Empresas do setor de Turismo da Chapada Diamantina pedem Socorro

*Artigo de Edileide Mauhnoom e Ofer Mauhnoom :

Diante dessa pandemia do Coronavírus Covid-19, que traz consigo uma crise sócio-econômica mundial, como faremos para nos salvar na tempestade? Fazemos essa pergunta pensando no coletivo, no momento atual e do que nos espera futuramente, após a crise. Salientamos que já estamos em procedimento emergencial com o isolamento social, fechamento  do comércio, o “ficar em casa” e, de todo o coração, ainda buscando ajudar as pessoas mais carentes com doações, assistência governamental e outros auxílios.

Mas, frente a isso tudo, não esqueçamos das dificuldades que os pequenos empreendedores enfrentam em Lençóis, na nossa região da Chapada Diamantina, na Bahia e no Brasil. Pois se já não era fácil a sustentabilidade das  pequenas empresas em dias normais, imagine com  o fechamento do comércio e prestação de serviços por tempo indeterminado?

Portanto,  temos que analisar também  a situaçào das pequenas empresas.

Como  sobreviverão à crise? Os compromissos famíliares  continuam a chegar mensalmente e além  disso temos que sustentar os negócios num periodo de receita zero – salários, aluguéis, despesas internas, água, luz, seguros, prestações assumidas e impostos em geral.

Assim, perguntamos: quais são os planos concretos, objetivos, dos governos municipal, estadual e federal para ajudar as   pequenas empresas,  que  representam 80% da economia geral e são os segmentos que mais geram emprego e renda na economia brasileira?

Não basta falarmos apenas de facilitação de crédito, empréstimos ou adiamento nos pagamentos de impostos, pois quando sairmos desse fase,  a economia ainda estará em queda  e levará um bom tempo até se reerguer. E não teremos condições de pagar as despesas atuais, futuras, empréstimos e débitos adiados.

Observemos que em outros países envolvidos na crise, na pandemia, os governos publicaram planos para aquecimento econômico. Assim, garantiram às pequenas empresas, auxílio emergencial financeiro para cada uma delas de acordo com as declarações do Imposto de Renda e do nível das perdas.

Aqui no Brasil, sem esse tipo de projeto ou plano de governo, as empresas não terão condições de se manter, de ficar abertas e garantir  empregos aos funcionários. E aqueles que atuam no ramo do Turismo, estão vendo que o setor, em especial, não está sendo prioritário agora e se anteve a mesma situação no pós crise, o que traz preocupação crescente a cada novo dia. Sem falar ainda que quando sairmos da pandemia, teremos a crise econômica e a condição de que as pequenas empresas é que movimentam as economias locais.

Enfim, por essas e outras situações, precisamos nos unir e pedir:

1° –  Abertura e facilitaçāo das linhas de crédito oferecidas pelos governos. Que sejamos atendidos com urgência aqui em Lençóis pelas agências do Banco do Brasil e do Bradesco;

2° – Cancelamento dos impostos municipais, estaduais e federais enquanto perdurar a pandemia do Coronavírus Covid-19;

3° – Auxílio financeiro emergencial para as pequenas  empresas, para que as mesmas mantenham-se em funcionamento e garantam empregos e postos de trabalho aos seus funcionários;

4º – Fortalecer o suporte das campanhas solidárias em prol da população mais carente e, que, consequentemente vem sendo a mais atingida pela pandemia.

*Edileide Mauhnoom e Ofer Mauhnoom são empresários da área de Turismo, em Lençóis, na Chapada Diamantina, Bahia.

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