Membro da Comissão Especial da Promoção da Igualdade da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o deputado Hilton Coelho (PSOL) criticou a Portaria nº. 19.670/2019, do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) concedendo licença prévia válida pelo prazo de cinco anos à Naturalle Tratamento de Resíduos Ltda. para manejo, tratamento, valorização e disposição final de resíduos.

Para o parlamentar, é vergonhosa a omissão estadual diante deste atentado ao meio ambiente e um evidente caso de racismo ambiental. De acordo com o PDDU do município de Simões Filho, o aterro da Naturalle está em Zona Especial de Interesse Ambiental, que não possibilitaria a localização de empreendimentos desta tipologia na área em razão dos impactos para as comunidades e ecossistema da região, conforme relato que recebemos. Os moradores acusam a prefeitura e o Inema de conivência com essa burla à legislação socioambiental e permitir a localização do empreendimento sem levar em conta a legislação municipal. Manifesto meu repúdio a este absurdo e nos empenharemos para que o Poder Legislativo atue para impedir este ataque ao meio ambiente”

Preocupado com os riscos ambientais, o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) solidarizou-se com a comunidade do Vale do Itamboatá, Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que está ameaçada com a instalação de um lixão na área. “Cerca de 60 hectares de Mata Atlântica, parte de um raro corredor ecológico da RMS, será atingido. Todo ecossistema do entorno está sob ameaça da implantação de um lixão, chamado pela empresa Naturalle de ‘empreendimento central de tratamento e valorização de resíduos’. O Inema e a prefeitura de Simões Filho autorizam este absurdo dentro de uma área de comunidades tradicionais, quilombolas, uma evidente prática de racismo ambiental

O Movimento Nossas Águas, Nossa Terra, Nossa Gente, situado em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, há tempo denuncia a ação nefasta da Naturalle e a omissão da prefeitura de Simões Filho e o governo estadual. São mais de 10 mil pessoas, em sua maioria povos da terra, agricultores, quilombolas, ervateiro, assentamentos sustentáveis espirituais e religiosos, que utilizam água de poços e vivem de forma sustentável e tradicional. Devemos juntos combater este racismo ambiental, este ataque à natureza. A ALBA deve tomar uma medida concreta contra este absurdo que atinge remanescentes florestais que guardam a qualidade de mananciais hídricos estratégicos para o abastecimento de água de toda Região Metropolitana de Salvador, além de servirem de refúgio para a vida silvestre e salvaguarda de espécies da Mata Atlântica ameaçadas de extinção”, conclui Hilton Coelho.


Prefeitura de Salvador

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