Por Maurício Dias - É incrível como se comporta o povo diante de fatos ocorridos em nossa cidade e que dizem respeito à sua própria sobrevivência, porque por mais que o assunto em pauta seja preocupante e esteja acima de paixões políticas, as reações em muitos casos são nitidamente carregadas de pendores partidários e que expressam defesas ou acusações próximas de uma campanha eleitoral, como se as ações do governante, boas ou ruins, fossem avaliadas por uma fanática torcida de futebol,  que mesmo vendo o time sofrer uma goleada avassaladora, mantém a culpa no árbitro, nas condições do gramado, na iluminação deficiente do estádio de futebol, na chuva que encharcou o piso, no pênalti não marcado, no impedimento mal assinalado, no gol anulado ou numa substituição equivocada promovida pelo técnico. Há sempre alguém ou algo conspirando contra seu herói favorito.

Não dá para continuar fazendo esse tipo de leitura passional sobre as mazelas vividas cotidianamente pela nossa cidade. É preciso se desapaixonar politicamente para enxergar com isenção e racionalidade o que se passa embaixo do nosso nariz. Os protagonistas dessa panaceia política sobrevivem graças a esse comportamento doentio da sociedade eleitoral, que se apega a um grupo político e fazem dele uma idolatria facciosa sem limites, não se importando o quanto dela será subtraída em proveito de poucos e desgraça da maioria. Como disse Charles Chaplin, no "Último Discurso" do filme "O Grande Ditador": " Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas ideias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois!".

Enquanto o povo reclama e pena nas filas dos postos de saúde, da farmácia básica, do único hospital disponível na cidade, no centro de cadastramento da ação social, no setor de marcação de exames médicos, das cestas básicas, dos laboratórios, do raio-X, da fisioterapia, da mamografia, do atendimento odontológico, do tratamento fora de domicílio, da casa de saúde em Salvador, enfim de tudo que é dor, vejo pelas redes sociais gente defendendo o chefe do partido A, enquanto outros vociferam o dono do partido B, com direito a acusar um veículo de comunicação que, o único propósito, foi mostrar para todo o Brasil a sujeira que ambas as forças políticas hegemônicas desse município varrem durante todos esses anos para debaixo do tapete. Não há inocentes nessa história. Há interesses! Vivemos divididos politicamente em Jacobina como se fôssemos fanáticos torcedores da festa de Parintins, no interior do Amazonas: quem não é boi caprichoso é boi garantido!

Reproduzo, aqui, a única coisa sensata publicada no meio desse fogo cruzado travado pelos jacobinenses nas redes sociais. De autoria do internauta jacobinense, Teodoro Belitardo:

"Preocupa não povo, daqui há 4 anos Leopoldo volta, e daqui há 8 anos Rui volta também!"

Maurício Dias é editor do blog Cidadão do povo - Imprensa sem censura

Neste sábado (31) é comemorado o Dia da Nutricionista e a profissional alerta sobre os cuidados com a dieta após a cirurgia.

A obesidade aumentou no Brasil nos últimos sete anos. É o que aponta a última pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2012), divulgada, nesta semana, pelo Ministério da Saúde. Diante dos números crescentes, a cirurgia bariátrica vem sendo indicada como uma das opções de tratamento para a obesidade mórbida com ótimos resultados.  No entanto, a “redução de estômago” requer uma atenção nutricional permanente desde o período anterior à cirurgia, no pós-operatório e, por toda vida. A dieta adequada junto com suplementação de vitaminas pode evitar anemia, problema frequente em pacientes operados.  No sábado é comemorado o Dia do Nutricionista e a profissional Lilian Cunha salienta a importância dos cuidados com a alimentação de pacientes que fazem o procedimento.

Especialista da Clínica de Cirurgia Bariátrica Osiris Casais, ela afirma que além da grande perda de peso, as alterações na absorção e perdas de nutrientes também são aspectos comuns entre os pacientes submetidos à cirurgia. Ela explica que isso acontece porque há um desvio do intestino delgado, e, já que os alimentos não passam pelo duodeno, onde a maior parte do ferro, folato, zinco, cálcio entre outros são absorvidos, pode ocorrer deficiência destes nutrientes. “A deficiência de ferro é relatada com muita frequência pelos pacientes. E essa absorção também pode ser comprometida por conta da diminuição da ingestão de alimentos ricos em ferro, como carnes, por exemplo,”, diz a nutricionista.

A nutricionista esclarece que com a redução do estômago há consequentemente uma redução na produção do ácido clorídrico, o que dificulta o aproveitamento dos nutrientes principalmente o ferro. “O risco pode aumentar ao longo do tempo devido à baixa aderência à suplementação, ingestão inadequada e má absorção dos alimentos. Por isso a atenção nutricional deve ser permanente desde o período anterior à cirurgia e periodicamente no período pós-operatório”, destaca Cunha.

Para tenta evitar o problema, a nutricionista orienta o consumo de uma dieta rica em: carne vermelha, fígado, gema de ovo, hortaliças verde–escura e leguminosas (feijões, lentilhas, soja), beterraba, alimentos enriquecidos em ferro, como leite e cereais. “O ideal é ingerir junto alimentos ricos em vitamina C, pois aumenta absorção do ferro. Abuse de limão, acerola, laranja, abacaxi, caju e morango”, recomenda, alertando que alimentos como café, chá, leite e derivados, logo após as refeições, dificultam a absorção do ferro.

Existem ainda as chances destes pacientes desenvolverem déficits de cálcio e vitamina D, acompanhado de problemas ósseos. Segundo a nutricionista, isso ocorre porque os principais locais de absorção do cálcio se encontram na parte do intestino que é modificada pela cirurgia. Em outros casos, a deficiência de vitamina B12 pode ocorrer pela diminuição da secreção de ácido gástrico no estômago, que pode ocorrer após a cirurgia. A deficiência de vitamina B12 juntamente com a deficiência de ácido fólico pode ocasionar anemia megaloblástica, deficiência de cálcio e vitamina D pode desencadear uma desmineralização óssea. E o ferro encontrado em baixos níveis caracteriza-se como anemia ferropriva.

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Enviado por  Nei Mário Santana

Vez de verdadeiros guerreiros, de homens, filhos, esposos, namorados e atletas.

Amanhã, tudo será diferente, mas, nossa família, sempre estará ao nosso lado, à qual, queremos dedicar essa vitória. Nossa luta não será fácil, mas, com humildade, respeito e espírito de guerreiros, venceremos.

Jacobina verá uma seleção, que colocará nas pontas das suas chuteiras o “coração”.

Tínhamos  que passar por tudo isso, ou melhor, Deus permitiu  que passássemos pelo vale da sombra da morte , para que reconhecêssemos  que sem  luta seria tudo em vão. Sem a ajuda divina, pior ainda.

Hoje, unidos por uma causa maior, amamos este povo bom, verdadeiro e honesto, que há mais de cem anos vem fazendo a história dessa cidade. Dentre as mais belas da Chapada Diamantina.

Queremos te dizer, povo jacobinense, nós te amamos e é em nome deste grande que sentimos por vocês que vamos dar a nosso “sangue” para ganharmos. Não, menosprezando nosso adversário, mas, lutando com honra e lealdade.

Vamos à vitória. Salve Jacobina!!!!!!!!!!!

Hoje é comemorado o Dia do Psicólogo. Especialista ressalta que o sucesso da cirurgia está diretamente ligado ao acompanhamento psicológico. 

Mais de 70 mil operações bariátricas foram realizadas no Brasil pelo SUS e pela rede particular, em 2012, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Em 2003, foram feitos 16 mil procedimentos, ou seja, houve um aumento de 4,5 vezes no número total durante esse período. Os resultados positivos da cirurgia são incontestáveis. No entanto, não basta apenas se submeter à “redução do estômago”. O sucesso do procedimento está ligado ao acompanhamento psicológico, que deve acontecer antes e depois da cirurgia. Para alguns pacientes, o atendimento psicológico é mais duradouro, assegurando assim a manutenção do peso e uma vida saudável. A importância do profissional é lembrada nesta terça-feira (27) quando se comemora o Dia do Psicólogo.

acompanhamento psicológico é fundamental para que o paciente possa trabalhar questões emocionais observadas antes da operação como baixa autoestima, dificuldades em reconhecer suas qualidades, negativismo, entre tantas outras. A psicóloga da Clínica de Cirurgia Bariátrica Osiris Casais, Priscila Brito, explica que todo paciente obeso que vai submeter-se a este tipo de cirurgia deve, antes, passar por uma avaliação psicológica que é composta de alguns testes e muito diálogo. “Essa avaliação não tem a intenção de proibir ninguém de ir pra cirurgia. Na verdade é mais um dos vários exames que o cirurgião pedirá ao paciente antes de operar”, diz a psicóloga.

No entanto, ela salienta que a cirurgia pode ser adiada pelo psicólogo quando for detectada alguma psicopatologia grave, como por exemplo, um transtorno alimentar como a bulimia ou quando o paciente não tiver condições intelectuais de entender o processo pelo qual será submetido, já que o entendimento e colaboração do paciente serão fundamentais para obtenção de bons resultados no pós-cirúrgico. O papel do psicólogo junto ao paciente que realizou ou pretende fazer a cirurgia bariátrica é investigar história de evolução do peso, identificando possíveis problemas que podem afetar de forma negativa a cirurgia. A psicóloga explica que durante as consultas o paciente é acolhido, orientado e avaliado. “Também se faz necessário o atendimento grupal que tem objetivo de “psicoeducar” pacientes e familiares, assim como desconstruir medos e mitos relacionados á cirurgia”, explica a psicóloga, destacando que o número de consultas antes da cirurgia dependerá da necessidade de cada paciente.

Após a operação as idas ao profissional são fundamentais para garantir o sucesso da cirurgia. “A continuação do acompanhamento diminui os riscos do indivíduo em retornar aos antigos hábitos alimentares e voltar a sofrer devido às complicações causadas pela obesidade”, explica. Priscila destaca que a maioria das pesquisas sugere uma prevalência maior no pós-operatório de quadros de ansiedade, depressão, transtorno de imagem corporal, dentre outros quadros psicopatológicos. “A dieta líquida e toda restrição que ela exige bem como o processo de troca de dieta até chegar à tão sonhada dieta sólida, pode causar irritabilidade no paciente. Tal condição pode levar o paciente a desenvolver quadros de psicopatologia que exigirá avaliação psicológica e psiquiátrica”, afirma à psicóloga.

Segundo ela, as novas mudanças podem desencadear quadros depressivos ou transferência do padrão alimentar compulsivo para consumo de álcool, drogas, comprar e até mesmo a busca exagerada pelo sexo. “Daí a importância em ter o acompanhamento com psicólogo. A mudança no corpo é rápida e nem sempre a cabeça se transforma no mesmo ritmo”, finaliza a especialista.

 

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Por Vanessa de Menezes Homem

O grande sonho de todo brasileiro sempre foi conquistar a casa própria, sonho esse que ficou mais fácil em virtude do seu aumento de poder aquisitivo que chegou a ser superior a 8% em 2011.

Pegando carona nessa “boa fase” dos brasileiros, as empreiteiras vêm investindo cada vez mais na construção de imóveis.
No intuito de atrair esses compradores em potencial, as construtoras criam condomínios de luxo, com diversos itens de lazer e conforto, o que acaba funcionando, efetivamente, vez que mesmo que se ouça falar no “boom imobiliário” esses imóveis são comprados e o brasileiro acaba por ver seu sonho a um passo de ser realizado.

No entanto, esse sonho acaba por se tornar um verdadeiro pesadelo, na medida em que esses compradores acabam vendo o sonho ser adiado, quando os mesmos não recebem as chaves de seu tão sonhado imóvel no tempo determinado no contrato.

Tema recorrente de apreciação pelo Poder Judiciário é o atraso pelas construtoras na entrega de imóvel comprado na planta.
Os consumidores quando optam pela compra de um imóvel na planta, geralmente, planejam as suas vidas econômica e social com base no prazo de entrega do bem.
Ocorre, constantemente, que os prazos estabelecidos no contrato para a entrega não são respeitados e os consumidores chegam a aguardar anos, até a efetiva entrega do imóvel. A situação se agrava pelo simples fato de os consumidores desconhecerem os seus direitos e, assim, mesmo, sem querer colaboram com as atitudes abusivas das construtoras.

O atraso na entrega do bem traz diversas consequências jurídicas para as partes entre elas: revogação do contrato, devolução integral do valor já pago, pagamento da multa moratória contratualmente estipulada, congelamento da dívida até a data da entrega e até mesmo indenização por danos morais.
Ressalte-se que, além das consequências acima citadas, é prerrogativa do consumidor postergar o pagamento das parcelas de forma proporcional ao atraso na entrega do imóvel, caso não seja de seu interesse a rescisão do contrato firmado.

Outro ponto que merece ser destacado é a possibilidade do pedido de lucros cessantes ou danos emergentes em razão do atraso injustificado na entrega do bem. Esses danos emergentes podem, por exemplo, ser frutos do aluguel para moradia, aluguel de local para guardar mobília e, no caso dos lucros cessantes o valor que se deixou de receber de terceiros pela locação do imóvel adquirido.

A jurisprudência pátria já firmou entendimento nesse sentido e recente decisão da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça – STJ, que julgou favorável a cumulação do pagamento da multa moratória estipulada no contrato com o pagamento a título de lucros cessantes, está servindo de base para as atuais decisões, conforme acórdão abaixo:
 
“DIREITO CIVIL. PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL EM CONSTRUÇÃO.

INADIMPLEMENTO PARCIAL. ATRASO NA ENTREGA DO IMÓVEL. MORA. CLÁUSULA

PENAL. PERDAS E DANOS. CUMULAÇÃO. POSSIBILIDADE.

1.- A obrigação de indenizar é corolário natural daquele que pratica ato lesivo ao interesse ou direito de outrem. Se a cláusula penal compensatória funciona como pré-fixação das perdas e danos, o mesmo não ocorre com a cláusula penal moratória, que não compensa nem substitui o inadimplemento, apenas pune a mora.

2.- Assim, a cominação contratual de uma multa para o caso de mora não interfere na responsabilidade civil decorrente do retardo no cumprimento da obrigação que já deflui naturalmente do próprio sistema.

3.- O promitente comprador, em caso de atraso na entrega do imóvel adquirido pode pleitear, por isso, além da multa moratória expressamente estabelecida no contrato, também o cumprimento, mesmo que tardio da obrigação e ainda a indenização correspondente aos lucros cessantes pela não fruição do imóvel durante o período da mora da promitente vendedora.

4.- Recurso Especial a que se nega provimento. (REsp 1355554 RJ
RECURSO ESPECIAL 2012/0098185-2, Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA DO STJ, DJe 04/02/2013)”
 
Recentemente, no mês de maio deste ano, foi promulgada uma Lei no Estado do Rio de Janeiro que estabelece multa para as construtoras que atrasem a entrega de imóveis em mais de 180 dias, que foi considerado o prazo de tolerância. Pelo atraso na entrega do imóvel terão que pagar multa de 2% do valor total do mesmo. Outra obrigação é o pagamento de 0,5% do valor da unidade habitacional por cada mês de atraso, punição válida apenas para os meses que extrapolem o prazo de tolerância, dentre outras cominações.

Apesar de não ser uma lei de abrangência nacional reflete o que já vinha sendo decidido pelo Poder Judiciário e tem o intuito de diminuir os casos de atraso na entrega dos imóveis e serve de parâmetro para as futuras decisões, apesar da crítica de muitos especialistas que consideraram as punições previstas muito brandas e o prazo de tolerância muito extenso.

Deste modo, os consumidores que se sentirem prejudicados com o atraso na entrega do imóvel e não conseguirem solucionar administrativamente o impasse junto às incorporadoras, podem buscar amparo no Poder Judiciário para dirimir tais conflitos.
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Vanessa de Menezes Homem
É advogada integrante do Badaró Almeida & Advogados Associados


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