Agosto Dourado: empresas com sala de apoio à amamentação ampliam estímulo ao aleitamento materno

Estrutura é fundamental para mães conciliarem o retorno ao trabalho com a continuidade da alimentação exclusiva, salienta a pediatra Dolores Fernandez

Manter o aleitamento materno como alimento exclusivo nos seis primeiros meses de vida do bebê, como orienta a Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse é um desafio que muitas mães só conseguem vencer graças a uma rede de apoio formada pela família, profissionais de saúde e até empresas, que passam a adotar práticas que estimulam a amamentação, inclusive, no retorno ao trabalho após o período de licença maternidade.

A defesa pelo aleitamento, também em ambientes profissionais, faz parte das ações desenvolvidas no Agosto Dourado – mês de mobilização nacional dedicado ao tema, que tem o apoio regional da Sociedade Baiana de Pediatria (Sobape).

“É preciso estimular que mais empresas abracem essa iniciativa de promoção do leite materno para ajudar as mães a fazerem o esgotamento mamário e levar o leite para o bebê se alimentar no dia seguinte enquanto elas trabalham”, salienta a presidente da Sobape, a pediatra Dolores Fernandez, ao recordar de bons exemplos recentes verificados durante visita das pediatras a uma fábrica de cosméticos.

“Seria muito bom que tivéssemos a apoio de toda a indústria no suporte à trabalhadora que amamenta. É uma contribuição importante de proteção ao inédito e indispensável ato de alimentar nossas crianças com o alimento padrão ouro”, reforça Dolores Fernandez.

Conforme a legislação brasileira, empresas são obrigadas a disponibilizar um espaço adequado nos seus estabelecimentos para que as empregadas guardem e assistam a seus filhos durante a amamentação, nos casos daqueles locais onde trabalham mais de 30 mulheres. Por lei, a lactante tem direito a intervalos especiais de meia hora cada um para amamentação, inclusive para situações de adoção, até que a criança complete seis meses de idade.

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