordeste cantam o que está ali, na região. Eu canto o que se passa no mundo todo”, diz Jong que está lançando mais um CD e se fará acompanhar do grupo Sertão Elétrico.

Com uma musicalidade que traduz a sonoridade das máquinas industriais em pleno movimento, misturado a elementos sonoros indígenas, aos cânticos de vaqueiros tangendo o gado e à riqueza rítmica das florestas, o Folk Industrial de Jong de Cerqueira apresenta uma integração mágica em que o homem e a natureza dialogam por meio do som.

Com letras que valorizam a poesia simples e objetiva do dia a dia de pessoas que procuram vencer os  desafios da vida, o repertório do projeto evidencia uma realidade na qual a fé é a única perspectiva para a construção de um mundo melhor.

Idealizado por Jong de Cerqueira, um artista à frente de seu tempo, o Folk Industrial nasceu a partir de uma intenção de agregar influências regionais do som de Luiz Gonzaga e de Jackson do Pandeiro a elementos globais do rock progressivo de Led Zeppelin, Pink Floyd e Metálica, por meio da guitarra de Marcelo Francis.

O contraste dessas tendências ganha ainda mais diversidade com a sanfona inconfundível de Oswaldinho do Acordeom e o teclado do ilustre arranjador Lincoln Olivetti (que também assina a co-produção de algumas faixas do disco que o artista está lançando).

 Os tambores  tribais presentes nas músicas que compõem o repertório de Jong de Cerqueira, traduzem o som das matas misturados com o rock dos anos 1960, o baião, o soul, o hip hop e a raiz sertaneja. Assim, o Folk Industrial rompe as barreiras de um estilo que extrapola qualquer definição e se traduz na mais genuína música popular universal.

O projeto conta com dois clipes assinados por grandes nomes do audiovisual no Brasil: Jodele Lacher, em “O Sonho do Guerreiro”, filmado no deserto de Nevada, na Califórnia; e Luis Abramo, com “Michelle”, ambos em destaque no You Tube. Acesse e confira.

Recentemente tive oportunidade de afirmar, em artigo publicado na Tribuna da Bahia, que qualidade de vida era trabalhar perto de casa. Efetivamente, nada existe de esplendoroso neste discurso, mas tão somente a verbalização de um sentimento, que se é caro para mim, certamente, também o é para uma série de outros cidadãos. Como o assunto é bastante complexo, seria impossível diagnosticar, discutir ou propor melhorias simplesmente em um singelo artigo. Proponho enfrentar o problema em três publicações. Essa trilogia, que não é a do “Senhor dos Anéis”, tem como foco Salvador, e espelha a visão de um Edil, que unicamente se dispõe a pensar sobre o assunto, sem ter qualquer pretensão técnico-profissional

Recentemente, Salvador recebeu a visita do ex-prefeito de Bogotá, Colômbia, o Sr. Enrique Peñalosa. Alçado à condição de consultor a nível mundial na área de urbanismo e transporte, após ter governado Bogotá por apenas 4 anos, Peñalosa foi responsável pela implantação do sistema de transporte denominado “Transmilênio”, inspirado no Bus Rapid Transit (BRT), de Curitiba. Implantou, ainda, mais de 350 quilômetros de ciclovias e construiu ou reformou mais de mil parques, enquanto prefeito. Sobre a importância dos parques, Peñalosa dá pistas, ao falar em humanizar os espaços públicos e democratizar a cidade.  É fácil depreender-se que praças, parques e praias são ambientes de lazer, de democratização dos espaços, de valorização do entorno e no campo da mobilidade, de fixação do indivíduo àquela região, afinal, se há prazer em estar em um ambiente, não há a necessidade de migrar. Mais ainda, este ambiente termina por tornar-se polo de atração.
Buscando ser didático, diria, em uma primeira reflexão sobre o tema, que o marco inicial para se combater os problemas da mobilidade é reduzindo-se a locomoção do indivíduo no tecido urbano. Uma dessas formas seria o que alguns arquitetos chamam de cidade compacta. Este modelo consiste na adoção de espaços de uso misto, onde se teriam zonas de moradia, comércio e serviço ocupando, todas, a mesma área. Não é demais supor que, onde há indivíduo, há demanda por serviços, seja durante o dia no ambiente de trabalho, ou durante a noite no âmbito da moradia. Se esses ambientes coexistem numa mesma área, maximiza-se o potencial de serviços. Vale frisar, que o elemento propulsor para este modelo de ocupação deve ser o poder público municipal, através do zoneamento urbano. Em depoimento no Seminário sobre Mobilidade Urbana promovido pelo Jornal Folha de São Paulo, no início de outubro, o prefeito Haddad disse que “a subprefeitura da Sé tem 17% dos empregos da cidade e 3% dos moradores. Você tem um Uruguai todo dia viajando para trabalhar”. Segundo ele, a ideia é revitalizar a região e aproximar as pessoas do emprego. Receita igual a ser empregada no nosso bairro do Comércio em Salvador.
Assim, diríamos numa visão sistêmica, que o primeiro passo para atenuar os problemas da mobilidade urbana consiste em desencorajar-se os deslocamentos. Parece óbvio e na verdade é. Na próxima publicação abordaremos mais conceitos, soluções e o transporte público em si. Até lá.
 
Vereador José G. Trindade é líder do PSL na Câmara

A proposta insana da criação do Fator Previdenciário nasceu do baiano Waldeck Ornelas, quando Ministro da Previdência Social. Esta foi a pior proposta de toda história nos 90 anos de fundação da Previdência Social contra o trabalhador e a pessoa idosa.  É só analisar as palavras do idealizador da Pasta:“A Previdência Social não é de um partido, não é de um governo, é da sociedade, é patrimônio do povo brasileiro”, estas frases foram escritas pelo idealizador do Projeto de criação da Primeira Lei de Caixa de Aposentadoria e Pensões do Brasil, Deputado Federal Eloy Chaves, através da Lei 4.682 em 24 de Janeiro de 1923.

Outra figura ilustre que também contribuiu e muito para a aprovação do Fator Previdenciário, na época foi o ex-deputado Federal Geddel Vieira Lima, Líder do PMDB no Governo de Fernando Henrique Cardoso. “Para o leitor saber a verdade, transcrevemos abaixo trecho da página 479, do Livro “A Arte da Política – A história que vivi” de FHC:” Era de prever a gritaria no Congresso e na sociedade. Os lideres do PFL e do PSDB, cada um a seu jeito, anunciaram que não havia compromisso de aprovar o Projeto de Lei a respeito. A exceção  foi o líder do PMDB Geddel Vieira Lima, para quem a filosofia do projeto agradava seu partido”Nada melhor um dia após o outro. Que tal o eleitor consciente devolver a pena aos partidos responsáveis pela aprovação do Fator Previdenciário nas eleições de 2014.

Requerer aposentadoria no Brasil é querer antecipar o desprazer de viver sem dignidade. No Brasil, a ferramenta básica para requerer aposentadoria é a idade – os homens podem se aposentar aos 65 anos e as mulheres aos 60.  Uma segunda regra permite que muitos se aposentem antes, é o tempo de contribuição com o INSS: os homens, após contribuir por 35 anos; as mulheres, após 30 anos. Esta alternativa é loucura, a redução pode até chegar a 50% do que o salário da ativa. Quanto mais longe da idade mínima (60 ou 65) a pessoa se aposenta, mais pesada é a mão do fator previdenciário, em termos de perdas orçamentárias.

Se o aposentado no Brasil fosse organizado politicamente e participasse ativamente da entidade representativa da categoria na defesa do direito coletivo, com certeza o governo respeitaria mais os aposentados, pensionistas e idosos no Brasil. O aposentado brasileiro precisa se espelhar nas ações de aposentados da Argentina, EEUU, Itália, Alemanha, Grécia, dentre outros, nestes Países mexerem no direito do aposentado a reação é de imediato e aplicada à filosofia de NÓS e não do EU.

Vale lembrar que aposentadoria é prejuízo mesmo desde a implantação do Fator Previdenciário em 1999. O trabalhador quando se aposenta também perde outros direitos como: vale transporte, vale refeição, seguro desemprego e plano de saúde e tem ainda o beneficio reduzido, caso não tenha o limite de idade.

O fator previdenciário acabou não tendo o efeito desejado pelo governo. Foi uma medida impensada, mal estudada e que só fez prejudicar o trabalhador que honrou com o seu dever para com o País. O tiro do governo saiu pela culatra.

Não há fator previdenciário para Parlamentares, Magistrados, dentre outras classes privilegiadas, que podem ter aposentadoria de alguns mil reais enquanto otrabalhador do INSS, que não recebe mais do que o teto máximo de R$ 4.159.  Este é um dos fatores que fazem com que mais 500 mil aposentados estejam ainda no mercado de trabalho e ainda contribuindo para o INSS, sem qualquer tipo de benefício (auxílio doença, acidente de trabalho, etc.) e nem direito à devolução das contribuições pagas em duplicidade para o governo.

Só como ilustração, o governo conseguiu economizar penalizando o trabalhador aposentado uma cifra de bilhões. Aposentados que recebiam 10 a 7 salários mínimos, hoje recebem no máximo 4 a 4,5 salários mínimos e com o passar do tempo, o plano do governo é que nenhum aposentado receba acima de um salário mínimo. Esta é a pura realidade.

O trabalhador deve ficar atento com a equipe econômica do governo, concernente a Regra 85 para mulheres e 95 para homens (idade + contribuição) para a concessão das futuras aposentadorias, que ora está sendo estudada para não prejudicar mais ainda o trabalhador e os futuros aposentados.

O MAPI Agradece a Excelentíssima Senhora Presidenta Dilma Rousseff, pela resposta constante no Oficio nº 1836/2013-GP/GAB/GESTÃO/DGI do Gabinete Pessoal da Presidência da República, datado de 22 de julho de 2013, que consta a palavra “é perfeitamente viável” a criação do PVI – Programa de Valorização do Idoso, proposta formulada através do Oficio 05/2013/MAPI/PDT/BA em 15 de julho de 2013.

Senhora Presidente, o aposentado necessita de um tratamento diferenciado, considerando os relevantes serviços prestados a sociedade e ao País. Querer é Poder!

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas, Diretor Regional do EX - INAMPS/BA, Presidente Estadual e Vice Nacional do MAPI - Movimento do Aposentado, Pensionista e Idoso do PDT – Partido, Democrático Trabalhista. 

Antonio Imbassahy*

De olhos fixos apenas no palanque de 2014, querem limitar as discussões acerca do resultado do chamado Leilão de Libra, o maior campo do pré-sal brasileiro, a um simples debate em torno do significado da palavra privatização. É inegável que houve privatização, aliás, a maior da história do Brasil, pois o vencedor foi um consórcio cujo controle não é público, apesar da negação veemente da candidata-presidente.

A palavra é uma encrenca para o petismo, por questões ideológicas. O desafio agora é explicar a posição antagônica da então candidata Dilma Rousseff, que em 2010 afirmou que seria “um crime privatizar o pré-sal”, e a da, hoje, presidente da República, que entregou cerca de 60% da nossa maior reserva de petróleo para empresas estrangeiras, duas privadas e duas estatais chinesas. Que fique claro: não houve leilão, porque não existiu concorrência.

O governo alardeou o interesse de 40 empresas petrolíferas, depois reduziu o número para 11 e, nos dias que antecederam a escolha, admitiram que quatro consórcios entrariam na disputa. De fato, diante do fiasco e da repercussão internacional, alinhavou-se, de última hora, um acordo fechando o consórcio único para explorar o maior campo de petróleo já visto em águas profundas: a Petrobras, com 40%; a anglo-holandesa Shell com 20%; a francesa Total com 20% e as estatais chinesas CNPC e CNOOC, cada uma com 10%. Tudo definido com o lance mínimo, o menor lucro possível para o país.
 
Alguns fatores afastaram as maiores petrolíferas do planeta, reduzindo a importância do leilão: falta de clareza na definição das regras do jogo e do papel da Petrobras mas, principalmente, da baixa credibilidade do governo federal. Indecisões, demora na realização ocasionaram enormes perdas de oportunidades. Os investidores se afastaram, foram para outros campos do mundo.

O mais sério, entretanto, ainda está por vir. Libra exigirá investimentos em torno de US$ 200 bilhões nos próximos 35 anos. A produção do campo deve começar por volta de 2020, mas já, agora, em novembro, na assinatura do contrato, a Petrobras deverá desembolsar R$ 6 bilhões pelo direito de explorar a área, que sairá dos cofres da estatal. A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou que ‘dinheiro não é problema para a empresa’. Não é verdade. A situação financeira da Petrobras está fragilizada em função de um endividamento recorde de R$ 176 bilhões. Seu lucro caiu 39% no terceiro trimestre, devido a nebulosos negócios.

Não se sabe de onde virão os recursos, mas o governo faz cálculos para  reajustar os combustíveis com “novo” modelo, que lembra o velho e famigerado ‘gatilho’. Enfim, a fraude da demonização das privatizações, o engodo da autonomia do petróleo, a nefasta prática do apadrinhamento para acomodar ‘companheiros’ e o permanente uso da Petrobras para fins eleitorais parece ter chegado ao fim. As urnas de outubro de 2014 darão a resposta.

* Antonio Imbassahy é deputado federal pelo PSDB e líder da oposição no Congresso

 

Sérgio Passo

Neste instante em que o Congresso Nacional retorna para as Assembleias Legislativas de todos os Estados da Federação a prerrogativa de emancipar distritos e criar novos municípios nos muitos rincões brasileiros, não poderia deixar de aproveitar a oportunidade e manifestar-me.

Isso porque sou um emancipacionista convicto, desde que pude vivenciar e acompanhar o desenvolvimento dos vários municípios emancipados de Jacobina, cujo principal hoje é Capim Grosso, além de Ourolândia, Várzea Nova e São José do Jacuípe. Todos eles mudaram muito, e para melhor, as condições de vida de suas respectivas populações, tanto na zona urbana como na zona rural.

Nestes novos municípios foram instalados  bancos, colégios, hospitais, indústrias, o comércio floresceu,  todas as atividades produzindo e gerando emprego e renda, as ruas foram pavimentadas,  praças urbanizadas e estradas abertas para o escoamento da produção. Enfim, a população ganhou, apesar das muitas mazelas que nunca deixam de aparecer, melhores condições de vida.

Entretanto, defendo com vigor o estudo e a aplicação das novas regras de emancipação; pois é através delas que faremos um processo mais democrático e transparente  e que não atenderá apenas à vontade de parcela da população (a ser desmembrada), ou a interesses meramente eleitoreiros.

 Na Assembléia Legislativa da Bahia fui colega do deputado estadual João Bonfim, que hoje preside a Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Casa, a quem caberá a instalação e desenvolvimento dos processos de emancipação dos novos municípios baianos.

O deputado é oriundo e representa o interior baiano, e sei que pelo seu perfil conduzirá com isenção e parcimônia os estudos para a criação de novos municípios,  e sei também que ele jamais deixará este processo transformar-se numa verdadeira farra de proselitismos políticos, como foi outrora.

Solidarizo-me  e desejo boa sorte a todos os distritos que se enquadrem nos princípios básicos da lei, pois as suas populações ganharão e ganharão muito quando forem instaladas as novas comunas.

Sérgio Passos é médico e presidente estadual do PSDB na Bahia


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