Jornalista Lílian Machado 

O Partido dos Trabalhadores, conhecido pelas variáveis que marcam as tendências internas, esquenta o debate em torno do seu futuro e da corrida estadual de 2014 com a aproximação do Processo de Eleição Direta (PED). No âmbito municipal, houve a unificação das quatro candidaturas, sendo Edson Valadares o candidato.  Entretanto, na disputa do diretório estadual há divergências, referentes à atual condução da sigla, centrada no discurso do candidato intitulado de oposição, o jornalista Ernesto Marques, e do postulante com maior número de apoio, Everaldo Anunciação. No total, cinco estão na briga pela presidência estadual do PT. A primeira etapa da decisão será no próximo domingo.

Ontem à noite, eles se encontraram para um debate na Faculdade Visconde de Cairu, quando confrontaram as propostas para o partido. Marques apontou para as controvérsias do PT ao dizer que era “equivocada” a ideia do chapão e a falta de debate. Ele também criticou as deficiências na estrutura organizativa do partido. As declarações mexeram com o clima que antecede o PED.

Ontem, o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, rebateu ao declarar que o candidato estaria “a fim de polêmica”. “Cada candidato tem que construir sua performance. Não é a direção estadual que vai dar a performance. Os candidatos estão em busca de voto e vamos ver quem tem e quem não tem”, afirmou. Jonas seria da base de apoio a Everaldo, confirmando o favoritismo da candidatura.

Everaldo disse que respeitava o direito de expressão do candidato, mas diverge dele, “profundamente”. “Nós somos o partido que mais cresceu eleitoralmente, e, no ponto de vista organizativo, estamos presentes nas 417 cidades. Quem vai avaliar isso são os filiados, no PED a ocorrer”, frisou.

Em conversa com a reportagem da Tribuna, Marques reforçou a tese de sua candidatura ao sinalizar que não importa o resultado eleitoral, mas a “vitória política” de sua candidatura. “Ganhar eleição é muito importante, mas em eleição a gente entra para defender ideia”, enfatizou. Conforme o jornalista, ao final do processo, as propostas expostas vão reverberar numa parcela importante do partido.

Ele afastou a possibilidade de rachas internos, como também qualquer dúvida sobre apoio a candidatura petista para o governo. “A nossa discussão não é ética, nem moral, mas o partido está fragilizado na sua forma organizativa. Os diretórios municipais ficaram muito distantes do diretório estadual, que muitas vezes só são procurados para se fazer intervenções, que na maioria das vezes deixam sequelas, feridas”, disse.

Lílian Machado - Jornalista, Pós-graduação em Estratégias de Comunicação de Relações Públicas, MBA em Mídias Sociais.

Vereador José Trindade (PSL)

 

Conforme dados da ANTP (Agência Nacional de Transportes Públicos), considerando todos os meios de deslocamentos executados em cidades com mais de 60 mil habitantes, caminhadas e pedaladas representam 40% desse total, somando-se a este percentual os 31% dos deslocamentos realizados por meio do transporte individual e os 29% das viagens utilizando-se transporte público (ônibus e trilhos). Ainda que seja a calçada a via utilizada na maioria dos deslocamentos nas cidades, elas acabam por se constituir em verdadeiros obstáculos ao cidadão andarilho. Recentemente, a própria Tribuna da Bahia iniciou uma campanha para derrubada de obra irregular construída sobre passeio da Avenida Octávio Mangabeira, situada em bairro nobre de Salvador. O que dizer das áreas menos assistidas. Aliás, Peñalosa, diz que, nas suas andanças, o que distingue um país desenvolvido de um não desenvolvido é exatamente o estado de suas calçadas.

No que concerne às bicicletas, é importante ressaltar que, como se trata de um meio de locomoção para jornadas não longas, ela terá eficiência se estiver integrada a outros meios de transporte. Desse modo, ciclovias devem ser implantadas em vias com topografia não acidentada e bicicletários devem ser criados em zonas de transbordo ou parada, dos transportes públicos. De qualquer sorte, vale ressaltar o enorme ganho indireto à saúde do indivíduo, com a prática do exercício.

Antes de falarmos sobre o transporte público, propriamente dito, vale reprisar as palavras de Peñalosa sobre mobilidade urbana: “Cidades funcionam melhor quando chegar do ponto A ao B é rápido, simples e barato”. Talvez, numa inconsciente alusão a Salvador, ele complementa: “Uma cidade em que se precisem passar três horas por dia num carro, certamente não é um bom lugar para viver”. Assim, tendo-se sempre em mente esses conceitos, é preciso pensar a cidade levando-se em consideração um conjunto de soluções urbanísticas e viárias, que possibilitem ao usuário o menor tempo no seu deslocamento, sob um custo acessível e que a solução adotada tenha perspectiva de expansão, ante uma necessidade deflagrada, e ainda, planejar-se o uso do solo, de forma a incentivar a manutenção do indivíduo no entorno da sua moradia.

Compreendendo-se a solução para a mobilidade em Salvador como sistêmica, devem ser analisadas as diferentes opções para o transporte público de massa, seja metrô, VLT (Veículo Leve sobre Trilho), BRT (Bus Rapid Transit) ou ônibus, cada qual com suas características construtivas próprias, velocidade de deslocamento, custo de implantação e público atingido, priorizando-se os recursos alocados para o atendimento do maior fluxo de população usuária e vetores de crescimento populacional da cidade. Facilidades de financiamento para adoção de determinado tipo de modal, não devem constituir-se no elemento definidor do modelo a ser adotado. O que importa é solução longeva e abrangente, ou seja, definitiva. Se Londres foi capaz de inaugurar sua primeira linha de metrô em 1863 e Moscou em 1935, em plena era Stalinista, é inadmissível ainda falarmos em inviabilidades para implantação do nosso metrô.

Veremos no próximo artigo, que, à luz dos conceitos de mobilidade urbana, as soluções modais previstas neste momento para Salvador parecem trilhar o caminho correto. Seja o metrô com a linha 1, da Lapa a Cajazeiras, e a linha 2, do Acesso Norte a Lauro de Freitas, ou ainda, o VLT metropolitano, ligando o bairro de Águas Claras a Paripe e por fim, o BRT, da Estação da Lapa ao Iguatemi. Estariam faltando outras complementações, as quais pretendemos abordar no próximo artigo. Até lá!

O vereador José Trindade é membro da Comissão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Salvador

 

por Jaques Wagner

A presidenta Dilma chega hoje à Bahia para inaugurar a Via Expressa Baía de Todos-os-Santos, que, além de ligar a BR-324 ao Porto de Salvador, oferece mais caminhos para a cidade se mover. Talvez seja esta a mais impactante intervenção urbana das últimas décadas em nossa capital.  A última grande obra foi, sem dúvidas, a Avenida Luiz Viana, a Paralela.

Na condição de governador, me empenhei pessoalmente no sentido de convencer a presidenta a abrir sua agenda, transferir seus inúmeros compromissos e nos visitar novamente porque ela foi de fundamental importância para que a Via se tornasse realidade, através de uma parceria entre os governos Federal e Estadual. O meu muito obrigado à presidenta Dilma.

Posso assegurar ao leitor, residente em Salvador, que a Via Expressa é apenas o começo de uma série de intervenções focadas na mobilidade urbana. Esta Via será imprescindível  para a economia, pois passaremos a contar com um equipamento de infraestrutura motivando a  movimentação para o nosso porto, contribuindo para o preço das cargas ser mais competitivo. Como consequência positiva, teremos ainda a retirada de mais de dois mil veículos pesados, entre caminhões e carretas, que sobrecarregam as já saturadas avenidas de Salvador.

Independentemente deste aspecto econômico, gostaria de focar a importância da Via para a mobilidade em Salvador. Para os seus moradores exercerem o direito de ir e vir de forma mais rápida e humana. A Via vai acrescentar novas rotas ao tráfego da cidade. As regiões do Comércio e da Cidade Baixa, de um lado, e do Iguatemi, Cabula e Paralela, do outro, vão ser interligadas pela Via Expressa.

 O investimento em mobilidade é prioridade. É o que o Governo do Estado está fazendo em parceria com o Governo Federal.  E mobilidade não é apenas construir novas pistas. É também investir em transporte público de qualidade. É investir em integração, em transporte multimodal. Num acordo com o município, a Prefeitura passou o metrô para o Estado, que está fazendo a sua parte.

Realizamos um leilão público para retomar as obras do metrô, com o compromisso de colocá-lo nos trilhos já no próximo ano numa linha entre a Estação da Lapa e o Retiro. Finalmente, teremos metrô. Vão ser duas linhas num total de 42 Km. A primeira até a Estação de Pirajá. A segunda do Bonocô ao vizinho município de Lauro de Freitas. Projetos já estão sendo feitos para que o metrô também chegue até Cajazeiras.

O Governo Federal também está investindo em VLT (Veículos Leves Sobre Trilhos) para o Subúrbio e em BRT (Bus Rapid Transit), da Lapa ao Iguatemi, numa parceria com o governo estadual e a Prefeitura, respectivamente. Com isso, ganham os moradores da capital, que brevemente poderão – distante dos engarrafamentos – ter uma qualidade de vida bem melhor, com mais tempo para a família, para o lazer, para o esporte, para a prática de leitura, etc.

Em parágrafo anterior, falei sobre intervenções que estão em processo de licitação ou mesmo sendo desenvolvidas pelo Estado com foco em mobilidade urbana.  Exemplos são: o complexo de viadutos do Imbuí e Narandiba, a duplicação da Pinto de Aguiar, a alça de ligação entre a Avenida Luiz Eduardo Magalhães e a BR-324, a duplicação da Avenida Gal Costa indo até Pirajá, a Avenida Lobato/Pirajá, a duplicação da Avenida Orlando Gomes,  a implantação da 29 de Março, entre outras.

Com as obras concluídas, Salvador terá pela primeira vez na sua história dois corredores transversais ligando a Baía de Todos-os-Santos à Orla Atlântica. Tudo isso, incluindo o metrô, significa investimentos da ordem de R$ 7 bilhões. Vale lembrar que a mesma parceria entre Estado e União resultou na implantação do Complexo Viário 2 de Julho, importante intervenção urbana nas proximidades do nosso aeroporto internacional.

A nossa obrigação é continuar trabalhando e buscando sempre o melhor para Salvador e para a Bahia. Talvez nunca se tenha feito tanto em mobilidade quanto nos últimos sete anos, graças, principalmente, ao apoio do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma.

No último dia 5 de outubro de 2013 a Constituição Federal completou 25 anos de sua promulgação com muita festa e comemoração. De fato devemos celebrar a obtenção de direitos individuais e coletivos ceifados durante quase trinta anos durante os duros anos da ditadura militar. Devem ser reconhecidos os avanços nos direitos trabalhistas, nos direitos da mulher e da criança e do adolescente.

Chama a atenção, contudo, que uma determinada classe de trabalhadores, cito particularmente os empregados terceirizados prestadores de serviço à Prefeitura de Salvador e do Governo do Estado da Bahia, que têm sido tratados com humilhação e desrespeito, ferindo de morte os tão festejados direitos constitucionais.

É notório que estes trabalhadores tenham seus salários atrasados, por dois, três, às vezes quatro meses, principalmente por burocracias do Governo e da Prefeitura, acarretando uma situação vexatória para si próprio e sua família. Este ano de 2013, inúmeros foram os casos de funcionários terceirizados que prestam serviços de limpeza e dos mais diversos gêneros para o Poder Público Estadual e Municipal que tiveram de recorrer à manifestação na Câmara Municipal a fim de ver seus direitos pagos.

Desde funcionários da Secretaria Estadual da Educação a funcionários da Secretaria de Saúde Municipal, recentemente, foram à mídia expor a situação que se encontravam, com famílias inteiras sem receber salários por meses a fio, vivendo de ajuda de vizinhos e familiares. Certamente que por essa a Constituição Federal, no auge da sua intenção de não abandonar seus cidadãos, não esperava por essa.

Ademais, não se pode esquecer que ainda tramita na Câmara dos Deputados um projeto que amplia os casos em que pode ocorrer terceirização no Brasil.

O Projeto de Lei nº 4330/2004, idealizado pelo deputado Federal Sandro Mabel (PMDB-GO), torna legal a efetivação de prestadoras de serviços para executarem atividades-fim em uma empresa. Desta maneira, a qualquer tempo, a empresa que o empregado trabalha pode determinar que este abra uma empresa individual, a fim de evitar o pagamento dos direitos trabalhistas, acarretando uma precarização da mão de obra.

Esta medida vai de encontro à Constituição Federal que, há 25 anos, consagrava direitos trabalhistas que eram, há tempos, amparados pela Organização Internacional do Trabalho. A implementação deste Projeto de Lei nº 4330/2004 garantirá que, casos de violação dos direitos trabalhistas, trabalho escravo, dentre outros perpetrados Brasil afora, sejam, de forma muito vil, legalizados.

Apenas para se ter uma ideia, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), no ano de 2012, em um levantamento feito em parceria com a Central Única dos Trabalhadores, obteve dados de que em média um trabalhador terceirizado trabalha três horas a mais por semana e ganha 27% menos que um empregado direto. No entanto, devemos sempre lembrar que a Constituição é clara, no artigo 1º, inciso IV, ao afirmar que o Brasil “constitui-se em um Estado Democrático de Direito que tem por fundamento os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, em iguais proporções”.

Desta maneira, é louvável que sejam comemorados os 25 anos da Constituição Cidadã, mas, muito mais que isso, devemos enxergar onde os seus braços protetivos não estão alcançando. Devemos refletir sobre como, após quase três décadas de promulgação, os direitos ali expressos, que são violados diariamente, devem ser garantidos, especialmente no que toca aos empregados terceirizados.

 

Vereador Luiz Carlos Suíca (PT)

Presidente da Comissão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente

Nelson Rocha

Cantor, compositor e produtor internacional, Jong de Cerqueira é um artista Nordestino, nascido em Irará na Bahia. É posicionado na esperança de um mundo melhor e na missão de mudar esse mundo através da arte e de sua música, que ele se apresenta no dia 06 de novembro, às 19h, na Livraria Cultura do Shopping Salvador, com o projeto “Folk Industrial”. No palco um som pop, para um tema social – o meio ambiente.  Nele o artista faz coro com os movimentos ecológicos que atuam em defesa do meio ambiente e das florestas: “Os cantadores do nordeste cantam o que está ali, na região. Eu canto o que se passa no mundo todo”, diz Jong que está lançando mais um CD e se fará acompanhar do grupo Sertão Elétrico.

Com uma musicalidade que traduz a sonoridade das máquinas industriais em pleno movimento, misturado a elementos sonoros indígenas, aos cânticos de vaqueiros tangendo o gado e à riqueza rítmica das florestas, o Folk Industrial de Jong de Cerqueira apresenta uma integração mágica em que o homem e a natureza dialogam por meio do som.

Com letras que valorizam a poesia simples e objetiva do dia a dia de pessoas que procuram vencer os  desafios da vida, o repertório do projeto evidencia uma realidade na qual a fé é a única perspectiva para a construção de um mundo melhor.

Idealizado por Jong de Cerqueira, um artista à frente de seu tempo, o Folk Industrial nasceu a partir de uma intenção de agregar influências regionais do som de Luiz Gonzaga e de Jackson do Pandeiro a elementos globais do rock progressivo de Led Zeppelin, Pink Floyd e Metálica, por meio da guitarra de Marcelo Francis.

O contraste dessas tendências ganha ainda mais diversidade com a sanfona inconfundível de Oswaldinho do Acordeom e o teclado do ilustre arranjador Lincoln Olivetti (que também assina a co-produção de algumas faixas do disco que o artista está lançando).

 Os tambores  tribais presentes nas músicas que compõem o repertório de Jong de Cerqueira, traduzem o som das matas misturados com o rock dos anos 1960, o baião, o soul, o hip hop e a raiz sertaneja. Assim, o Folk Industrial rompe as barreiras de um estilo que extrapola qualquer definição e se traduz na mais genuína música popular universal.

O projeto conta com dois clipes assinados por grandes nomes do audiovisual no Brasil: Jodele Lacher, em “O Sonho do Guerreiro”, filmado no deserto de Nevada, na Califórnia; e Luis Abramo, com “Michelle”, ambos em destaque no You Tube. Acesse e confira.


Prefeitura de Salvador
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