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Suposta imagem de Maduro detido circula após ataque dos EUA à Venezuela

Uma fotografia que começou a circular nas redes sociais neste sábado (3) passou a ocupar o centro do noticiário sobre a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela. A imagem, cuja autenticidade ainda não foi confirmada por autoridades norte-americanas ou venezuelanas, supostamente mostraria o presidente Nicolás Maduro sob custódia após o ataque militar realizado na madrugada, segundo Washington, com o objetivo de capturá-lo por acusações de narcotráfico.

Até o momento, não há confirmação oficial de que a foto seja recente nem de que retrate, de fato, Maduro. Ainda assim, a imagem ganhou ampla repercussão após Donald Trump afirmar que o presidente venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, teriam sido capturados. O paradeiro do casal segue desconhecido, e nenhuma autoridade apresentou registros oficiais ou provas materiais que confirmem a detenção.

A circulação da foto ocorre em um contexto de forte disputa narrativa. Horas antes do ataque, Maduro havia enviado uma carta a Trump na qual negava envolvimento com cartéis de drogas e classificava as acusações como pretexto para uma invasão militar. Desde então, o governo venezuelano não se pronunciou sobre a imagem, enquanto apoiadores e opositores do regime divergem sobre sua veracidade.

No poder há 13 anos, Maduro enfrenta crescente isolamento internacional desde as eleições presidenciais de 2025, quando se recusou a reconhecer a vitória da oposicionista María Corina e não apresentou comprovantes de votação solicitados por observadores internacionais. Corina, posteriormente agraciada com o Prêmio Mundial da Paz por sua atuação contra o regime, voltou a ser citada nas redes sociais como símbolo da resistência ao chavismo após a divulgação da fotografia.

No Brasil, a repercussão da imagem também reacendeu críticas à posição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reconheceu a vitória de Maduro no pleito contestado e não se manifestou sobre o prêmio concedido à líder oposicionista.

Sem confirmação oficial, a fotografia permanece como um elemento central — e controverso — da crise. Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha com cautela os desdobramentos do ataque e alerta para o risco de desinformação em meio a um dos episódios mais tensos da história recente da Venezuela.

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