Morte do Papa Francisco repercute na Bahia; lideranças políticas destacam legado de justiça social e fé
O falecimento do Papa Francisco, confirmado nesta segunda-feira (21), aos 88 anos, provocou reações de pesar em diversas partes do mundo. Na Bahia, autoridades políticas se manifestaram sobre a perda do pontífice, lembrando sua atuação em defesa dos pobres, da justiça social e do diálogo inter-religioso.
O governador Jerônimo Rodrigues publicou uma nota em que destaca a relevância de Francisco como líder espiritual e voz ativa por um mundo mais justo. Segundo ele, a trajetória do papa deixa um “rastro de esperança e compromisso com o bem comum” que deve servir de inspiração.
Bruno Reis, prefeito de Salvador, também prestou homenagem. Em sua declaração, destacou a forma como o papa cativou multidões pela simplicidade e pela defesa firme da paz e da dignidade humana, valores que, segundo ele, ultrapassaram fronteiras religiosas.
ACM Neto, ex-prefeito da capital baiana, relembrou um momento pessoal ao lado do pontífice, em 2015, durante um encontro com líderes de grandes cidades em Roma. Ele classificou o papa como uma figura de grande relevância global, cuja liderança foi marcada por empatia, coragem e avanços em temas sociais. ACM também mencionou a canonização de Irmã Dulce, ocorrida sob o pontificado de Francisco, como um marco importante para os católicos baianos.
O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Carlos Muniz, mencionou o impacto espiritual da liderança de Francisco para cidades como Salvador, com forte tradição religiosa. Em sua mensagem, afirmou que a perda será sentida por milhões de fiéis ao redor do mundo.
Já o deputado federal Leo Prates (PDT-BA) classificou o papa como uma figura que representou os valores cristãos com autenticidade e compromisso com os mais necessitados. Segundo ele, Francisco deixa um legado permanente na história da Igreja e da humanidade.
Jorge Mario Bergoglio, argentino de Buenos Aires, foi eleito papa em 2013 após a renúncia de Bento XVI. Ao longo de mais de uma década como líder da Igreja Católica, destacou-se pela aproximação com os pobres, pela defesa do meio ambiente e por uma postura aberta ao diálogo e à diversidade.
