Colóquio no Museu Eugênio Teixeira Leal resgata a memória de Canudos e lança obra sobre a Caatinga

O Museu Eugênio Teixeira Leal, em Salvador, sediou no último sábado o Colóquio Canudos: o massacre de Belo Monte, reunindo importantes nomes das ciências humanas para refletir sobre o episódio histórico e suas reverberações culturais e simbólicas. O evento contou com a presença de Lícia Soares de Souza, autora do recém-lançado livro Como se faz um deserto? Semiosferas do Bioma Caatinga, obra que propõe um mergulho sensível e crítico nas paisagens e signos da Caatinga brasileira, em diálogo com Euclides da Cunha. Participaram da mesa o escritor Aleilton Fonseca, presidente da Academia de Letras da Bahia, e o pesquisador Juan Ignacio Azpeitia, especialista em narrativas de resistência na América Latina.
A programação reforçou o caráter transdisciplinar e coletivo da produção intelectual de Lícia Soares, também homenageada na coletânea Signos em Transe, organizada por Taurino Araújo, que assina o prefácio da nova obra. Com o apoio do CNPq e da Uneb, o livro reúne contribuições de nomes expressivos como Winfried Nöth, Berthold Zilly e Zila Bernd, configurando-se como o mais abrangente levantamento etnográfico e semiótico da Bahia nas últimas décadas. Para saber mais sobre os debates do colóquio e os lançamentos apresentados, convidamos você a acessar a matéria completa no PDF em anexo.
