“A entrega do mercado do Rio Vermelho, conhecido como Ceasinha, antes de finalizar a obra de requalificação da Feira de São Joaquim, é mais uma prova de que Wagner só se preocupa com a ‘barãozada’ mesmo”, diz o presidente municipal do Democratas, Heraldo Rocha. “Anunciada ainda em 2007, a reforma de São Joaquim, feira que atende especialmente a população da Cidade Baixa e do Subúrbio, se arrasta até hoje. E a Ceasinha, cujas obras foram iniciadas anos depois, mesmo com todos os atrasos no cronograma, foi transformada em shopping para receber um público de classe média alta”, compara.

Para Heraldo Rocha, o fato mostra que a gestão Wagner, além de tocar mal os projetos e obras iniciados, não se preocupa tanto com a população mais carente como costuma anunciar aos quatro cantos. “O discurso do ‘barão da Vitória’ está desafinado. Fica evidente que, na prática, Wagner privilegia o segmento da sociedade que costuma criticar nos pronunciamentos que faz. Essa estratégia de enganação está vencida, e o povo vai se lembrar disso na hora de votar”, dispara.

O presidente municipal do Democratas ainda questiona a forma como o atual governo escolheu os permissionários para os novos boxes acrescidos à estrutura da Ceasinha. “Tudo nesse governo é nebuloso, e não poderia ser diferente com a nova Ceasinha. Apesar da Lei 8.666 determinar transparência em processos que envolvam a exploração de espaços públicos, ninguém sabe quais foram os critérios adotados por Wagner para selecionar os comerciantes que irão explorar os boxes criados com a ampliação daquele mercado”.

O caso, segundo Heraldo Rocha, precisa ser investigado pelo Ministério Público Federal (MPF), Controladoria Geral da União (CGU) e Polícia Federal (PF), uma vez que o investimento de R$ 28 milhões para a construção do novo mercado foi viabilizado através de uma parceria entre o governo estadual e o Ministério do Turismo. “É o PT desrespeitando as leis e dando mais trabalho à polícia, fazendo tudo entre a ‘companheirada’, dentro dos gabinetes climatizados da Governadoria”, afirma.

O presidente democrata ainda levanta suspeita em relação à escolha de uma cervejaria para explorar comercialmente a nova Ceasinha, em regime de exclusividade, por cinco anos. “Como a escolha foi feita? Qual o valor da contrapartida oferecida pela empresa e o que justifica o período de cinco anos para vender produtos e usar os espaços publicitários do local sem concorrentes?”, questiona Heraldo Rocha.



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