Foto: Reginaldo Ipê/CMS

O auditório do Centro de Cultura da Câmara Municipal sediou, na manhã desta segunda-feira (6), a primeira edição do intercâmbio entre estudantes, acadêmicos e representantes de movimentos sociais da capital. A roda de diálogo abordou questões da moradia e economia popular nas regiões do Centro Histórico e Subúrbio de Salvador. 
De acordo com o professor Leandro de Souza Cruz, da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia, representante do grupo de pesquisa Lugar Comum, o encontro faz parte do último ano do programa de intercâmbio entre estudantes de pós-graduação da FAUFBA, em parceria com a equipe do Master em Práticas de Desenvolvimento Social da The Bartlett Development Planning Unit, grupo de alunos da universidade de Londres, University College London. O evento foi organizado pelos diretores da Associação de Moradores e Amigos do Centro Histórico (AMACH), Jecilda Cruz Mello, Cícero Mello e Sandra Regina. 

Demandas

“O objetivo principal é tentar comunicar aos representantes do poder público as demandas que saíram nos estudos feitos pelos estudantes, juntamente com representantes sociais e lideranças comunitárias”, contou o professor da University College London, Alexandre Apsan.
Entre as demandas apresentadas pelos representantes de associações, a mais exigida foi a facilitação do comércio informal para os moradores de conjuntos habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida, localizados em regiões isoladas de Salvador. Como exemplo, o representante do Movimento Sem Teto da Bahia (MSTB), Vagner Moreira, citou a falta de construções comerciais ao redor do Bosque das Bromélias, na rodovia CIA/Aeroporto. “Não tem espaço nem para padaria. E as condições de comércio local são insalubres. Os órgãos públicos não oferecem infraestrutura e comércio nas proximidades”, contou Vagner.
O gestor da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), Leo Prates, afirmou que a busca por melhorias para o cidadão de Salvador converge tanto para o poder público, quanto para os movimentos sociais e os professores. “A busca é por um entendimento ao direito à cidade, para que as pessoas possam viver melhor”, completou.
Compuseram a mesa da sessão, ainda, a moradora da Nova República, no Nordeste de Amaralina, Vera Lucia Teixeira; o radialista Luiz Damasceno, do Nordeste de Amaralina; o artista plástico Joseval de Jesus, de Saramandaia; a gerente Eleonora Mascia e a assistente Alaine Costa, ambas do Programa de Habitação de Projetos Sociais na Caixa Econômica Federal. 



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