Baianos celebram o 2 de Julho com distanciamento social

Solenidade restrita no Largo da Lapinha marcou a passagem da data histórica

Os baianos celebraram o 2 de Julho, dia da Independência do Brasil na Bahia, com distanciamento social por causa da pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19. Uma solenidade restrita às autoridades civis e militares, na manhã desta quinta-feira (2), no Largo da Lapinha, marcou os 197 anos da data. O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Geraldo Júnior (MDB), participou do ato que teve hasteamento de bandeiras e homenagens aos heróis da independência.

Em seu discurso, o presidente Geraldo Júnior destacou a atuação da Câmara Municipal ao aprovar várias matérias de vereadores e do Executivo voltadas à pandemia. Também concordou com os pronunciamentos do governador Rui Costa e do prefeito ACM Neto que relacionaram o 2 de Julho à guerra contra o novo coronavírus.

“O governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto foram felizes quando disseram que a batalha agora é outra, contra um ser invisível, que merece o nosso respeito. E, se chegamos aonde chegamos, há quase quatro meses de batalhas incansáveis e diárias, é em função de autoridades no cenário nacional desprezarem esse adversário invisível que vem atacando a nossa população”, afirmou Geraldo Júnior.

Sem desfile

Neste ano, em razão das medidas protetivas de isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus em Salvador, não ocorreu pela primeira vez na história o tradicional desfile cívico pelas ruas da cidade com os carros do caboclo e da cabocla, principais ícones do 2 de Julho. A Prefeitura celebrou a data com eventos virtuais.

Participaram da solenidade de hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia, de Salvador e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), respectivamente, o governador Rui Costa, o deputado estadual Nelson Leal (PP), o prefeito ACM Neto e o historiador Eduardo Morais de Castro. Outras autoridades e profissionais da imprensa acompanharam o ato seguido pela deposição de flores aos heróis da independência no monumento do General Labatut.

Luta do povo

A luta, a grandeza e a coragem do povo baiano para consolidar a independência do Brasil na Bahia foram questões destacadas pelos vereadores Edvaldo Brito (PSD) e Marcos Mendes (PSOL).

“É a verdadeira independência do Brasil. Se nós, baianos, não tivéssemos lutado, a nação brasileira teria se esfacelado, como aconteceu com a América espanhola, e passaríamos a ter diversos países pequenos falando português. O 2 de Julho é o símbolo da guerra pela unidade nacional, é o nosso compromisso maior com o Brasil, é o atestado do nosso amor por este imenso país. Viva a Bahia! Viva o baiano”, disse Edvaldo Brito.

“O 2 de Julho representa a grandeza e a coragem do povo baiano que desde o começo se mostra antenado às questões políticas e emancipatórias nas lutas pela liberdade. O 2 de Julho é um exemplo disso, já que a verdadeira independência do Brasil não foi em 7 de setembro de 1822, e sim em 2 de julho de 1823, quando efetivamente o exército português abandonou o Brasil ao ser escorraçado da cidade de Salvador após uma guerra de mais de um ano, que foi atravessada pelo protagonismo do povo simples e de mulheres negras lideradas por Maria Felipa.  É uma data que representa a insurgência, a indignação quanto ao sistema vigente e a união de um povo contra a opressão do colonizador”, considerou Marcos Mendes.

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