Para o ex-senador Pedro Simon (RS), a nomeação de vários ministros militares para o governo de Jair Bolsonaro não traz riscos à democracia brasileira. "O País vive um momento preocupante, mas não vejo nessa participação a possibilidade de golpe. O novo governante  tem que definir seu caminho e defendo a necessidade de reformas previdenciária e partidária, dentre outros projetos". Ele foi o palestrante da noite de quarta-feira (05) na Fundação João Fernandes da Cunha com o tema "Ética e o momento político brasileiro" no evento promovido pelo Instituto Rômulo Almeida de Altos Estudos (IRAE) em parceria com a FJFC.

A Mesa dos trabalhos foi composta pelo presidente da FJFC, Silvoney Sales, escritor Joacir Góes, o subsecretário de Governo Carlos Sodré e o palestrante. Os presidentes do Instituto e da Fundação, Flávio Almeida e Silvoney Sales, destacaram a participação do ex-senador gaúcho por compartilhar com a sociedade civil organizada da Bahia assuntos pertinentes à realidade brasileira e política de modo geral.

Simon destacou a Operação Lava-Jato como um divisor de águas na recente história política do Brasil e elogiou o ex-juiz federal Sérgio Moro como responsável "por colocar na cadeia pessoas que antes passavam longe de condenação". Elogiou ainda a Ficha Limpa "que evitou candidaturas de muitos condenados" e citou a prisão após condenação em 2ª Instância como "um grande passo para o Brasil consertar seus rumos".

Em relação ao novo governo que assume em janeiro de 2019, disse que a governabilidade somente será possível por meio da busca de entendimento. Acrescentou que "por goela abaixo", nada será aprovado na Câmara e no Senado, entendendo que serão exaustivas as discussões e os debates com os parlamentares para que o governo Bolsonaro consiga seus objetivos.


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