Arquivo/Agência-ALBA

Há 41 anos a população do Litoral Norte aguarda o Decreto Lei 116/77 que cria o Parque Municipal das Dunas de Abrantes, em Camaçari. O ecossistema fundamental à transição entre o meio ambiente marinho e o terrestre, reserva de rica biodiversidade com espécies originais da Mata Atlântica, é vítima de crimes ambientais ocasionados pela ocupação e construções irregulares, pela caça de animais silvestres, captação de água e retirada ilegal de areia, mesmo integrando a Área de Proteção Ambiental (APA Joanes-Ipitanga). A extração ilegal de areia já destruiu quase um quilômetro quadrado da APA. Essa e outras ameaças à área de 1.200 hectares foram discutidas na Associação Beneficente de Jauá, durante audiência pública coordenada pelo presidente da Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia, deputado Marcelino Galo (PT), em parceria com a organização SOS Dunas. O desejo comum é que a implantação do Parque Municipal das Dunas de Abrantes saia do papel para garantir a preservação desse patrimônio natural, importante aliado da Bacia do Rio Joanes, que contribui também com a regulação do calor e da chuva, além de absorver a salinidade do mar, como um filtro, protegendo o lençol de água doce e contribuindo para a purificação do ar de todo Litoral Norte do estado. O vereador Gilvan Souza (PR) ressaltou que será necessário levar o debate para as comissões temáticas da Câmara Municipal de Camaçari, antes que o projeto de lei que irá regulamentar o Decreto de 1977 seja votado pelos vereadores. “A Casa terá total comprometimento para que a gente viabilize a implantação e gestão do parque”, garantiu o edil.


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