Debate sobre racismo institucional envolve profissionais da saúde e sociedade civil de Lauro de Freitas

“Eu não entendia o que era e não sabia o quanto isso afeta as pessoas”.  Com essa reflexão, Rita Farias, recepcionista da Unidade de Saúde da Família Irmã Dulce, em Portão, participou do debate “Sensibilização sobre Racismo Institucional”, nesta sexta-feira (14), realizado na faculdade Unime. O evento foi iniciativa da Superintendência da Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde (SESA) de Lauro de Freitas.

A reflexão de Rita foi provocada pela palestra de Ubiraci Matildes, coordenadora do Comitê Técnico de Saúde da População Negra – Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB) – que especificou como se manifesta o racismo nas estruturas de organização da sociedade e nas instituições. A proposta foi para repensar o comportamento e tratamento de profissionais da saúde nos atendimentos.

“Debater racismo é também falar sobre SUS e suas desigualdades de atendimento. A estrutura racista do sistema de saúde e demais instituições se configura pelo comportamento de cada indivíduo que presta o serviço. É preciso entender a história e mudar a forma como se enxerga a população negra”, considerou Ubiraci.

Racismo institucional foi definido pela coordenadora, após explicar diferenças entre raça, etnia e formas de preconceito, como diferenciação nos atendimentos profissionais às pessoas por causa de sua cor ou origem étnico–cultural. Neide Justo, coordenadora de Ações Programáticas Estratégicas (SESA), apontou que o combate ao racismo dentro das organizações não é uma responsabilidade apenas dos negros.

Secretária de Políticas para Mulheres (SPM), Ednalva Santos, aplaudiu a iniciativa do debate que considera fundamental para uma sociedade mais justa.  A temática “Racismo Institucional e Implementação do Comitê Técnico de Saúde da População Negra” também foi discutida com gestores das secretarias municipais e a Coordenação da Promoção da Equidade em Saúde (SESAB).

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