Candidato a vereador, Paulo Kiki propõe a retomada de eventos em Salvador

Em março, quando foi decretado o isolamento por causa da Pandemia da COVID 19, o setor de eventos acreditou que em julho ou agosto tudo voltaria à normalidade, segundo o fotógrafo Paulo Kiki (Solidariedade), candidato a vereador de Salvador. Após sete meses, ele alerta para a necessidade de retomada e realização de grandes eventos, sob o risco dos prejuízos aumentarem ainda mais, inviabilizando a recuperação das empresas.
“Na época, não tínhamos ainda a compreensão da real gravidade da situação”, afirmou. “O setor de eventos é vocação de Salvador, a capital da alegria e a suspensão das atividades atingiu, desde o grande empresário que faz shows para 30 mil pessoas, também os profissionais de feiras, convenções e festas, até o pequeno trabalhador informal, que vive de bico na segurança, montagem, transporte etc”‘ diz.
 “Tem gente passando fome, dependendo da cestas básicas que doamos”, comentou Kiki.
A experiência e rede de relacionamento que construiu, fotografando formaturas, casamentos e aniversários,  motivou Kiki, junto com outros empresários,  a procurar a Prefeitura e pedir que representantes do setor integrassem as discussões sobre a reabertura em fases.
“Conseguimos, inclusive, que a ajuda emergencial fosse também para pessoas do setor, que ficaram sem trabalho”, frisou o candidato.
Para a retomada das atividades, Kiki conta que elaboraram o protocolo de segurança e prevenção usada atualmente, nos eventos permitidos para até 100 pessoas.
Com a estabilização do número de casos e queda da ocupação dos leitos, Paulo Kiki defende a retomada dos eventos maiores.  “Temos condições de atuar com toda a segurança do distanciamento, uso de máscara e álcool gel, medição da temperatura e todas as medidas de biossegurança previstas no nosso protocolo”.
Kiki defende que a permissão para para mais público ajudará a recuperação financeira do setor e a manutenção dos empregos.
Porém, afirma, o desenvolvimento pós pandemia  só será garantido com incentivos, linhas de crédito, investimentos e políticas públicas.
Apesar de ser uma grande área produtiva, o setor de eventos é quase invisível no cenário das políticas públicas, segundo ele. “Nunca teve um representante dedicado, nem no legislativo estadual, sequer no municipal. Os últimos meses mostraram como nossas demandas não estavam na ordem do dia. Trabalhamos, produzimos, empregamos milhares de pessoas, mas não temos voz”, desabafa.
Kiki se propôs a concorrer a uma vaga na Câmara de Vereadores de Salvador e lançar atenção especial para o setor. “É absolutamente necessário. A crise da COVID19 provou isso. Precisamos ser vistos e ouvidos”.

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