Complexo Policial de Porto Seguro abriga 5 presos com suspeita da COVID-19

O SINDPOC denúncia o descaso no Complexo Policial de Porto Seguro, que abriga 5 presos custodiados com suspeita da Covid-19. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis, os presos estão em isolamento dentro do próprio complexo, que está com super lotação.

Para o presidente do SINDPOC, Eustácio Lopes, trata-se de mais um caso de abandono das Delegacias de Custódia, que expõe os servidores da policia civil ao risco eminente de contrair o novo coronavírus.

Diante do cenário da curva de contaminação no Estado, Eustácio ainda pontua que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a medida provisória 927/2020, que decidiu, em liminar julgada no dia 29 de abril, que o fato de o trabalhador ser contaminado por Covid-19 é considerado como doença ocupacional, o que, por sua vez, equipara-se a acidente de trabalho.

Eustácio Lopes, acredita que o número preso infectados na Bahia seja ainda maior. “Não tem como garantir que só quem estava na delegacia foi exposto, existe uma rotatividade de cidadãos, policiais militares, parentes de presos e advogados. O Sindicato vem cobrando há vários dias medidas mais duras quanto a aferição de temperatura destes presos, testes rápidos, além da transferência para as unidades prisionais, porém a Secretaria de Segurança Pública e a Gestão da Polícia Civil fecham os olhos diante da tragédia anunciada”, pontua Eustácio.

“Vale ressaltar que o SINDPOC vem cobrando da gestão equipamentos de proteção individual, além de um local para o isolamento destes presos. Hoje, todos os policiais civis estão expostos por uma falta de planejamento no combate a pandemia na segurança pública”, afirma Eustácio.

O sindicato reivindica que o Complexo Policial de Porto Seguro passe por desinfecção, a transferência dos presos custodiados seja imediata e testes rápidos a cada 15 dias para os policiais que trabalham nas delegacias do Estado.

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