DIGA NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER!
A mensagem mais linda e verdadeira que já li foi: “A metade do mundo são mulheres. A outra metade são os filhos delas.”
Todos nós nascemos de uma mulher. Então, por que ainda existe tanta violência contra a mulher?
Nem mesmo as pessoas idosas estão livres da covardia de indivíduos que desrespeitam a dignidade humana e demonstram não ter aprendido os princípios básicos de educação, respeito e convivência em sociedade.
A sociedade precisa reagir! Não podemos permanecer no sofá, assistindo pela televisão ao crescimento da violência contra filhas, irmãs, primas, tias, mães, avós, vizinhas e colegas de trabalho. Trata-se de um problema educacional, cultural, social e estrutural que exige uma resposta de todos.
Na qualidade de aposentado, ex-presidente do Movimento dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Bahia e vice-presidente nacional do MAPI, não posso me calar diante da violência praticada contra uma pessoa idosa e outras mulheres, conforme noticiado pela televisão:
Segundo as notícias, um homem de 32 anos, identificado como Lucas Portela Fontana Gomes, foi preso em flagrante após agredir mulheres idosas e uma mulher dentro de um elevador de um condomínio na Avenida Maracanã, no Rio de Janeiro.
Defendo o aperfeiçoamento da Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, para fortalecer os mecanismos de prevenção, proteção e combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Essa legislação representa uma conquista histórica, resultado de muitas lutas das mulheres brasileiras e da mobilização de inúmeras guerreiras que dedicaram suas vidas à defesa dos direitos femininos.
A mulher é uma heroína! Cuida da casa, dos filhos, do marido, dos pais, exerce atividades profissionais e assume inúmeras outras responsabilidades. Muitas enfrentam uma verdadeira jornada de três turnos em defesa do bem-estar social, educacional, cultural e econômico da família.
E por que tanta violência contra a mulher?
Defendo que as mulheres conquistem cada vez mais espaço na política, com voz e voto nas decisões governamentais. Afinal, é na esfera política que são decididos os rumos do país e as condições de vida da população.
A falta de organização, união e participação na defesa dos próprios direitos contribui para que outras pessoas continuem decidindo por elas. É preciso analisar os resultados das eleições de 2026 e a representação feminina no Congresso Nacional.
Segundo dados divulgados pela Câmara dos Deputados, foram eleitas 109 mulheres para a próxima legislatura, que terá início em 2027. Será a maior bancada feminina da história da Casa, embora a representação das mulheres ainda esteja longe da igualdade.
A mulher precisa compreender que quem não gosta de política acaba sendo governado por quem gosta. Nada muda sem participação, conscientização e mudança de comportamento.
É necessário também aplicar os princípios do cooperativismo: cooperação, ajuda mútua e solidariedade.
A Lei Maria da Penha estabelece mecanismos de proteção e permite que qualquer pessoa comunique às autoridades situações de violência doméstica e familiar contra a mulher, inclusive por meio de denúncia anônima.
Sociedade, não julgue nem condene a vítima sem conhecer os fatos!
Muitas mulheres permanecem ao lado dos agressores por medo, vergonha, dependência financeira ou falta de apoio, na esperança de que a violência termine. Isso não significa que aceitem ou desejem viver nessa situação.
É importante lembrar que muitos feminicídios acontecem justamente quando as mulheres tentam romper o relacionamento abusivo.
Portanto, não se cale diante da violência! Denuncie e ajude a proteger vidas. A apuração dos fatos e a proteção das vítimas são responsabilidades de toda a sociedade e das instituições competentes.
A violência contra a mulher é um problema educacional, social, estrutural, cultural e de responsabilidade do Estado. Além de destruir vidas e famílias, provoca impactos econômicos, gerando despesas com atendimentos médicos, internações, afastamentos do trabalho, benefícios previdenciários e outras consequências sociais.
Defendo que não basta punir o agressor. É necessário que os governos tenham vontade política e desenvolvam políticas públicas permanentes, com ações como:
· Inserir a discussão sobre respeito, igualdade e prevenção da violência nos currículos escolares, de maneira multidisciplinar;
· Criar políticas públicas integradas de prevenção e proteção;
· Realizar campanhas educativas para toda a sociedade, envolvendo empresas, instituições públicas, órgãos governamentais, organizações não governamentais e igrejas;
· Ampliar a divulgação da Lei Maria da Penha e dos demais instrumentos de proteção dos direitos das mulheres;
· Fortalecer a legislação e assegurar punições rigorosas, dentro dos limites constitucionais, para o feminicídio, o estupro e outros crimes graves praticados contra mulheres, crianças e pessoas idosas.
SOCIEDADE, É HORA DE AÇÃO E NÃO DE OMISSÃO!
DIGA NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER!
Querer é poder. Seja a mudança!
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Alderico Sena – Aposentado, ex-presidente do Movimento dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Bahia e vice-presidente nacional do MAPI. Site: aldericosena.com
