Câmara debate a Assistência Social no enfrentamento à Covid-19

Os profissionais de serviço social formam o segundo contingente na linha de frente do atendimento às pessoas nessa fase de pandemia do novo coronavírus. Mas, apesar disso, ainda não foram incluídos como prioritários para as campanhas de vacinação da gripe H1N1, que dependem do governo federal. Essa foi uma das observações feitas pela secretária Ana Paula Matos, de Promoção Social e Combate à Pobreza do Município de Salvador, durante a audiência pública virtual promovida na tarde desta terça-feira (12) pela ouvidora-geral da Câmara Municipal, vereadora Aladilce Souza (PCdoB), com o tema “Assistência social no enfrentamento à Covid-19”.

Segundo a secretária, outras categorias já foram incluídas, como a dos professores, apesar das escolas estarem com aulas suspensas. “Já fizemos reiterados pedidos à Secretaria Municipal da Saúde, mas temos encontrado dificuldades porque depende de alteração em lei federal”, frisou. E garantiu que continuará a reivindicar a inclusão dos trabalhadores em assistência social entre as prioridades, pelo contato direto com a comunidade.

A ouvidora-geral Aladilce Souza destacou a significativa participação do público, mesmo de forma remota, inclusive fazendo denúncias sobre falta de EPIs e estruturas precárias de atendimento nas diversas unidades instaladas no Município. “Dessa forma ajudamos a população de Salvador a continuar exercendo a sua cidadania”, frisou, observando que as contribuições apresentadas durante a série de audiências que a ouvidoria vem realizando sobre o enfrentamento à Covid-19 serão encaminhadas aos órgãos competentes.

Acolhimento

A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social foi representada na audiência por Leisa Sousa, superintendente de Assistência Social do Estado da Bahia. Ela fez uma exposição das iniciativas da pasta e destacou que está na expectativa da aprovação, pela Assembleia Legislativa, provavelmente ainda esta semana, do benefício acolhimento para amparar pessoas infectadas, com sintomas leves mas em condição de vulnerabilidade, para que possam cumprir o isolamento social em espaços já reservados em Itapuã e no Rio Vermelho.

A vice-presidente do Conselho Municipal de Assistência Social (CMASS), Érica Bowes, chamou atenção para a importância das ações de assistência social em um cenário tão conturbado como esse de pandemia, “para que a gente possa dizer à população mais vulnerável que ela deve ficar em casa”. E ressaltou a necessidade dos profissionais da área também serem protegidos, defendendo a urgência de um Plano de Contingência, de gratificação de insalubridade, política de vacinação e acesso aos equipamentos de proteção. Pedro Pirajá, presidente do Fórum de Usuários do SUAS, falou sobre a importância de “um diálogo constante entre o SUS e o SUAS em benefício da população em vulnerabilidade social”.

A audiência foi transmitida pela página oficial da TV e Rádio Câmara no Facebook (https://www.facebook.com/pg/tveradiocam), o que permitiu a interatividade, com muitos participantes fazendo perguntas e emitindo opiniões.

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