Osvaldo Lyra

O dia da eleição se aproxima e com ele a tensão de deputados estaduais que anseiam renovar seus mandatos para a Assembleia Legislativa da Bahia. Aliado a isso, soma-se a movimentação de candidatos ávidos a receber das urnas o aval para sentar em uma das 63 cadeiras que compõem o Parlamento baiano. Dos que estão no exercício dos seus mandatos ou dos postulantes que estão fora, surgem nomes que podem ser dados como certos no balcão de apostas, para estar no posto a partir de 2015.

A expectativa é que a coligação governista, encabeçada pelo PT, eleja de 26 a 28 deputados. Do PT, nove deputados devem ser reeleitos com facilidade, sendo que o campeão de votos entre eles deverá ser o atual líder do governo, Zé Neto. Na lista estão o líder do partido, Rosemberg Pinto, os deputados Joseildo Ramos, Zé Raimundo, J. Carlos, Fátima Nunes, Luiza Maia, Maria Del Carmen e Paulo Rangel. Brigam por vaga os deputados Bira Coroa, Marcelino Galo, Joacy Dourado e Neuza Cadore. Sem mandato, mas com grande chance de entrar está o vereador de Salvador, Luiz Carlos Suíca.

Do PCdoB, o único garantido é o deputado Fabrício Falcão, deixando as duas vagas em aberto para Álvaro Gomes, Kelly Magalhães, além da ex-vereadora Olívia Santana, o médico Alfredo Boa Sorte e Crissostomo Lima, conhecido como Zó. O PDT tem quatro deputados, podendo reeleger todos, com o atual presidente Marcelo Nilo devendo ser o mais votado do pleito. O juazeirense Roberto Carlos e o veterano Euclides Fernandes devem ser reeleitos, deixando o ex-secretário Paulo Câmera na repescagem.

Do PP, Mário Negromonte Jr., Cacá Leão e Ronaldo Carletto devem se eleger para deputado federal. Para a Assembleia, estão garantidos os deputados Aderbal Caldas, Luiz Augusto, além do ex-secretário de Agricultura, Eduardo Salles, e o pecuarista Robinho, que é natural de Nanuque (MG). Do PR, o veterano Reinaldo Braga está na disputa, devendo ser reeleito. 

Já do PSD, a expectativa é que o médico e deputado Alan Sanches seja o mais votado do partido e um dos mais fortes do pleito. Adolfo Menezes, Ângelo Coronel, Rogério Andrade e Ivana Bastos estão garantidos. O ex-prefeito de Eunápolis, Robério Oliveira, e a vereadora de Lauro de Freitas, Mirela Macedo, devem entrar na cota do partido de Otto. Maria Luiza Laudano não tentará a reeleição e Timóteo Brito, Ângela Souza e Carlos Ubaldinho poderão ter dificuldade para se manter na Assembleia, tendo que brigar pelas duas vagas remanescentes no partido.

Da coligação encabeçada pelo PSB, da candidata Lídice da Mata, o deputado Nelson Leal, do PSL, será reeleito sem dificuldade. Já o delegado Deraldo Damasceno, que não era apontado como aposta, cresceu ao longo da campanha e pode se manter na Assembleia. Correm por fora a vereadora de Salvador, Fabíola Mansur, e o secretário-geral do PSB, Rodrigo Hita, disputando mais uma vaga da ala socialista.

No bloco da oposição, o DEM sai na frente e deve eleger os deputados Sandro Regis, Targino Machado e Tom Araújo. Além de Fábio Souto, Pablo Barrozo, Luciano Ribeiro (ex-prefeito de Caculé e amigo pessoal do prefeito ACM Neto). Elmar Nascimento e Paulo Azi tentam vaga para a Câmara Federal, já Herbert Barbosa e Ricardo Gaban não estão na disputa. Correm por fora os ex-deputados Heraldo Rocha e Luiz de Deus. O vereador de Salvador, David Rios, pode se eleger pelo PROS.

Do PMDB, deverão ser eleitos Bruno Reis (que deverá ser o mais votado do partido), Leur Lomanto Junior e Pedro Tavares. Graça Pimenta não tenta a reeleição e Luciano Simões trabalha para emplacar o filho, que tem o mesmo nome. Correm por fora ainda o vice-prefeito de Coité, Alex da Piatã, que é uma incógnita, e Carlinhos Sobral. O PRB, braço político da Igreja Universal do Reino de Deus, deverá reeleger os atuais deputados José de Arimatéia e Sidelvan Nóbrega. Já no PSC, uma das apostas é o presidente do partido em Salvador, Heber Santana, e o atual deputado Vando. Sargento Isidório é sempre uma incógnita, mas pode surpreender e se reeleger. A deputada Maria Luiza Orge desistiu da disputa. 

Os tucanos Adolfo Viana e Augusto Castro devem se reeleger sem maiores dificuldades no chapão oposicionista. A expectativa é que um dos mais votados do PSDB seja o vereador de Salvador, Soldado Prisco. O PTN deve eleger três deputados. Carlos Geilson se reelege com facilidade, deixando na disputa o coronel Gilberto Santana e Anderson Muniz. Quem deve se eleger também é o candidato Alex Lima. O atual estadual João Carlos Bacelar deverá ser eleito para federal pela sigla.

A coligação do PV e PRP deve eleger três deputados. Estão no páreo o deputado Marquinhos Viana, Janio Natal e Jurandir Oliveira, que se reinventou e pode pontuar bem na disputa. O apresentador Uziel Bueno, que tem forte apelo em Salvador e Região Metropolitana, é nome forte no partido e pode ser o mais votado do bloco. Já o vereador Marcell Morais é uma incógnita, podendo entrar ou não na Assembleia Legislativa.

Apostas na mesa, o que preocupa agora é a linha de corte da disputa. No chapão encabeçado pelo PT esse número está entre 45 mil a 50 mil votos. Já na oposição, a linha de corte será entre 35 mil a 38 mil votos, o que pode deixar algumas apostas de fora, devido ao elevado coeficiente dos partidos. 

Osvaldo Lyra é Editor de Política da Tribuna da Bahia


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