O avanço do sarampo em países das Américas levou o Brasil a reforçar as medidas de prevenção e vigilância epidemiológica. O Ministério da Saúde intensificou as ações de vacinação, investigação de casos suspeitos e acompanhamento de pessoas que tiveram contato com infectados, com o objetivo de impedir a circulação sustentada do vírus no território nacional.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrou 52 casos importados de sarampo até 5 de outubro de 2026, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Apesar dos registros, o país mantém a classificação de território livre da circulação endêmica da doença, recuperada em 2024.
A preocupação das autoridades sanitárias está relacionada ao crescimento dos casos em outros países. Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% das ocorrências confirmadas nas Américas em 2026, conforme informações da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Vacinação é a principal forma de prevenção
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de partículas respiratórias. Os principais sintomas incluem febre, tosse, coriza, irritação nos olhos e manchas vermelhas pelo corpo. A infecção pode provocar complicações graves, especialmente em crianças pequenas e pessoas com a imunidade comprometida.
Para reduzir os riscos, o Ministério da Saúde ampliou as ações de imunização. Em 2026, mais de 3,8 milhões de doses de vacina foram aplicadas em São Paulo e aproximadamente 192 mil no Amazonas, segundo a pasta.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é que a população confira a situação vacinal e procure uma unidade de saúde para atualizar as doses em atraso.
Pessoas com sintomas suspeitos devem buscar atendimento médico e informar previamente a possibilidade de infecção, permitindo que os serviços de saúde adotem medidas para evitar a transmissão.
