Rotina do agente de trânsito revela atos heróicos e aborrecimentos

Há um ano e meio um órgão do corpo humano saiu do Hospital Ana Nery, no bairro da Caixa D’água, com destino ao aeroporto de Salvador, mas os profissionais de saúde tinham o desafio de enfrentar o congestionamento e conseguir chegar a tempo para que o transporte até a unidade de saúde de destino fosse exitoso. Graças ao apoio do agente de trânsito André Luciano Almeida, de 43 anos, que foi um dos batedores (profissionais que abrem o caminho para a passagem de carros oficiais), a operação foi um sucesso.
Esse e outros momentos permeiam as lembranças de André, que se sente honrado em exercer a profissão de agente de trânsito, cujo dia nacional é comemorado nesta quarta-feira (23). Outro momento marcante na profissão dele foi o dia em que foi acionado por um grupo de pessoas que trazia uma criança perdida na praia de São Tomé de Paripe. A criança chorava muito. Ele pegou a menor no colo e caminhou calmamente pela areia da praia para chamar atenção, até que a mãe da menina o avistou e encontrou a filha.
Mas a rotina diária do agente de trânsito e transporte também envolve alguns percalços, a exemplo do contato com pessoas que o desrespeitam e provocam discussões. “É comum que algumas nos perguntem: ‘Você sabe com quem você está falando’? Ou que digam que são advogados, médicos. Algumas pessoas que acham que estão acima da lei, mas que, na verdade, também precisam cumprir o que determina a lei”, conta.
Foto: Jefferson Peixoto/Secom 
André destaca a falta de educação de alguns condutores e o desrespeito como os itens que mais atrapalham o serviço do agente. “A principal mensagem que nós queremos passar é que nós somos amigos do condutor. O agente atua para preservar o maior bem dele, que é a vida. Quando estamos monitorando, empurrando um carro, tirando um animal da via, estamos fazendo com que os motoristas cheguem em casa com segurança”.
Atualmente, André integra o Grupamento de Ações Rápidas do Trânsito (Gart) e atua em frente às escolas, prestando apoio a autoridades e fiscalizando o trânsito, conforme a demanda do dia. Segundo ele, o trabalho tornou-se mais agradável nos últimos anos diante de algumas mudanças que foram feitas. “Quando eu cheguei na Transalvador em 1999, as viaturas não tinham ar-condicionado e agora todas elas têm. A documentação era toda feita no papel e agora utilizamos aparelho eletrônico. Além disso, a estrutura e o fardamento melhoraram bastante”.

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