Taurino Araújo participa do 1º encontro de escritores na Assembleia Legislativa da Bahia

Evento que ocorreu no Auditório Jornalista Jorge Calmon, e contou com as presenças dos intelectuais Ederson Galeno, Emiliano José, Nelson Cerqueira, Nilo Belotto, Ricardo Justo e Taurino Araújo. O governador Jerônimo Rodrigues foi representado por Sandro Magalhães, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon.
Nesta segunda (18), no Auditório Jornalista Jorge Calmon da Assembleia Legislativa da Bahia, os intelectuais baianos Ederson Galeno, Emiliano José, Nelson Cerqueira, Nilo Belotto, Ricardo Justo e Taurino Araújo se reuniram no 1º Encontro de Escritores da Bahia, levando ao público vivências, memórias e provocações acerca da cultura da paz.
Em parceria com a Casa Legislativa, o evento fez parte do projeto Bahia de Todos os Leitores, vinculado ao Festival Literário para a Cultura de Paz (Flicpaz), que tem como curador o professor e escritor Ricardo Justo. A ideia, segundo ele, é trabalhar a leitura nos ambientes acadêmicos, escolares, sociais e comunitários da Bahia, levando à população a importância da leitura para a construção de seus próprios espaços, tratando da questão da cultura de paz e da literatura.
“Os estudantes reproduzem em sala de aula o que eles vivem dentro dos seus bairros. Então, quando trazemos a questão da cultura de paz e trazemos autores consagrados para tratar desse tema nós começamos a colocar, dentro das escolas, uma outra forma de pensar, para que as crianças, os jovens, os estudantes também brinquem e falem e propaguem a cultura de paz”, explicou.
Durante a tarde, o público teve contato com as obras e experiências dos escritores convidados, que fizeram uma conexão do livro com a questão social atual e a construção da cultura de paz social e comunitária. Entre eles, o imortal da Academia de Letras da Bahia, jornalista e ex-deputado, Emiliano José, que explanou sobre a biografia do ex-governador baiano Waldir Pires, lançada em 2018.
“Contar a história do Waldir foi quase que um dever que eu me impus, e que gostei muito de fazer: revelar ao mundo e ao Brasil a grande personalidade, o grande político, o grande homem da democracia, uma vida inspiradora para todos nós, pela sua coerência, pela seriedade, pelo amor ao povo da Bahia e ao povo brasileiro”, colocou.
Também participaram do encontro os escritores Ederson Galeno, que falou sobre o livro Empreendedorismo Imobiliário; Nelson Cerqueira, Ditadura Militar – Retrato e identidade de um jornalista; Nilo Belotto, A arte de envelhecer; Ricardo Justo, Manual de gestão de conflitos; e Taurino Araújo, que encerrou o evento.
Autor de Hermenêutica da desigualdade: uma introdução às ciências jurídicas e também sociais (Del Rey, 2019), jurista, advogado (UESC) e pensador brasileiro, Taurino Araújo é poeta, crítico literário, Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais.
A sua Magnum Opus é considerada uma Epistemologia genuinamente brasileira, afora o conceito de verdade absoluta, 95 anos depois da Semana de Arte Moderna (1922).
“Celebrando 40 anos de poesia [publicação prevista para 2025], Taurino Araújo apresenta uma obra com paisagens líricas que vão do átomo ao sertão e ao cosmo desafiando os limites da percepção com rigor filosófico e estético dignos de um semiólogo da alma. Maria Solange Alves de Souza Paula – Bibliotecária responsável: Dançando no meio do inverno — 40 anos de poesia: poemas, sonetos e haikais”.
Especialista em Gestão de Pessoas (PUC-RS), Planejamento Educacional (UNIVERSO-RJ) e História e Antropologia (SERRA GERAL-MG). Autor de Se você quer subir, não aperte descer: a intuição motivacional do verdadeiro Maslow no case Taurino Araújo, Instituto Memória: Curitiba: 2023, 2ª ed., atualizada. Condecorado pelo Estado da Bahia com a Comenda de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira – CBJM, a maior honraria do Estado.
Em 2025, o autor idealizou e lançou, na Academia de Letras da Bahia, a coletânea Signos em Transe: uma Fortuna Crítica sobre a Semiótica de Lícia Soares de Souza. A obra foi coordenada com apoio do CNPq e da Uneb e reúne 62 autores de sete países. Escritos em português, inglês, espanhol, francês e italiano, os ensaios abordam temas como literatura, semiótica, francofonia, geopoética, ensino de línguas e o ciclo canudiano.
Signos em Transe foi lançado na Academia de Letras da Bahia, com apoio institucional da Uneb e do CNPq.
Descrita por especialistas como o maior levantamento etnográfico e semiológico da Bahia nas últimas cinco décadas, a coletânea conta com nomes como Winfried Nöth, Zilá Bernd, Berthold Zilly, Eurídice Figueiredo, Cyro de Mattos, Bernard Andrès, Claire Varin, Ricardo Justo, Emiliano José e o próprio Taurino Araújo
