A vereadora de Salvador Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, defendeu o enfrentamento à violência política de gênero e alertou para os obstáculos impostos às mulheres que ocupam espaços de poder. O posicionamento ganha relevância diante do aumento dos casos de agressões, ameaças e ataques machistas e racistas contra mulheres durante o processo eleitoral de 2026.
“Não podemos aceitar que mulheres sejam ameaçadas, intimidadas ou silenciadas por exercerem o direito de participar da política. A violência política de gênero é uma forma de impedir que as mulheres ocupem espaços de decisão. Precisamos combater o machismo e o racismo e punir os agressores”, afirma Ireuda Silva.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgados pela Agência Brasil, apontam que os processos relacionados à violência política de gênero aumentaram 11 vezes entre 2022 e 2026, passando de 15 para 177. Levantamento das organizações Terra de Direitos e Justiça Global também identificou 134 episódios de violência política durante a campanha até o primeiro turno das eleições deste ano. Desse total, 70 tiveram mulheres como vítimas, o equivalente a 52,2% dos casos registrados.
No terceiro mandato como vereadora e à frente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, Ireuda destaca a importância de fortalecer as políticas públicas de proteção e ampliar a participação feminina nos espaços de poder. Para ela, garantir igualdade na política também significa assegurar que mulheres, especialmente negras, possam atuar sem sofrer discriminação, ameaças ou violência.
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