O vereador Gilmar Santiago (PT) afirmou, nesta segunda-feira (16), que o novo secretário de Trabalho do município, Bernardo Araújo, parece desconhecer as estatísticas sobre desemprego. “Muito mais que brancos e amarelos, o desemprego atinge a população negra e o prefeito ACM Neto, que não criou nenhuma política para geração de emprego e renda, ainda persegue os ambulantes em toda a cidade”, criticou Gilmar.

Continua a pressão para que o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), deixe o cargo, embora o parlamentar afirme que não vai renunciar. O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy, considera que o caminho para resolver o impasse de vez é a Comissão de Constituição e Justiça declarar o cargo de presidente da Câmara vago. Com isso, haveria nova eleição para o posto.  Para o tucano, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não voltará mais a ocupar a função, pois a ação penal contra ele vai demorar meses para ser julgada. “A partir dessa convicção de que há vacância, elege-se um novo presidente da Casa e o problema estará resolvido”, declarou.

CPMF

Nesse final de semana, Imbassahy também reforçou a posição do partido contrária à volta da CPMF. Segundo o líder, o governo do presidente Michel Temer não poderá contar com os tucanos para a recriação do imposto.

Na sexta-feira (16), o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi questionado por jornalistas sobre o retorno da CPMF e não descartou a medida. O ministro afirmou que pode haver a aplicação de um tributo temporário se houver necessidade.

“Considero um grave equívoco falar de aumento de impostos. A pauta deve ser a drástica redução de despesas, interrompendo a gastança promovida pelo petismo. Quanto à CPMF, não contem com a bancada do PSDB para aprová-la”, disse Imbassahy.

Foto: Divulgação

O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy, defendeu, nesta quinta-feira, 12, que o Congresso trabalhe incansavelmente em torno de projetos que possam retomar o crescimento nacional e afirmou que o PSDB apoiará integralmente as propostas do novo governo em prol da tão necessária reconstrução nacional.

Imbassahy avalia que os inúmeros erros da presidente afastada, Dilma Rousseff, e de seu partido, o PT, no governo foram os responsáveis pelo apoio incondicional de maioria esmagadora da população a um processo de impeachment legítimo e com base jurídica já comprovada pela mais alta corte da Justiça brasileira, o Supremo Tribunal Federal.

De acordo com Imbassahy, os 55 votos favoráveis à continuidade do impeachment e ao afastamento de Dilma atestam que a petista dificilmente conseguirá retomar ao cargo. “É um resultado praticamente definitivo, pois ultrapassou o mínimo necessário, de 54 votos, para o julgamento no mérito [fase final do processo]. Claro que teremos que aguardar essa etapa, mas está evidente que esse afastamento, tecnicamente provisório, tem efeito praticamente definitivo”.

O líder tucano destacou a legitimidade e constitucionalidade do processo de impeachment, ao lembrar que Dilma cometeu crimes de responsabilidade. Imbassahy refutou a tese do “golpe”, que Dilma voltou a defender assim que foi comunicada sobre seu afastamento. “Quem poderá responder sobre isso é o STF, pois inúmeros questionamentos foram levados à Corte e ela derrubou todos porque não tinham fundamento.

O deputado destacou que o presidente em exercício, Michel Temer, tem a mesma legitimidade do voto que Dilma e destacou que ao contrário do que hoje acusam os petistas, foram eles que escolheram o peemedebista para ser vice e, automaticamente, para assumir o comando do país em caso de ausência da presidente.

Para Imbassahy, Temer precisará agir rapidamente e de maneira correta para que adote medidas capazes de reconstruir a economia. “Espero que mande para o Congresso o quanto antes medidas nesse sentido. Temos que interromper esse ciclo de desemprego que está crescendo, estabelecer níveis aceitáveis para a inflação, recuperar a renda das famílias e pensar nessa questão do endividamento das pessoas. É preciso restabelecer a confiança, que passa primeiramente pela retomada da economia”.

PSDB na base do Governo

De acordo com Imbassahy, independentemente de cargos ou composição de ministérios, o presidente em exercício pode contar com o apoio integral das bancadas do PSDB na Câmara e no Senado. “Trata-se de um compromisso de fazer com que o Brasil volte a ter rumo e tenha inclusive uma retomada da confiança nos seus governantes. Temos que pensar na unidade, concentrar esforços na reconstrução da economia, interromper esse círculo trágico do desemprego e da perda de renda da população. Vamos propor, aprovar projetos e cu mprir com nossa obrigação de reconstruir o país. Temer terá uma ampla base no Congresso”.

Faltou Autocritica ao PT

Nem mesmo depois de amargar a maior rejeição popular entre todos os presidentes que o Brasil já teve e ser afastada de suas funções pelo Congresso, Dilma reconheceu seus erros. Para Imbassahy, o mínimo que a petista poderia fazer era pedir desculpas à população. “É até lamentável. Ela teve muitas oportunidades para reconhecer que errou, pedir desculpas ao povo brasileiro, mas preferiu continuar com o mesmo ‘blá blá blá’. É por isso que o afastamento acabou acontecendo. Mas, dela era isso que se esperava mesmo”

PT e PC do B  prometem oposição radical

Líderes petistas já afirmam publicamente que votaram contra qualquer projeto proposto pelo governo Temer. Para Imbassahy, após causarem tão grande crise no país, PT, PCdoB e seus poucos apoiadores que restaram deveriam, ao menos, fazer uma oposição responsável. “Nada de ódio, de querer dividir a população brasileira ou incitar conflitos. O PT está saindo também por esse tipo de atitude. No Parlamento, o debate e a divergência são naturais. Se forem por esse caminho terão nosso respeito. Mas, se passarem disso, a própria população irá repudiar suas atitudes

 Imbassahy diz que Brasil inicia nova etapa de esperança, com muito trabalho

O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy, avaliou como esperado o resultado da votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, concluído, às 6h34 desta manhã, no Senado. O placar foi de 55 votos a favor e 22 contra.  Segundo Imbassahy, o Brasil vira uma página de sua história e vislumbra novas perspectivas diante da ascensão do governo de Michel Temer, que se inicia.

“Agora surge uma nova etapa para o país. Conseguimos interromper esse ciclo tão negativo, que tanto mal causou o país, com desemprego, inflação alta etc. Agora vamos reconstruir a economia, trazer volta a expectativa e a esperança de um novo cenário. É isso que honra o mandato”, disse ele, acrescentando que esse resultado foi fruto de muito trabalho. “O nosso compromisso é continuar trabalhando incessantemente, e fazer um Brasil melhor”, concluiu.

Última chance

O governador Ruy Costa avisou ao senador Walter Pinheiro que se ele quiser a Secretaria de Educação da Bahia deverá assumir até segunda-feira, dia 23. Com esse ultimato Walter Pinheiro terá que decidir que para isso o governador deverá publicar o ato de nomeação do senador até sábado. Nos bastidores, o pessoal do cerimonial já começou a organização da posse do novo secretário.

Novos desempregados

Na Bahia, com a saída de Dilma Roussef da presidência, além dos ministros Jaques Wagner (Secretário da Presidencia) e Juca Ferreira (Cultura), também ficarão desempregados vários outros titulares de cargos federais na Bahia. Abaixo segue uma lista com alguns nomes e seus padrinhos:

  • Robson Almeida, ex-chefe de gabinete da Secretaria Geral da Presidencia;
  • Fernando Schmidt, Chefe de Gabinete de Jaques Wagner; 
  • Pola Ribeiro, da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura;
  • Cassiano Ferreira Filho, Superintendente Regional da Infraero (indicação da deputada federal Moema Gramacho);
  • Wellinggton Resende, Delegado Regional do Ministerio do Desenvolvimento Agrário (indicação do deputado federal Afonso Florence);
  • José Maria de Abreu, Superintendente Regional do Trabalho(Indicação do deputado federal Luiz Caetano);
  • José Rebouças, da Codeba e Josafá Marinho de Aguiar do DNOCS (indicações do senador Otto Alencar);
  • Fernando Ornelas, Superintendente do IPHAN (indicação do deputado federal José Carlos Araújo);
  • Andrea Mendonça, vice-presidente dos Correios (indicação do deputado Félix Mendonça Jr);
  • Ney Campelo, vice-presidente de Rede de Agências de Varejo dos Correios (indicação do PC do B);
  • Vicente Neto, diretor da Funasa na Bahia (indicação da deputada federal Alice Portugal);
  • Carlos Alexandre Brandão, superintendente da Ceplac (indicação do deputado Roberto Brito.

Além desses, outros cargos como as superintendências regionais da Codevasf de Juazeiro e Bom Jesus da Lapa e a Superintendencia de Patrimonio da União. Isso apenas nos cargos de segundo escalão. Ainda tem os de terceiro escalão. 

Na avaliação do vereador Gilmar Santiago (PT), o prefeito ACM Neto não tem argumentos concretos para se defender das críticas do governador Rui Costa sobre a falta de ações nas áreas de saúde e de educação. “Salvador continua a ter a pior atenção básica de saúde entre as grandes capitais e a pior educação infantil do Nordeste. E o prefeito, depois de três secretários de Educação em três anos de gestão, continua devendo creches para cerca de 140 mil crianças”, diz Gilmar.

O vereador petista ressalta que já no final do mandato o prefeito continua a submeter os estudantes da rede pública municipal de ensino a salas de aulas improvisadas em contêineres, enquanto reforma escolas a passos de tartaruga. Sobre a saúde, Gilmar afirma que o número de equipes de saúde da família e de agentes de combate a endemias não atende nem 40% da população.

“Se há alguém desesperado, esse alguém é o prefeito, que está na iminência de perder o protagonismo em Salvador se houver esse governo do golpe. Ele é quem tem muito que temer com a ascensão do vice-presidente e do futuro articulador político”, avalia Gilmar.

Gilmar Santiago: a democracia perdeu com o afastamento da presidenta Dilma

Ao avaliar o afastamento da presidenta Dilma Rousseff para prosseguimento do impeachment, o vereador Gilmar Santiago (PT) afirmou que a democracia perdeu. “Venceu a truculência daqueles que ao longo da história do Brasil sempre se juntaram para defender os interesses da minoria desde a escravidão, passando por todos os períodos históricos e culminando na ditadura civil-militar de 64 que durou mais de 20 anos”, analisou.

Gilmar lembrou que depois a redemocratização do país conquistamos as diretas e nos governos Lula e Dilma iniciamos um ciclo de inclusão social jamais visto na história. “É contra esses direitos mínimos – Bolsa-Família, cotas raciais, salário mínimo acima da inflação, Minha Casa Minha Vida, Prouni, Fies e outros – que o golpe foi dado”, avaliou. Ele acredita que o afastamento de Dilma não é o fim de um ciclo. “Através da luta reconquistaremos novamente a democracia e lutaremos contra a retirada dos direitos dos trabalhadores e do povo”, conclamou.

Foto: Divulgação 

Para o vereador Gilmar Santiago (PT), ao classificar os atos contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff de “baderna” e pedir repressão policial para os manifestantes o prefeito ACM Neto demonstra, mais uma vez, que a modernidade apregoada por ele e muitos de seus seguidores é apenas cronológica. “É um jovem com discursos e ideias carcomidas, de mais de 50 anos atrás, que tenta se fazer moderno unicamente pela propaganda”, resume o vereador.

Gilmar assinala que o receituário ancestral do prefeito inclui, além de repressão aos movimentos sociais e aos sindicatos, concentração de investimentos em áreas nobres, em detrimento dos bairros populares. “O prefeito tem o figurino acabado da República Velha e da ditadura civil-militar de 1964, quando a questão social era caso de polícia”, critica.


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