Luciano Araújo lidera iniciativa para transformar o sisal, o Ouro Verde da Bahia, em Patrimônio Cultural Imaterial

O deputado estadual Luciano Araujo (Solidariedade), apresentou um Projeto de Lei que visa reconhecer a cultura do sisal como patrimônio cultural imaterial do Estado da Bahia. A Bahia se destaca como o maior produtor de sisal do mundo, sendo responsável por cerca de 90% da produção nacional do Brasil, que é o principal cultivador de agave globalmente. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a Bahia produz anualmente 140 mil toneladas de fibra de sisal, das quais aproximadamente 50% são exportadas.
O cultivo do sisal transforma a Bahia em um fenômeno mundial, envolvendo quase 70 municípios baianos em sua produção. A criação dos 27 Territórios de Identidade pela Bahia reconheceu a importância do sisal ao denominar a região dos municípios de Araci, Barrocas, Biritinga, Candeal, Cansanção, Conceição do Coité, Ichu, Itiúba, Lamarão, Monte Santo, Nordestina, Queimadas, Quijingue, Retirolândia, Santaluz, São Domingos, Serrinha, Teofilândia, Tucano, Jacobina, Ourolândia, Várzea Nova e Valente como a “região do sisal” ou “região sisaleira”. Este reconhecimento destaca a importância cultural do sisal, também conhecido como o “ouro verde do sertão”.
Luciano Araujo enfatiza que a aprovação deste projeto de lei será crucial para o reconhecimento da importância da cultura do sisal para o Estado da Bahia. O projeto cumpre o papel de resgatar historicamente uma das cadeias produtivas mais importantes do estado, que é responsável por elevar o nome da Bahia no cenário mundial. Além disso, caracteriza cultural e economicamente toda uma região que funciona em torno dessa cultura.
O parlamentar acredita que o reconhecimento do sisal como patrimônio cultural imaterial ajudará a preservar e valorizar essa tradição, garantindo seu legado para as futuras gerações. A iniciativa não apenas destaca a relevância econômica do sisal, mas também sua importância cultural, reforçando a identidade da região e promovendo o desenvolvimento sustentável das comunidades envolvidas na produção dessa fibra.
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