Nelson Leal chama retrocesso civilizatório de ‘escravidão contemporânea’, em moção pelos 173 anos de Castro Alves.

Presidente da Alba destaca legado da obra do poeta e a atualidade de seu brado, em versos líricos, em defesa do nacionalismo e do povo brasileiro.
Para marcar a passagem dos 173 anos de nascimento do poeta baiano Castro Alves (14.03.1847 – 06.07.1871) -, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Nelson Leal (PP), apresentou moção de congratulações à Secretaria Geral da Mesa da Casa, na manhã desta sexta-feira 13.
Chefe do Legislativo estadual elogia a rápida, mas fulgurante, vida literária do autor de Espumas Flutuantes (1870) e Cachoeira de Paulo Afonso (1873), nascido no município de Muritiba, recôncavo baiano.
 Nelson Leal coloca em relevo a atualidade dos versos do Poeta dos Escravos, ao traçar um paralelo com a crise de caráter político, social, econômico e institucional que o Brasil atravessa. E salienta sua luta em defesa da Abolição da Escravatura (1888), como precursor do movimento abolicionista no país, e pela Proclamação da República (1889).
“Como um verso por ele aclamado, salta aos olhos a atualidade da poesia de Castro Alves, 173 anos depois. Vivo fosse, diria, com o seu lirismo temático, que o retrocesso civilizatório é a escravidão da contemporaneidade. Seu nacionalismo, hoje, estaria contra a sonegação de aposentadorias, o fim da seguridade social, da soberania nacional e outros ataques a direitos de sua gente”, comentou, o presidente da Alba.
Nelson Leal recorre a outra obra-prima do poeta, para reiterar a vitalidade do seu legado, e fazer uma crítica ao estímulo de práticas que semeiam o ódio, engessam a paz e reforçam a divisão do país no momento.
Escreveu Castro Alves, em Navio Negreiro VI: “Existe um povo que a bandeira empresta, pra cobrir tanta infâmia e covardia; e deixa-a transformar-se nessa festa, em manto impuro de bacante fria”.
“Penso que carece da mais elementar razoabilidade, alguém enrolar-se na bandeira brasileira, um dos símbolos da nação, e ocupar as ruas para atacar as instituições, o STF, pedir ruptura à ordem institucional e democrática. Esta desonra ao Brasil é a infâmia e a covardia a que referiu-se Castro Alves”, entende, o chefe da Alba.

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