Maior hospital público do Norte-Nordeste do Brasil, o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, sediará o I Simpósio Multidisciplinar de MAV Cerebral da Bahia neste sábado,  31 de agosto, às 8h. A ação, que se propõe a apresentar uma visão contemporânea do tema, é uma iniciativa integrada dos serviços de neurocirurgia e de radiologia intervencionista da instituição. 

Condição rara – com menos de 150 mil casos, ao ano, no país – a malformação arteriovenosa (MAV) surge por um desvio do desenvolvimento normal dos vasos do sistema nervoso, que resulta na comunicação direta entre as veias e as artérias. A doença costuma ser encontrada, fortuitamente, em exames de imagem de rotina.

As malformações arteriovenosas são avaliadas de forma multidisciplinar, ou seja, por um grupo de médicos. Assim, neurocirurgião, radiologista intervencionista e radioterapeuta analisam o caso para decidir, junto com o paciente, o melhor tratamento, levando em conta, também, o grau da MAV.

Foi o caso da esteticista Luciana Cabral, que, após ser diagnosticada com MAV, precisou se submeter à neurocirurgia e à embolização no HGRS. Ela esperou 43 anos para descobrir que o que os médicos classificavam como labirintite, tontura, transtorno do humor e depressão era, na verdade, uma malformação arteriovenosa.

“Eu levava uma vida normal, apenas sentia dores de cabeça, mas estranhei quando tive a primeira convulsão, aí procurei o pronto-socorro”, lembra Luciana, que detalha: “quando fui transferida para o [hospital] Roberto Santos, soube que minha MAV já tinha sangrado. Era muito grande, uma das maiores da unidade naquele momento. Por isso, tive que fazer a embolização antes de passar pela cirurgia. Eu sabia que corria risco de morte, mas, graças a Deus e à equipe que cuidou de mim, oito meses depois, estou ótima, me movimento e consigo me expressar bem”.



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