Técnica para tratar câncer hepático é realizada de forma pioneira na Bahia

Minimamente invasiva, a radioembolização hepática aplica terapia com radiação  dentro das lesões

De forma pioneira na Bahia, foi realizado um procedimento minimamente invasivo para tratar uma paciente com câncer no fígado. A radioembolização hepática permite a aplicação da radiação de forma seletiva dentro das lesões cancerígenas, com menos efeitos colaterais para os pacientes, menor tempo de recuperação e elevada resposta positiva ao tratamento. O procedimento foi realizado pela equipe do Hospital Cárdio Pulmonar.

A técnica consiste na injeção endovascular de partículas carreadas com radiação beta (Ytrium-90) dentro do tumor com objetivo de alcançar uma elevada dose seletiva apenas no local desejado, sem atingir outros órgãos.

Como explicam o radiologista intervencionista Fabrício Mascarenhas e oncologista Marcos Lyra, a modalidade é indicada para pacientes com tumores primários no fígado ou com câncer de intestino com metástases predominantemente hepáticas que não apresentam indicação de ressecção cirúrgica. O médico assistente faz a indicação com base na avaliação do caso, podendo associar a radioembolização a outros tipos de tratamento.

Indicada para tratar o câncer no fígado, a técnica também pode ser aplicada em casos de câncer de vias biliares e tumores de outros órgãos com metástase hepática, como completa o radiologista intervencionista Fabrício Mascarenhas. 

Experiência

A paciente submetida à radioembolização no Hospital Cárdio Pulmonar tem 65 anos e apresentava câncer de cólon com metástase há 6 anos. O procedimento foi feito em duas etapas, de 2 horas cada. “A paciente evoluiu bem, respondendo positivamente ao procedimento e teve alta em 24 horas”, disse Fabrício Mascarenhas. 

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