O presidente do PT Bahia, Tassio Brito, cobrou que o ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, abra voluntariamente seus sigilos bancário e fiscal para esclarecer os valores recebidos do Banco Master. Para o dirigente petista, a transparência deve valer de forma igual para todos, especialmente diante das investigações e das informações que vieram a público envolvendo o banco e agentes políticos.
“Nós queremos que as coisas funcionem do mesmo jeito para os dois lados. Vocês vão lembrar que quando teve a investigação sobre o senador Jacques Wagner, primeiro teve o vazamento seletivo, depois teve a operação, busca e apreensão. O senador não tem um centavo de real do Banco Master na conta dele, mas foi feita toda uma espetacularização. Já o ex-prefeito ACM Neto, que recebeu milhões de reais na conta dele do Banco Master, e que ele próprio assumiu que recebeu, disse que prestou a consultoria e que tem diversas citações a ele, não é alvo de nada e mais do que isso: o processo dele corre sob sigilo”, afirmou.
Tassio Brito defendeu que a abertura voluntária dos sigilos por ACM Neto seria uma forma objetiva de contribuir para o esclarecimento público sobre a origem e a natureza dos recursos recebidos. O dirigente também defende que eventuais investigações sejam conduzidas com os mesmos critérios para todos os envolvidos, sem tratamento diferenciado em razão de posicionamento político ou do calendário eleitoral.
“Então quando peticionamos ao STF foi pra dizer que não estamos querendo nada diferente para ninguém. O que nós queremos é que da mesma forma – nós estamos no meio de um período eleitoral – que vai divulgar os dados de uma investigação em curso referente a um lado, divulgue o outro também. A não ser que o outro não seja investigado. A não ser que sobre o outro, obviamente, não se tenha nada. Mas vimos a referência da proposta de delação de Vorcaro sobre os dez porcento que supostamente ele cobrava. E não é um indício, é o fato concreto que ACM recebeu dinheiro do Banco Master, que ele alega ter sido uma consultoria. Então, acho sempre lamentável quando chegamos perto de uma eleição e as coisas se misturam – no meu entender, como cidadão, era melhor que o ambiente fosse outro -, mas se o ambiente está desse jeito, deve haver igualdade. Não dá para ser: ‘para uns, isso e para outros, aquilo”, completou.
