“Precisamos manter a missão de salvar vidas na luta contra o Coronavírus Covid-19”

A demissão do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, ocorrida no dia 16 de abril, expressa para a sociedade brasileira o ápice das posições contraditórias do presidente Jair Bolsonaro e da falta de articulação política com governadores e prefeitos. Sente-se, assim, a ausência de um líder para unir o País no combate à pandemia do Coronavírus Covid-19 diante de uma estrutura de saúde pública que ainda deve muito ao povo brasileiro.

A nova doença, a SARS-COV-2, surgiu na China e alastrou-se para outros países, deixando um rastro de seres humanos infectados e devido a letalidade do vírus, um grande número de mortos em países como Itália, Espanha, França e, recentemente, os Estados Unidos. Países esses que através dos seus governantes adotaram posições contraditórias semelhantes ao presidente brasileiro, privilegiando o interesse econômico em vez de dar a devida atenção à ciência médica e à Organização Mundial da Saúde (OMS), e hoje pagam caro com o número assustador de mortos em seus territórios.

No Brasil, o presidente tentou fazer com que o Ministério da Saúde, através do ex-ministro Mandetta, fizesse a opção de privilegiar a economia em detrimento da vida, porém, o compromisso da pasta e seus dirigentes sempre foi com a ciência e diretrizes da OMS perante a pandemia, principalmente quanto às medidas sugeridas de isolamento e distanciamento social e ações restritivas. Essas ações fizeram com que fossem salvas muitas vidas, mostrando ao dirigente maior do Brasil que a ciência médica está sempre com a verdade.

Sabemos que nosso País, na América do Sul, tem o maior índice de infecção por Coronavírus Covid-19 e temos obrigatoriedade de acompanhar o ritmo da evolução da curva de mortos infectados/doentes, isso para que possamos definir estratégias, uma vez  que o ex-ministro vinha defendendo a ampliação de testagens por parte dos estados e municípios, observando-se que a administração municipal de Salvador já iniciou essa ação.

O brasileiro sabe muito bem porque Mandetta foi demitido: por causa das suas qualidades técnicas, pelo protagonismo nas ações do Ministério e o percentual de 80% de aceitação por parte do povo. Cito ainda o grande número de acertos nas decisões tomadas e, principalmente, por ter descentralizado as ações do governo federal com governadores e prefeitos.

Concluo, enfim, que proteger a saúde financeira da economia é, primeiro, o compromisso de salvar vidas. Vamos cantar como Rita Lee na musica “Saúde”, em que ela diz “quero mais saúde”. E desejo ao atual ministro, Nélson Teich, sucesso na sua gestão, seguindo os princípios da ciência e das regras da  OMS.

Vereador e Médico Odiosvaldo Vigas (PDT), membro da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Salvador: 

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