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Mulher é condenada à morte por blasfêmia após acusação de insultar o profeta Maomé

Caso de Najmeh Amini chama atenção para a aplicação de leis religiosas e o uso da pena de morte.

Uma reportagem publicada nesta quarta-feira (14) pelo jornal britânico The Guardian aborda o caso de Najmeh Amini, acusada de blasfêmia por supostamente insultar o profeta Maomé. A condenação à morte coloca em discussão as consequências previstas para esse tipo de acusação e as garantias de defesa em processos judiciais relacionados à religião.

A estudante iraniana de contabilidade Najmeh Amini, de 23 anos, está presa na penitenciária de Vakilabad, na cidade de Mashhad, no nordeste do Irã. Segundo reportagem do jornal britânico The Guardian, publicada nesta quarta-feira (14), a jovem foi condenada à morte por uma publicação nas redes sociais considerada ofensiva ao profeta Maomé. O conteúdo exato da postagem não foi divulgado.

Além da pena de morte, Najmeh recebeu, em outro processo, uma condenação de 12 anos, seis meses e um dia de prisão por acusações relacionadas à segurança nacional e à divulgação de propaganda contra o governo iraniano. A estudante foi detida durante os protestos contra o regime no início deste ano e também foi investigada pela polícia cibernética do país.

Durante o julgamento, a defesa alegou que as declarações haviam sido publicadas quando a jovem estava sob efeito de cogumelos alucinógenos, sem intenção deliberada de cometer blasfêmia. O argumento foi rejeitado pelo tribunal. A sentença de morte ainda não é definitiva e pode ser contestada perante a Suprema Corte do Irã.

Organizações de direitos humanos criticaram a decisão e alertaram para o aumento das execuções no país. Segundo a organização Iran Human Rights, mais de 600 pessoas foram executadas no Irã em 2026. Em uma gravação divulgada da prisão, atribuída à estudante, Najmeh pediu apoio da comunidade internacional e afirmou ser inocente.

Foto: Rede Social

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