PGE protocolou noticia-crime contra o prefeito Bruno Reis e o secretário de Mobilidade Pablo Souza pela retenção de ônibus nas garagens no 2⁰ turno das eleições
O deputado estadual Robinson Almeida (PT), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, defendeu, nesta quinta-feira (29), a responsabilização do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, após a retenção de ônibus nas garagens e as restrições à circulação do transporte público no segundo turno das eleições, no último domingo (25).
A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) protocolou notícia-crime contra o prefeito, o secretário e sócios de empresas de ônibus por suspeita de crimes eleitorais. Já o Procon Bahia encaminhou relatórios técnicos ao Ministério Público Eleitoral (MPE), ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), à Polícia Federal e à Polícia Civil, com registros das irregularidades identificadas durante as fiscalizações. Foram identificados, no dia da votação do 2⁰ turno, 944 ônibus parados nas garagens.
“Impedir ou restringir o transporte público em um dia de eleição é uma agressão grave ao direito de voto e à democracia. É preciso investigar quem ordenou, executou e se beneficiou dessa medida. Bruno Reis e Pablo Sousa devem responder pelos seus atos, caso as responsabilidades sejam comprovadas. Não basta apurar: é preciso garantir que o eleitor nunca mais seja prejudicado dessa forma”, afirmou Robinson.
Para o parlamentar, a apuração deve avançar até o esclarecimento das responsabilidades dos agentes públicos e privados envolvidos. Robinson também defendeu rigor na investigação de possíveis práticas destinadas a dificultar o comparecimento dos eleitores às urnas.
“O fato concreto é que Salvador amanheceu naquele domingo sem ônibus. Motoristas e cobradores receberam folga. O crime, grave, ao que se percebe foi planejado com nítido objetivo de prejudicar o resultado das eleições, impedir que o eleitor chegasse aos seus locais de votação, aumentar o índice de abstenção. Há vários vídeos nas redes sociais publicados por eleitores, por quem fez carona solidária, documentando esse absurdo que foi a falta de ônibus em diferentes pontos de Salvador. Não tem justificativa que fundamente o grave crime eleitoral cometido pela prefeitura no último domingo e os responsáveis por isso não podem ficar impunes, não podemos normalizar o que aconteceu naquele domingo”, enfatizou Robinson Almeida.
Foto: Divulgação
