Bahia debate programa H₂ Brasil para fomento da produção de hidrogênio verde

O governo alemão irá apoiar o desenvolvimento e a implementação do programa H₂ Brasil, voltado para o fomento de uma economia brasileira de hidrogênio verde e seus derivados, abrindo vastas oportunidades que viabilizam uma participação relevante do país no mercado mundial. A Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) está à frente de todo o processo e irá realizar uma missão com especialistas da área, para avaliar oportunidades com potenciais parceiros brasileiros que possam ter uma relevante participação no programa. A pedido do Ministério de Minas e Energia (MME), a GIZ apoiará parceiros brasileiros na elaboração de estratégias de participação no programa.
Com o intuito de integrar o programa H₂ Brasil e colaborar para uma estratégia conjunta de fomento à produção e comercialização do hidrogênio verde na Bahia, os secretários estaduais do Meio Ambiente (Sema), João Carlos Oliveira e de Infraestrutura (Seinfra), Marcus Cavalcanti se reuniram, na manhã desta terça-feira (27), com o coordenador de Planejamento Energético, Regulação e Gestão do Sistema da GIZ, Florian Geyer. Também participaram da reunião a superintendente de Inovação e Desenvolvimento Ambiental da Sema, Clarissa Amaral e o articulador político do Centro Brasil no Clima (CBC), Sérgio Xavier.
“Será realizada uma série de encontros virtuais com as instituições, governos e empresas interessadas, com o apoio da GIZ e do MME, com o objetivo de mapear projetos que possam ser incorporados ao programa H₂ Brasil. Para que a Bahia seja contemplada no programa é necessário apresentar propostas relevantes de empresas que reforcem a importância do estado neste segmento. Com um histórico marcado por parcerias comerciais significativas, Brasil e Alemanha têm potencial para criar um espaço de cooperação muito positivo neste mercado para ambos os lados”, afirmou Florian Geyer.
“O governo baiano aposta nesse programa para atração de novos investimentos sustentáveis. A região Nordeste, em especial a Bahia, é líder na produção de energias renováveis e possui alto potencial de expansão dessas fontes localizadas no semiárido brasileiro, com localização e infraestrutura portuária privilegiadas, o que facilita a exportação. Por dois anos consecutivos, a Bahia se manteve como líder nacional na geração de energia por fontes renováveis. Em 2020, gerou 32% de toda energia solar do país e 29,5% da energia eólica nacional. Desde o ano passado, o estado tem investido na ampliação de energias renováveis com outras categorias de energias limpas, como a biomassa e o biogás. Portanto, nada mais natural, que outras tecnologias possam ser incorporadas à nossa matriz energética, como o hidrogênio verde”, afirmou o secretário João Carlos Oliveira.
O secretário de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, destacou os empreendimentos que estão em funcionamento no estado. “Atualmente, a Bahia possui 193 parques eólicos e 32 solares em atividade. Neste ano, 10 empreendimentos de geração de energia a partir da fonte dos ventos já entraram em operação comercial no território baiano. Os mais recentes foram Campo Largo XVII e XXII, Inhambu 2, Corrupião 2 e Serra da Babilônia B e estão distribuídos pelos municípios de Pindaí, Sento Sé e Morro do Chapéu”, ressaltou Cavalcanti. Os secretários reafirmaram o interesse do governo baiano na iniciativa e programaram uma reunião de trabalho para o dia 11 de maio.
“Vamos estabelecer novas conexões e envolver outras secretarias de governo, bem como empresas e instituições de ensino e pesquisa para mapearmos o que já vem sendo discutido no estado sobre a produção de hidrogênio verde. Com esse trabalho de identificação de oportunidades e uma ampla rede de networking, aliado à experiência da GIZ, a Bahia conseguirá contribuir amplamente para o desenvolvimento do potencial brasileiro para a produção e comercialização do hidrogênio verde”, afirmou Clarissa Amaral.

Hidrogênio verde – é um combustível com alto potencial de uso na geração de energia. O termo é utilizado para se referir ao hidrogênio obtido a partir de fontes renováveis, em um processo no qual não haja emissão de carbono. Este método utiliza a corrente elétrica produzida por energias renováveis, geralmente eólica ou solar, para separar o hidrogênio do oxigênio que existe na água. O hidrogênio verde é um dos elementos mais poderosos na produção de energia por processo sem a intermediação de carbono.

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