ELA: Tratamento precoce garante mais qualidade de vida aos pacientes

No dia 21 de junho, comemora-se o Dia Mundial de Conscientização sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica

Os adiamentos de consultas e tratamentos, devido à pandemia da Covid-19, podem reduzir a qualidade de vida e esperança das cerca de 70 mil pessoas que vivem com a esclerose lateral amiotrófica (ELA) em todo o mundo e dos mais de 6 mil brasileiros portadores da doença. A ELA, que não tem cura, pode ter seus sintomas e avanço melhor administrados com o manejo por equipe multidisciplinar.

“O tratamento precoce com fisioterapia respiratória e acompanhamento nutricional têm mostrado bons resultados. Novas medicações também têm sido pesquisadas com resultados animadores para redução de progressão de doença”, explica a neurologista do Hospital Cárdio Pulmonar (HCP), Marcela Machado Costa, especialista em doenças neuromusculares. No dia 21 de junho, comemora-se o Dia Mundial de Conscientização da ELA e o manejo multidisciplinar da doença é um dos principais avanços dos últimos tempos.

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é neurodegenerativa e provoca limitações motoras de maneira progressiva e irreversível. A causa específica da doença ainda é desconhecida e, segundo pesquisas, tem mais chances de aparecer a partir dos 55 anos, com aumento de frequência com o envelhecimento.

Marcela Machado Costa destaca que a origem da doença é multifatorial – causas genéticas e ambientais se combinam para aumentar a predisposição do indivíduo em manifestar a doença. Não existe prevenção até o momento.

A medicação disponível no Brasil para tratamento é o Riluzol, que tem o objetivo de reduzir a velocidade de progressão da doença. “Não existem tratamentos curativos até o momento. São usadas medicações de controle de sintomas”, pontua a neurologista.

A ELA possui formas variadas de apresentação clínica e variados graus de envolvimento, alguns pacientes evoluindo de maneira mais lenta que outros. Os sintomas mais comuns são fraqueza e atrofia musculares.

“Pode se iniciar em um único membro, com evolução posterior para outros membros. São comuns ainda fasciculações, que são contrações rápidas e involuntárias do músculo e cãibras. Outro sintoma é a disfagia, uma dificuldade para deglutição e dificuldade em articular a palavra, a disartria”, afirma a médica.

Na Bahia, ainda não há um levantamento sobre a incidência da doença. O estado fornece a medicação e equipamentos para a ventilação não invasiva. No HCP, os pacientes encontram um time de profissionais neurologistas capacitados em diagnóstico e tratamento da ELA e são oferecidos exames importantes para diagnóstico e tratamento.

 Covid

Pacientes com esclerose lateral amiotrófica têm um risco aumentado de desenvolver formas mais graves da Covid-19, sobretudo, quando existe envolvimento respiratório pela doença e, por isso, estão inclusos no grupo prioritário para vacinação.

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