“Não existe lugar seguro para as mulheres”, diz Ireuda Silva após pesquisa mostrar que 30% das brasileiras já foram ameaçadas de morte por companheiros

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), classificou como preocupante e estarrecedora a pesquisa que aponta que 30% das mulheres já foram ameaçadas de morte por companheiros ou ex, e que 1 em cada 6 já sofreu tentativa de feminicídio. Para a republicana, a mulher brasileira corre risco constante de morte.

Ainda segundo a pesquisa “Percepções da população brasileira sobre o feminicídio”, dos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, e divulgada pelo G1, 90% dos brasileiros consideram que o lar é o local de maior risco de assassinato para as mulheres. “Se a vida humana é um sopro, a vida da mulher brasileira é uma pluma suspensa no ar, prestes a cair. Essa pesquisa só mostra que o machismo não nos dá descanso, nem na rua nem dentro de casa. E que não existe lugar seguro para as mulheres, que precisam viver em alerta 24 horas por dia”, pontua Ireuda, que demonstrou revolta com outro dado chocante: para 33% dos entrevistados, a vítima é a culpada pelo feminicídio.

“O machismo mata duas, três, quatro ou quantas vezes forem necessárias. Essas mentes alienadas e cruéis são capazes de assassinar a mulher duas vezes, quando a culpam por terem sido mortas. Quando a culpam por ser mulher”, pontua.

A republicana também alerta para a necessidade da denúncia, tanto para a proteção da vítima de ameaças quanto para diminuir as chances de o agressor sair impune. De acordo com o levantamento, apenas 34% das mulheres ameaçadas procuraram a polícia. “Precisamos lutar para que esse número chegue a 90%, 100%. O homem que tem a audácia de ameaçar a companheira de morte, poderá muito bem ter coragem de executar a promessa, mesmo que vá se suicidar em seguida, como muitas vezes acontece”, avalia. “Além disso, precisamos ter solidariedade e sororidade, e nos importarmos com o próximo. Se soubermos de alguma mulher que seja vítima constante de agressão, ou esteja em risco de vida, devemos sim intervir, chamar a polícia. Caso contrário, poderemos vir a ser coniventes com um crime bárbaro”, acrescenta.

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