*Luiz Carlos Suíca

Peço seu voto em Dilma Rousseff para não perdermos o que conquistamos até aqui. Nos atacam não pelos nossos erros e sim pelo nossos acertos.

Dizer que não vota em Dilma Rousseff e que vai votar nulo, branco ou no adversário é algo que precisa de reflexão. Que Brasil você acredita que teremos daqui a quatro anos se Aécio Neves ganhar as eleições? Com certeza não será o de direitos sociais para todos.

As eleições no dia 5 de outubro mostra um preocupante crescimento da representação dos patrões das grandes indústrias, das multinacionais, dos latifundiário que hoje gostam de ser chamados de ruralistas ou membros do agronegócio. Todos eles são conservadores. Querem retirar direitos. Em comum: Apoiam Aécio Neves.

Quem diz que tanto faz e por isso votará nulo dizendo ser isso uma posição de esquerda, digo que você está fazendo o jogo da direita porque estamos diante de inimigos de classe. Os apoiadores de Aécio são contra a reforma agrária, violam os direitos indígenas, fazem discurso de ódio à diversidade e aos direitos humanos.

Você que votou em Luciana Genro 50 e Zé Maria 16 sabe que no PT há setores tensionando para que os direitos dos trabalhadores e do povo não sejam retirados. Do lado de lá, não há ninguém em defesa dos trabalhadores. Mantenha sua oposição programática de esquerda, preserve sua posição crítica, porém, não se omita em nome de um falso radicalismo que só levará nossos inimigos ao governo. Você será responsável, sim, se isso ocorrer em razão de sua omissão ou ação.

Diante da composição de forças políticas e sociais que defendem as candidaturas, não tenho receio em pedir seu voto em Dilma Rousseff. Você sabe que a candidatura tucana é representante do retrocesso.

Vote em Dilma Rousseff 13 e em diversos momentos nos encontraremos lado a lado na defesa da Reforma Política com participação popular, por Reforma Tributária onde os ricos paguem mais, por igualdade de gênero, fim do racismo, respeito à diversidade sexual, por um Estado Laico. Vamos juntos lutar por um Brasil livre, soberano, justo, igualitário e fraterno. No dia 26, domingo, vote em Dilma Rousseff 13. Isso não vai retirar suas críticas ao PT, muito pelo contrário. Seu voto vai impedir que aqueles que comandaram a privataria tucana retornem. Vamos juntos! Não seja cúmplice do retrocesso!

*Luiz Carlos Suíca (PT) é vereador em Salvador e recebeu 32.069 votos nas recentes eleições sendo o 10º mais votado na capital.

Jolivaldo Freitas

A Câmara dos Deputados, que representa os interesses republicanos dos brasileiros, vai começar a nova legislatura de uma forma engraçada, se não fosse patética. Acredite meu senhor e minha senhora que de um total de 513 deputados federais eleitos outro dia, a partir de janeiro apenas 35 deles (o que equivale a meros 6,8 por cento), foram realmente votados. O restante conseguiu o mandato graças à cruel organização política nacional, em que a totalização dos votos dados à legenda, aos candidatos mais expressivos do seu partidos ou coligação, o beneficia diretamente. Não receberam votos suficientes, mas pouco importa. Ficaram com as sobras

Exemplo risível: o humorista Tiririca cujo lema foi “Vote no Tiririca, pois pior não fica”, e desta vez teve como slogan “Tá cansado de política. Vote no Tiririca”, conseguiu mais de um milhão de votos.  Levou em seu rastro candidatos que não passaram de alguns punhados de votos; que não conseguiram alcançar o que se chama de quociente eleitoral (a quantidade necessária de votos para eleger um deputado e que é definido pela divisão do número de votos válidos pelo número de vagas que cabe a cada estado). Na Bahia, Lúcio Vieira Lima conseguiu alcançar o quociente.

Eu estava avaliando como vota o eleitor brasileiro, quando me deparei com um escrito que harmonizava com o meu, elaborado pelo advogado Leonardo Correia, do Intituto Liberal. Ele, como eu ou vice-versa, tem a nítida impressão que a configuração do voto do brasileiro tem a cara, o cérebro e as cicatrizes do personagem Frankenstein. Aquele que nos fazia perder o sono quando criança

O eleitor não pensa naquilo que está escolhendo. Vota em personalidades variadas, num cardápio variado. Como o comensal mal educado que vai ao buffet e mistura carne, peixe, frango, legumes e torta belga no mesmo prato. O gosto fica à gosto. O eleitor não pensa no conjunto da obra. No completo

Se ele pensasse na questão republicana, não votaria em candidatos díspares. Ele raciocinaria que se o sistema é centralizador. A principal cabeça da hidra vem a ser a Presidência da República (lembrei do Voto Camarão, mas é outro tema) e que precisa de um corpo harmônico. Basta saber que no Brasil nada se decide em termos político-administrativo sem que passe pelo Governo Federal. Estados e municípios são dependentes do poder central.

Então, entendo que seria mais lúcido quando da prática do voto este respeitar o consenso opcional de se votar harmonizando, rimando, combinado. O voto para o presidente escolhido deveria determinar, neste conceito de poder centralizado, os outros votos. Seria mais inteligente alinhar o presidente com o senador, o governador e os deputados. Isso, sim, permitiria a força necessária para governabilidade do país. Se eu estiver errado me diga. No final de tudo o que temos é a clara visão de que o eleitor não tem o menor compromisso com a identidade ideológico ou com o pragmatismo. Portanto, enquanto deputado for eleito sem precisar nadar, só flutuando na onda, não se pode queixar que no final de tudo, quando chega no back stage de Brasília vira um vale-tudo. “Farinha pouca meu pirão primeiro”, diz o senador, que é replicado pelo deputado: - Farinha não falta.

Jolivaldo Freitas é escritor e jornalista

 

Por Juarez Magalhães Brito

Neste sábado, 11 de outubro, é comemorado o Dia Mundial de Combate à Obesidade, considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma epidemia. É bom prestar atenção que o exagero de peso ftem matado milhares de pessoas todos os anos. Daí que hoje é necessário ter consciência de mudar os hábitos alimentares e adotar ações de prevenção.

O excesso de gordura é a causa de muitos problemas e deve ser levado a sério. O mesmo apresenta efeitos adversos sobre a saúde, sem considerar o aspecto estético intimamente relacionado ao bem estar psicológico e a autoestima. Beleza também é fundamental.

Mais gordura no corpo significa maior quantidade de gordura no sangue, o que pode levar a um acúmulo delas nas artérias, diminuindo o seu calibre e aumentando o risco de um ataque cardíaco.

Há muitos riscos à saúde decorrentes do excesso de peso: pressão alta, diabetes, cálculo biliar, bronquite etc. O risco de sofrer todas estas consequências decai significativamente na medida em que a pessoa se aproxima do seu peso ideal.

Uma pessoa ganha peso quando a quantidade de gordura ingerida é maior do que a quantidade gasta pelo organismo. É como uma conta bancária, quanto menos se gasta, maior a “poupança”.

Existe um equivocado senso comum de que a perda de peso pode ser alcançada da noite para o dia, mas na verdade é um processo gradual. Deve-se estabelecer objetivos para perder certa quantidade por semana até que se atinja o peso ideal, que varia conforme a altura, sexo, idade, constituição e atividade física de cada indivíduo. Para isso, a participação do médico é fundamental. E tem mais, tão importante quanto perder peso é mantê-lo.

A maneira mais eficiente de conseguir isso é pela modificação dos hábitos alimentares e pela prática de exercícios físicos.

Estudos recentes demonstraram que a distribuição e localização da gordura pelo corpo é mais importante do que o aumento global da gordura corpórea. A localização da gordura no abdômen com o aumento da circunferência da cintura está mais associada ao aumento da coronariopatia do que a gordura acumulada em outras partes do corpo. Quando a gordura é mais localizada no abdômen é chamada de Central ou “padrão masculino”. Nela, a relação Cintura /Quadril é maior do que 1 e está relacionada com um aumento de coronariopatia tanto em homens como em mulheres.

Quando a distribuição da gordura é maior no quadril do que na cintura, teremos o chamado “padrão feminino” que está relacionada a menor incidência de aterosclerose coronária

Juarez Brito é cardiologista

 

Recordamos que tanto o hasteamento da bandeira quanto o canto do hino nacional nas escolas tornaram-se imperativos com a Ditadura Militar de 1964. Esses símbolos eram usados como instrumentos de controle político e ideológico. A partir de 1984, esses dois atos tornaram-se optativos, portanto, somente algumas escolas estaduais e municipais ainda o praticam.

Ocorre que, embora não seja efetivamente cumprido, até hoje, de acordo com a Lei nº. 5.700/71, é obrigatório o hasteamento semanal da bandeira, conforme o art. 14 que estabelece que “Hasteia-se, obrigatoriamente, a Bandeira Nacional, nos dias de festa ou de luto nacional, em todas as repartições públicas, nos estabelecimentos de ensino e sindicatos”. E no seu Parágrafo único estabelece que “Nas escolas públicas ou particulares, é obrigatório o hasteamento solene da Bandeira Nacional, durante o ano letivo, pelo menos uma vez por semana”.

Acrescente-se ainda que a Comissão de Educação e Cultura já aprovou, proposta que obriga as escolas públicas e privadas de ensinos fundamental e médio a hastear a bandeira nacional pelo menos uma vez por semana. O hasteamento deverá ser solene, com execução do hino nacional. A medida está prevista no Projeto de Lei nº. 5.319/09, do ex-senador e atual ministro Aloizio Mercadante.

Acredita-se que isso cumpriria o objetivo de permitir que as crianças e adolescentes brasileiros conheçam importantes símbolos nacionais e, a partir deles, desenvolvam o sentimento de patriotismo e interesse cívico que tanto contribuem para o bom exercício da cidadania. Significa a expressão do nacionalismo que é a expressão ideológica da nação, é o conjunto de valores e crenças através dos quais a comunidade nacional se auto define, distingue-se das demais e afirma interesses comuns.

Mas não é só isso. De acordo com a Lei nº. 5.700/71 “Ninguém poderá ser admitido no serviço público sem que demonstre conhecimento do Hino Nacional”. (Art. 40), ou seja, não existe possibilidade de ingresso no serviço público sem o devido conhecimento do Hino Nacional.

Inclusive, em cumprimento a Lei nº. Lei 5.700/71, o Juiz de Direito, Doutor José Brandão, expediu Portaria que previa que no município de Olindina (BA) as escolas públicas ou particulares, seriam obrigadas ao hasteamento solene da Bandeira Nacional, durante o ano letivo, pelo menos uma vez por semana, sob pena de multa de 1 a 04 salários-mínimos contra aos professores ou diretores de escolas responsáveis”, descreve a portaria.

Portanto, fica a ressalva, posto que a Lei nº. 5.700/71 está em plena vigência, restando a concretização ou não do seu cumprimento, sob pena de torna-la letra morta, a ser extirpada do nosso ordenamento jurídico

LUIZ RICARDO CAETANO DA SILVA é Advogado. Pós-graduado em Direito Eleitoral

Assim como aconteceu nas últimas duas décadas, a disputa eleitoral para presidente da República do Brasil em 2014 está polarizada entre o PT e o PSDB. Já se vão 25 anos desde quando aconteceu o primeiro embate entre os esquerdistas e os neoliberais. Nos três últimos confrontos o PT levou a melhor.

Os avanços conquistados em áreas antes abandonadas pelo sistema político do PSDB foram o diferencial entre os dois mandatos consecutivos do presidente Lula e o primeiro mandato da presidenta Dilma. O eleitor optou pela continuidade da estabilidade monetária, pelo crescimento econômico e pela geração de emprego e renda, a permanência dos programas de transferência de renda e o aumento da oferta de escolas técnicas e universidades públicas, entre outras transformações, principalmente às ligadas às áreas da saúde.

Nesta nova disputa o cenário não está diferente, ao contrário, o atual governo da presidenta Dilma deu continuidade e, ou, ampliou programas implementados por Lula. Entre as principais ações está a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2. Lançado no final de março de 2010, o programa trabalha em uma série de segmentos nas áreas de transportes, energia, cultura, meio ambiente, saúde, área social e habitação, como o Cidade Melhor, Comunidade Cidadã, Minha Casa Minha Vida, Água para Todos, a expansão d o Luz para Todos e outros.

A reeleição ou a eleição do sucessor dos presidentes bem avaliados vem prevalecendo nos últimos pleitos presidenciais. O apoio popular deverá ser mais uma mais vez o grande responsável pelo resultado do segundo turno da eleição no próximo dia 26 de outubro. A questão sentimental, de pesar, pela morte de um dos candidatos já não existirá nesta curta e decisiva campanha para presidente. As grandes transformações ocorridas no país nos últimos anos serão o trunfo deste novo momento.

Pegando como exemplo a eleição da Bahia, onde a militância do Partido dos Trabalhadores, não dando atenção às trelas e as já também desacreditadas e mentirosas pesquisas eleitorais, que apontavam como em outros momentos atrás a vitória do candidato da oposição como garantida, foi para cima, para o corpo a corpo mostrar as grandes mudanças ocorridas no Estado durante os dois mandatos do Governador Jaques Wagner e apresentar as propostas do futuro governador Rui Costa, o povo brasileiro deverá fazer a sua parte e dizer em alto e bom tom que o Brasil quer continuar com “Mais mudanças, mais Futuro”.

Como diz meu amigo Maninho, “O bom da viagem é a demora”.

A vitória se concretizará no dia 26 outubro.

 

Gervásio Lima

Jornalista e historiador.



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