Dono do Atakarejo não aparece e familiares dos jovens assassinados disparam; “Ele está se escondendo”

Teobaldo Costa, dono da rede Atakarejo, não apareceu na reunião conjunta das Comissões de Reparação e Direitos Humanos da Câmara de Salvador, que aconteceu nesta manhã desta quarta-feira (2). A situação provocou protestos dos familiares de Bruno Barros da Silva, de 29 anos, e Ian Barros da Silva, de 19 anos, tio e sobrinho, que foram encontrados mortos após serem flagrados furtando carne na unidade de Amaralina do Atakadão Atakarejo. Uma nova convocação será feita a Teobaldo para que ele apresente sua versão do caso e o que a rede tem feito para coibir crimes como esse. Esse novo pedido será feito em conjunto por ambas as comissões da Casa Legislativa.

“Queria ouvir o que ele [Teobaldo] tinha para falar, mas parece que está se escondendo”, critica Elaine Costa, 37 anos, mãe de Ian. Dionesia Pereira de Barros, 58 anos, mãe do outro rapaz Bruno, disse que comprava no Atakarejo, mas que não pisa mais os pés lá. “Ontem [terça-feira, 1º de maio], por conta da nossa convocação, uma preposta do mercado ligou para mim para perguntar o que eu queria. Disse a ela que o que queria não me dariam, que era o filho. Não durmo, sinto dores de dente. Se os meninos erraram era para chamar a polícia e não para executar”, descreve. Dionesia ainda disse que não tinha o que dizer: “Só quero que esse inquérito acabe logo”.

Para o presidente da Comissão de Reparação, vereador Luiz Carlos Suíca (PT), uma nova convocação é inevitável. Conforme o edil, o colegiado tem esse papel de investigar e ajudar a solucionar crimes bárbaros como esse envolvendo o Atakarejo. “Não podemos deixar isso passar e nem deixar que se apague. A Câmara precisa ajudar a solucionar esses crimes bárbaros, não queremos respostas soltas na imprensa, nem facetas, tampouco opiniões rasteiras e sem fundamento. Precisamos de respostas que reparem as famílias. Chega de punir os negros e acalentar os brancos. É responsabilidade de todos, não justifica Teobaldo se ausentar de uma reunião online, resposta é o mínimo que ele pode dar”, sintetiza Suíca.

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